sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vazio ideológico?


Manfredo Araújo de Oliveira
Adital

No Brasil na configuração da vida coletiva tudo se resolve sem qualquer postura ideológica e programática? Se se pode afirmar isto com respeito à forma de organização e atuação de nossos partidos políticos, talvez não se possa dizer o mesmo em relação ao contexto societário onde se debatem forças, interesses e propostas a respeito da forma de configuração da sociedade e de onde brotam os partidos. De onde vêm, por exemplo, as ondas que se difundem na mídia sobre a culpabilização do intervencionismo estatal pelo pouco crescimento do país, a grita pela diminuição dos impostos porque eles terminariam por reduzir o incentivo ao trabalho e aos investimentos e consequentemente por diminuir a produtividade, os ataques às políticas redistributivas, etc.?
Os mecanismos de regulamentação da economia não significam uma violação das liberdades individuais?
As políticas redistributivas não constituem um incentivo à preguiça?
Certamente há um esforço no país para tornar evidente certa maneira de ver a vida
humana
, sua organização social, os fins sociais e que estão sendo abertamente assumidos por pretendentes a candidaturas para as próximas eleições.

Se analisamos atentamente certos discursos programáticos de candidatos e de partidos podemos perceber que se defende uma sociedade com "mercados livres” como a única forma capaz de gerar progresso, eficiência, justiça social e bem-estar geral. Assim, só se justifica um estado que intervém o menos possível na economia, renuncia ao combate da desigualdade (não é ela um dado natural inevitável?)e se limita a fazer cumprir os contratos, proteger as pessoas contra corrupção, fraudes e violência. Portanto, leis que interferem no mercado livre violam a liberdade individual. Tudo isto parece óbvio se não se pensa sobre seus desdobramentos e consequências.
Por exemplo, há aqui uma teoria da justiça subjacente: aquela, cujo cerne consiste na defesa das escolhas individuais nos mercados livres. Isto significa que qualquer distribuição de riqueza resultante do mercado livre é justa contanto que não seja alcançada ilicitamente. Ora, a tese defendida aqui é que a liberdade é mais importante do que formas aceitas de justiça distributiva que para esta postura em última análise destroem a própria liberdade. Isto se mostra na medida em que a afirmação de que a desigualdade econômica é injusta leva à exigência de intervenção no mercado livre o que tem como efeito a eliminação das escolhas feitas pelos indivíduos, portanto, à eliminação da liberdade. Uma razão antropológica é invocada: somente a indivíduo é dono de si mesmo. Ora, se sou senhor de mim mesmo, então sou senhor de meu trabalho e de seus produtos. Consequentemente, o Estado não pode exigir a posse de uma parte de mim nem que seja para combater a pobreza e a desigualdade, ou seja, as necessidades dos outros não estão acima do direito fundamental dos indivíduos de fazer o que bem entenderem com suas posses, com seus órgãos, com sua vida. Vale a pena refletir se é isto que corresponde às convicções mais profundas que temos sobre a pessoa humana e sua dignidade.
Manfredo Araújo de Oliveira UFC.
FONTE:http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=75560

PAPA FRANCISCO

Papa na Missa de Corpus Christi: seguimento comunhão e partilha Cidade do Vaticano (RV) – Papa Francisco deixou o Vaticano, na tarde de hoje, para celebrar a Santa Missa de Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão, sede da diocese de Roma.

O Santo Padre deixou a Casa Santa Marta, no Vaticano, às 18.40, hora local, e se dirigiu de automóvel à Basílica Lateranense, onde, às 19.00 deu início à celebração da Santa Missa no patamar da Basílica. Antes da Missa, se deteve por alguns instantes em adoração diante do Santíssimo Sacramento.

Em sua homilia, o Papa partiu da frase evangélica da liturgia de hoje: ”Dai-lhes vós mesmos de comer”. Esta expressão chamou a atenção do Santo Padre, que se deixou guiar por três palavras chaves: seqüela, comunhão, partilha. E perguntou: “Mas, dar de comer a quem”? E respondeu: “À multidão que seguia a Jesus, da qual escolheu seus Doze Apóstolos. E acrescentou:

“O povo o segue, o escuta, porque Jesus fala e age de modo novo com a autoridade de quem é autêntico e coerente, de quem age na verdade, de quem transmite a esperança que vem de Deus, de quem revela o rosto de um Deus que é Amor. Por isso, o povo louva a Deus!”
Hoje, disse o Papa aos fiéis presentes, também nós viemos aqui para seguir a Jesus, ouvi-lo, acompanhá-lo e entrar em comunhão com Ele na Eucaristia. Jesus nos fala através do silêncio do Mistério da Eucaristia. Eis porque Jesus pede aos discípulos para dar de comer à multidão. E acrescentou:

“Esta noite, também nós estamos em torno da mesa do Senhor, da mesa do Sacrifício Eucarístico, durante o qual Ele nos dá, mais uma vez, o seu corpo, tornando presente o único sacrifício da Cruz. A Eucaristia é o Sacramento da comunhão, que nos faz sair do nosso individualismo para passarmos ao seguimento e à fé no Senhor”.
Enfim, depois de explicar os dois aspectos da sua homilia, seguimento e comunhão, o Santo Padre passou ao terceiro: a partilha ou solidariedade, que nasce da distribuição dos pães e dos peixes à multidão, ou seja, colocar o que temos e as nossas humildes capacidades à disposição de Deus e dos irmãos. E o Papa concluiu:

“Esta noite, mais uma vez, o Senhor, distribuiu entre nós o pão, que é seu corpo e se torna dom. Por isso, também nós experimentamos a solidariedade de Deus para com o homem, uma solidariedade que nunca se esgota e nunca deixa de nos maravilhar. Na Eucaristia o Senhor nos faz percorrer seu caminho, que é serviço, partilha e dom”.

Portanto, seguimento, comunhão e partilha. O Papa pediu a Deus para que a Eucaristia nos provoque sempre a seguir o Senhor, a ser instrumentos de comunhão, a partilhar com Ele e com os nossos irmãos o que temos e o que somos. Somente assim a nossa existência será fecunda.

Ao término da celebração Eucarística, o Santo Padre presidiu à procissão de Corpus Christi, da qual participaram o clero e os numerosos fiéis presentes. No final, o Papa concedeu a todos a bênção Eucarística e retornou ao Vaticano. (MT)

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/05/30/papa_na_missa_de_corpus_christi:_seguimento_comunhão_e_partilha/bra-697019
do site da Rádio Vaticano

Encontrado na Itália manuscrito da Torá mais antigo do mundo

O pergaminho de pele de cordeiro foi catalogado de modo equivocado por um arquivista da biblioteca universitária em 1889

A Universidade de Bolonha (Itália) encontrou o que pode ser o manuscrito da Torá mais antigo do mundo, segundo um professor italiano que afirma que o texto sagrado foi escrito no século XII.
O valioso pergaminho de pele de cordeiro foi catalogado de modo equivocado por um arquivista da biblioteca universitária em 1889, que acreditou que pertencia ao século XVII.
Mas o professor de estudos hebraicos Mauro Perani constatou que o texto era anterior às normas de escrita da Torá adotadas no século XII. "Imediatamente, percebi que era muito mais antigo", disse.
O professor explicou que o texto contém letras e sinais proibidos pelo erudito e filósofo judeu Moisés Maimônides no século XII. "Este pergaminho é muito raro porque quando os manuscritos estragam, perdem sua santidade e não podem ser mais utilizados. Então, são enterrados", explicou Perani. "Seu estado de conservação é excelente", completou.
"Os nazistas na Europa central e os fascistas na Itália destruíram dezenas de milhares de rolos. Aconteceu uma incrível destruição no século XX", disse.
O texto foi submetido a várias análises de carbono na Itália e Estados Unidos, que confirmaram que foi escrito entre o fim do século XII e o início do século XIII. O pergaminho mede 36 metros de comprimento e 64 centímetros de largura.
AFP

Carta do filho Ricardo ao falecido padre casado Claudionor

O padre casado Claudionor, falecido há poucos dias, nasceu no Rio de Janeiro. Como diplomata tem amigos no Brasil e no mundo inteiro. Sei filho Ricardo mora no Chile e teve dificuldade de escrever a carta em português. A família recebe condolências do mundo inteiro. A carta de despedida foi lida no velório e comoveu todos os presentes.

Meu Pai,

não sei se conseguirei falar todas estas palavras para me despedir, mas quero tentar te dizer, de alguma maneira… que te amo e te amarei para sempre. Mereces o amor de toda a tua família e amigos que hoje sofremos, mas temos certeza de tua chegada ao céu junto ao Pai.

Estamos aqui em Fortaleza, lá no RIO, no Chile e no resto do mundo, onde tu espalhaste teu carisma, porque sem dúvida o que mais vamos guardar como exemplo teu, são as memórias de tua presença humilde, honrada e sempre com muito amor…

Memórias que começam de tua história familiar em Januária, Minas Gerais, filho de Claudionor (um ourives) e de Enedina, uma mãe forte, que criaram os 12 filhos com muito carinho e dedicação.

Memórias de teus estudos no colégio e primeiros anos de sacerdócio com os Salesianos. Anos de entrega absoluta como pastor de Cristo a serviço dos outros em Rondônia. Muitos sentiram a luz que tu deixavas no caminho onde passaste. Muitos lembrarão do teu nobre coração.

Memórias de dúvidas vitais quando decidiste mudar teu caminho e começar uma nova vida no RIO. Ali encontraste o teu amor com Evan, minha agora dolorida mas sempre forte mãe.

Eu, Ricardo, fruto desse amor estou aqui, orgulhoso de ser teu filho e poder dizer a todos que tu és meu pai, um pai como nenhum outro, com tuas dores no coração que custavas muito expressar, mas com tuas alegrias que irradiavas a todos e subia nosso ânimo sempre. Obrigado Pai.

Memórias de decisões difíceis… Como foi deixar o Brasil por novos horizontes no Chile. Onde só encontraste bons amigos e trabalhaste dedicadamente nas Nações Unidas, conhecendo o mundo e iluminando com tua luz a todos os que trabalharam ou compartilharam contigo até te aposentares.

Também foi difícil deixares a presença física comigo e voltar para o amado Brasil, nesta terra maravilhosa do Ceará. Cantinho quentinho perto do mar. Nono e Evan voltaram e viveram grandes experiências que tocaram a todos os que estão aqui hoje.

Agradeço a todos vocês esse carinho entregue e que eu não consegui dar a meu pai tão de perto; e foi durante esse mesmo período que comecei a crescer e formar minha família com Constanza, que me dá muito amor e força e me acompanha hoje e sempre. Fruto de nosso amor também criamos vidas: minhas duas maravilhosas filhas Josefina e Sofia que não puderam vir, mas estão presentes e conscientes que não vão ver mais o NONO… o “palhaço” já não vai aparecer mais na telinha do computador, mas sabem que vão estar com ele sempre já que elas disseram consolando-me antes de viajar: “O NONO estará cuidando de nós lá no céu”.

Pai, hoje Constanza e eu estamos aqui com outro dos teus netos de 12 semanas crescendo no ventre de sua mãe, o que tanto te preocupava. Tu até te ofereceu por essa nova vida e agradeço profundamente.

Mas hoje celebramos tua vitória sobre a morte. Porque sei que em breve passaremos esta tristeza e angústia compreendendo que estas flores que trouxemos, esta água que colocamos em cima de ti, esta luz que nos ilumina não são mais do que uma celebração de vida eterna… longe fisicamente de todos nós, mas muito perto espiritualmente, protegendo nossos caminhos.

Memórias de ver teu filho conseguir crescer profissionalmente nos estudos e nos trabalhos. Acho que um dos dias mais emocionantes para ti foi quando me formei e quando terminei meu mestrado. Tu e mamãe sentistes que a tarefa estava feita, e é verdade. Em março combinamos, os três, que chegou o tempo de pensar muito mais em vós, e por isso decidistes morar mais meses no Chile; estar mais perto das crianças e de nós era importante. Chegaríeis em novembro deste ano mas não deu tempo; não te preocupes, pai, agora estás sempre no meio de nos!

É difícil explicar todas as memórias que tenho e o que eu sentia quando estava contigo, mas acho que a melhor descrição de ti Pai é aconchego. Essa tua simplicidade e inocência eram um reflexo de Deus-filho aqui na terra. Que lindo foi para mim entender o que Jesus quer nos dizer através de ti. Com ternura, humildade e confiança nos outros e exatamente o que tu nos mostravas. Com teu exemplo vivo de serviço desinteressado, e como devemos atuar na nossa vida.  Um amor incondicional pelos queridos da família e com os grandes amigos. É o que tu nos entregaste. Não importando a distância, estavas presente.

Nós hoje aqui te dizemos até sempre, amado pai, esposo, vovô, amigo. Sei que  ganhaste o céu aqui na terra. Aproveita agora que já estás junto ao Pai e nossa Mãe Rainha. E nos ajuda a lutar por essa santidade que  tiveste em vida, e que Jesus nos convida a viver cada dia. Obrigado por seres um verdadeiro exemplo a seguir. Vamos  sentir tua falta todos os dias.

TE AMO, PAI!

Enviada por e-mail pelo Presidente do MFPC,  José Edson Mariano

quinta-feira, 30 de maio de 2013




José Lisboa Moreira de Oliveira
Adital

Acabo de fazer contato com um amigo meu, com o qual não me comunicava há um bom tempo. Este amigo trabalhava para uma congregação religiosa. Na sua resposta me comunicou que estava de aviso prévio e que seria demitido do seu trabalho. Ao narrar a sua demissão meu amigo dizia-se decepcionado não tanto porque iria ficar sem o emprego, mas pela forma como foi demitido. Ele estranhou que, após anos de dedicação e de doação, fosse dispensado de maneira tão fria e tão formal, sem explicações e sem uma palavra de ânimo e de gratidão pelos serviços prestados. E eu que conheço bastante o meu amigo sei muito bem da sua doação, que sempre vai além daquilo para o qual ele é pago para fazer. É claro que ele, pela competência que tem, pela sua postura ética e pela sua seriedade logo encontrará outro emprego. Mas não deixa de ser decepcionante que uma pessoa seja tratada desta forma em ambientes cristãos, particularmente no âmbito de uma congregação religiosa.
Este fato me fez lembrar outro caso. No início do ano, durante a minha viagem de férias, encontrei uma senhora que conheci numa determinada comunidade eclesial. Ela era uma pessoa assídua. Jamais faltava à celebração dominical da Eucaristia, a encontros, reuniões e atividades eclesiais. Depois da saudação e dos abraços costumeiros, perguntei-lhe como estava a sua paróquia. Ela me respondeu que não estava mais "indo à Igreja”. Estranhei sua resposta e perguntei-lhe qual o motivo de seu afastamento da comunidade. Ela, então, me disse que tinha começado "a trabalhar para os padres”. Depois que começou a trabalhar para eles, não estava mais conseguindo ir à missa. Só vai à Igreja em casos especiais, "quando não tem jeito”. Disse que continuava a ser católica, que sempre reza a Deus pedindo perdão, mas não consegue mais acreditar naquilo que os padres falam nas missas, uma vez que ela tinha percebido que na prática eles agem totalmente diferente daquilo que pregam lá do altar.
Enquanto escrevia este artigo recebi uma mensagem de outro grande amigo que habita na região Nordeste do nosso país. Ele escrevia para partilhar comigo o que estava acontecendo em sua cidade. Acabara de chegar à paróquia um jovem padre que está assustando as pessoas com suas maneiras autoritárias. Intransigente e cheio de vaidades, o reverendo dirige-se às pessoas num tom profundamente egoísta: "eu quero isso, eu quero aquilo”, como se fosse o dono absoluto da comunidade. Uma de suas primeiras providências foi concentrar de modo absoluto o poder sobre sua pessoa, emanando um decreto com uma série de proibições e de exigências.
Não foi a primeira vez que escutei coisas semelhantes. É muito comum encontrar pessoas decepcionadas com o comportamento dos cristãos, de modo particular com as atitudes de lideranças como padres, bispos, pastores etc. Alguém poderá objetar afirmando que a nossa fé deve ser em Jesus Cristo e, por isso, as pessoas não deveriam medir seu grau de participação e de atuação a partir do que fazem ou deixam de fazer determinados cristãos. Isso é verdade, mas pela própria dinâmica da evangelização querida pelo Mestre Jesus, o testemunho ocupa um lugar primordial. A comunidade cristã não é fim em si mesmo, mas existe exclusivamente para a missão (Mc 3,14), para a proclamação da Boa Notícia a todos os povos (Mt 28,19). E este anúncio do Evangelho deve se dar essencialmente através do testemunho dos discípulos e das discípulas de Jesus (At 1,8). Logo, a obrigação de testemunhar para evangelizar é uma exigência fundamental do cristianismo. E, quando falta o testemunho, o cristianismo perde toda a sua força e todo o seu potencial evangelizador. Termina sendo reduzido a uma agremiação qualquer, sem qualquer diferenciação em relação às demais.
As primeiras comunidades cristãs tinham plena consciência disso. Por esse motivo fizeram questão de deixar registrada uma alerta de Jesus a este respeito. De acordo com a comunidade de Mateus (Mt 5,13), o cristianismo é comparado ao sal, o qual, se perde o gosto, não serve para mais nada. Como sabemos por experiência, o sal realça o sabor dos alimentos, mesmo se perdendo no meio da comida. Assim a comunidade cristã, mergulhada na sociedade, deve ser capaz de "dar sabor” a essa realidade. E dar sabor significa dar testemunho de amor, de carinho, de cuidado, de justiça e de ética. Se isso não acontece ela termina sendo um sal insosso que só serve para ser jogado fora e pisado pelos seres humanos.
Lembro-me bem de que o meu professor de Evangelhos Sinóticos na Universidade Gregoriana, o jesuíta Emílio Rasco, nos explicou que a metáfora do sal usado por Jesus tinha a ver com um costume das mulheres judaicas de revestir o forno de assar pão com uma camada de sal, de modo que o sal pudesse funcionar como isolante térmico da temperatura, permitindo assim que o pão fosse assado integralmente. De vez em quando a camada de sal se enfraquecia e precisava ser trocada. As mulheres, então, arrebentavam o revestimento do forno, retiravam o sal insosso que era jogado fora na via pública e, consequentemente, pisado pelas pessoas. Tratava-se, pois, de uma metáfora que, no tempo de Jesus, podia ser bem compreendida por todos. Ainda hoje, sabendo desse detalhe, podemos compreender o quanto o sal insosso pode simbolizar um tipo de cristianismo que não consegue mais comunicar a sua força e a sua energia à humanidade.
Partindo dos casos citados no início desse texto podemos deduzir as razões pelas quais o cristianismo está perdendo força no mundo atual. As pessoas, ao confrontarem os discursos bonitos com as práticas concretas dos cristãos e das cristãs, percebem a esquizofrenia e o grau de mentira das belas pregações. Decepcionadas se afastam porque se dão conta de que "na prática a teoria é outra”. Lembro-me de uma afirmação de Gandhi que dizia mais ou menos assim: "o Evangelho é fantástico, é uma carta de princípios fantástica, mas não sou cristão por causa dos cristãos”. E ao afirmar isso Gandhi tinha presente a tragédia da invasão da sua Índia por parte de cristãos ingleses. Estes deixaram por lá rastros de morte e de destruição, antes que o próprio Gandhi conseguisse mobilizar a população e obter a independência do país.
O papa Paulo VI, recolhendo as indicações dos bispos durante o Sínodo de 1974 sobre a evangelização no mundo contemporâneo, deixou bem explícito na Evangelii nuntiandi que o testemunho "é o primeiro meio de evangelização” (EN, 41). Foi enfático em afirmar que os "discursos ocos” produzem cansaço nos fiéis (EN, 42). O testemunho, afirmava o papa, mesmo sendo proclamação silenciosa da Boa Nova, é muito mais eficaz e valoroso do que certas prédicas estéreis e vazias que não encontram confirmação na prática concreta de pessoas cristãs (EN, 21). Sem meios-termos, Paulo VI nos lembrava de que hoje as pessoas escutam mais as testemunhas do que os mestres e se escutam os mestres é porque ele são antes de tudo testemunhas (EN, 41). E quase já no final da exortação concluía com a seguinte proclamação profética: "Ouve-se repetir, com frequência hoje em dia, que este nosso século tem sede de autenticidade. A propósito dos jovens, sobretudo, afirma-se que eles têm horror ao fictício, àquilo que é falso e que procuram, acima de tudo, a verdade e a transparência” (EN, 76). Porém, tendo presente a exortação do papa, é preciso dizer que o testemunho não deve ser confundido com beatice, pieguismo, excesso de religiosidade e de rezas. Não deve ser confundido com o uso de camisetas com frases e figuras religiosas, com a colocação de uma bíblia ou de um crucifixo no local de trabalho ou ainda de um terço pendurado no retrovisor do carro. De todas essas carolices as pessoas já estão saturadas. O testemunho, afirmava Paulo VI, está necessariamente ligado à prática da justiça e à luta para erradicar as formas de injustiça e de opressão que matam tantos irmãos e tantas irmãs. Isso porque o ser humano a ser evangelizado não é uma pessoa abstrata, mas alguém que precisa de comida, de roupa, de casa para morar e de tantas outras coisas (EN, 31).
É hora, pois, de acabarmos com tantas baboseiras, com tantos discursos ocos, com tantas atitudes antiéticas dentro de nossas Igrejas. É hora de cultivarmos uma vida mais simples, mais humilde, mais caritativa, mais cuidadosa dos pequeninos e pobres, uma vida mais desapegada. "Sem essa marca de santidade, dificilmente a nossa palavra fará a sua caminhada até atingir o coração do homem dos nossos tempos; ela corre o risco de permanecer vã e infecunda” (EN, 76).
FONTE: A infecundidade de um cristianismo insosso

Reforma do papado


A reforma do papado significa reforma da Cúria, significa colegialidade, significa pobreza. E, acima de tudo, significa que nenhuma reforma, mas também nenhuma conservação pode ser feita por um papado, por uma Igreja sem povo, isto é, sem os discípulos.
A opinião é de Raniero La Valle, jornalista e ex-senador italiano. A tradução é de Moisés Sbardelotto
. Artigo publicado na revista italiana Rocca, n. 9, 01-05-2013.
Eis o texto.
O método que escolhemos para participar das celebrações dos 50 anos do Concílio Vaticano II se revelou muito frutífero: ele consiste não em recordar, mas em um entender diferido; não restaurar a cor a imagens desfocadas, mas entender hoje, na nova situação da Igreja e do mundo, o que havia no evento do Concílio, mas que então não entendemos, coisas que então haviam ficado escondidas até aos seus principais protagonistas.
Uma coisa das quais, à época, ninguém se deu conta foi que, na Pacem in Terris, do Papa João XXIII, o seu extremo magistério antes da morte, não só havia uma grande novidade teológica e antropológica, mas também havia in nuce a reforma do papado e, portanto, da Igreja.
Essa é a conclusão a que chegou a grande assembleia eclesial intitulada Chiesa di tutti, chiesa dei poveri, que ocorreu no dia 6 de abril em Roma e já pela segunda vez em um ano.
O exame da encíclica joanina remeteu à história da sua redação, cujos documentos foram magistralmente publicados por Alberto Melloni. Desses documentos, resulta a perfeita consciência por parte do papa e dos seus teólogos de confiança que os conteúdos da encíclica – o reconhecimento a cada ser humano do direito à liberdade; a liberdade no mesmo plano da verdade, da justiça e do amor; a perfeita igualdade de direitos e de deveres da mulher e do homem – eram a inversão de um constante magistério pontifício do século XIX da Mirari Vos, de Gregório XVI, a Pio IX e até Pio XII.
Uma Igreja que vinha do mito da infalibilidade e de um papado construído no segundo milênio como um poder superior a qualquer outro poder não poderia mudar um magistério conclamado e recorrente do papa se não fosse o próprio papa que fizesse isso; e não era fácil pensar nisso depois que Gregório VII havia feito do pontífice o único episcopus universalis do qual os príncipes deviam beijar os pés, depois que Inocêncio III, a figura dialética de São Francisco, havia estabelecido o direito do papa de exercer o poder até mesmo temporal, para remediar o pecado, e depois que Bonifácio VIII havia reivindicado como necessária a submissão ao Romano Pontífice de toda criatura humana.
E aí se encontra a novidade de João XXIII: a autocrítica do magistério e a autorreforma do papado. Essa instância de uma reforma do papado, depois, pareceu entrar em letargia nos 50 anos posteriores à encíclica, mas eis que hoje retorna como possível. A surpresa foi Bergoglio, desde a escolha do nome, como se dissesse que se recomeça não a partir de Inocêncio III, mas de Francisco de Assis, não do sobrecarregamento da instituição, mas da leveza da profecia; o fato de se inclinar ao beijo dos pés dos presos, na noite de Quinta-Feira Santa, resgata a antiga pretensão do papa de que a ele todos os príncipes beijassem os pés, o beijo do pé da jovem presa de longos cabelos pretos restituía à mulher aquele gesto de veneração e de afeto que a pecadora havia feito banhando os pés de Jesus com lágrimas, secando-os com os seus cabelos, beijando-os e derramando óleo perfumado sobre eles.
Pedro, nisto verdadeiramente vigário de Jesus, pagava a dívida de amor do seu mestre, novamente tocada o corpo de uma mulher até agora sempre mantido escondido e temido na Igreja. E, talvez, justamente isso signifique a reforma do papado. Por exemplo, isso significa, como explicou o Papa Francisco na homilia para o início do seu pontificado, que “certamente Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? Trata-se de um poder que é o serviço”.
A reforma do papado significa anunciar um Deus que é só perdão e misericórdia, um Deus que “julga amando-nos”, como disse Francisco na Via Sacra no Coliseu. Não um Deus que julga e ama, como logo traduziram os vulgarizadores que não se dão conta das novidades; porque isto, o fato de dispensar ao mesmo tempo amor e julgamento, a Igreja da Inquisição também fazia.
Trata-se, ao invés, de um Deus em quem não há julgamento, porque o amor é o julgamento: o que o papa disse é que não há uma misericórdia ao lado do julgamento, mas, como pensava Isaac de Nínive, a própria misericórdia é o julgamento; e o papa aprendeu essa misericórdia com os livros do cardeal Kasper, além das palavras de uma humilde avó de Buenos Aires, como ele disse no seu primeiro Ângelus da janela de um quarto que não é mais o seu.
E, naturalmente, a reforma do papado significa reforma da Cúria, significa colegialidade, significa pobreza. E, acima de tudo, significa que nenhuma reforma, mas também nenhuma conservação, pode ser feita por um papado, por uma Igreja sem povo, isto é, sem os discípulos, sem as mulheres, sem as mães que decidem o número dos filhos, sem os divorciados, sem os homossexuais, sem os estrangeiros, sem os imigrantes, sem os pobres, sem os últimos.
Certamente, será muito difícil para Francisco empreender essa reforma. Mas, se ele a quiser fazer, nós,
Raniero La Valle
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/519771-reforma-do-papado-artigo-de-raniero-la-valle
02 de maio de 2013

PAPA FRANCISCO

Audiência: A Igreja é a grande família de Deus, mesmo com seus defeitos e imperfeições Cidade do Vaticano (RV) – Cerca de 90 mil fiéis lotaram a Praça S. Pedro para a Audiência Geral desta quarta-feira.

Depois de fazer o giro da Praça para saudar a multidão, debaixo de garoa, o Papa iniciou esta manhã um novo ciclo de catequeses, que tratará do mistério da Igreja a partir de expressões presentes nos textos do Concílio Vaticano II.

A primeira delas foi: a Igreja como família de Deus. A parábola do filho pródigo, afirmou o Papa, indica bem o desígnio de Deus para a humanidade. Ele quer fazer de nós uma única família, para que cada um sinta sua proximidade e o seu amor.

Neste grande desígnio, a Igreja encontra sua raiz. A própria palavra “Igreja”, do grego ekklesia, significa “convocação”: Deus nos convoca, nos impulsiona a sair do individualismo, da tendência de fechar-se em si mesmo e nos chama a fazer parte da sua família. Toda a história da salvação é a história de Deus que busca o homem, lhe oferece o seu amor e o acolhe. Na plenitude dos tempos, Ele mandou Seu Filho, Jesus Cristo, para nos comunicar a vida divina.

A Igreja tem a sua origem na Cruz, do lado aberto de Cristo de onde jorraram sangue e água, símbolos dos Sacramentos da Eucaristia e do Batismo. No dia de Pentecostes, recebendo o dom do Espírito Santo, Ela se manifesta ao mundo, anunciando o Evangelho e difundindo o amor de Deus.

Ainda hoje, alguns dizem: “Cristo sim, a Igreja não”, “Eu acredito em Deus, mas não nos padres”. A eles, Francisco responde:

“Mas é justamente a Igreja que nos traz Cristo e que nos leva a Deus; a Igreja é a grande família dos filhos de Deus. Certamente há também aspectos humanos; naqueles que a compõem, pastores e fiéis, há defeitos, imperfeições e pecados: também o Papa tem pecados. E muitos! Mas o belo é quando nos damos conta de que somos pecadores e encontramos a misericórdia de Deus. Deus perdoa sempre. Não se esqueçam disso: Deus perdoa sempre.”

Quando pecamos, ofendemos a Deus - afirmou. Mas Ele nos dá a oportunidade de nos humilhar para perceber que existe algo maior, que é a sua misericórdia.

Devemos nos perguntar: quanto eu amo a Igreja? Rezo por ela? Sinto-me parte desta família? Neste Ano da Fé, concluiu o Pontífice, peçamos ao Senhor que as nossas comunidades sejam sempre mais verdadeiras famílias que vivem e transmitem o calor de Deus.

No final da audiência, o Papa saudou de modo especial os jovens poloneses que se reunirão em 1º de junho numa vigília em Lednica para refletir sobre o tema da paternidade.

Aos romanos, o Santo Padre recordou que nesta quinta-feira, festa de Corpus Christi, celebrará às 19h a Santa Missa em São João de Latrão, ao final da qual se realizará a procissão que se concluirá em Santa Maria Maior. “Convido os fiéis de Roma e os peregrinos a se unirem neste ato de profunda fé pela Eucaristia, que constitui o mais precioso tesouro da Igreja e da humanidade.”

A Rádio Vaticano transmitirá em este evento ao vivo, a partir das 14h – horário de Brasília – com comentários em português.
Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/05/29/audiência:_a_igreja_é_a_grande_família_de_deus,_mesmo_com_seu/bra-696430
do site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 29 de maio de 2013


A VIDA DE CORPUS CHRISTI

Ver (um fato verdadeiro)
      Há muitos anos, um padre, lá pelas bandas da Amazônia, encontrava-se diante de um dilema: como celebrar a festa de Corpo de Cristo com a bela procissão, segurando o Cristo Sacramentado, andando por caminhos, cobertos de belas e cheirosas flores em forma de tapetes bem desenhados, enquanto aquela procissão havia de passar, necessariamente, em frente aos cortiços sujos, malcheirosos, nos quais muita gente “vivia” empilhada? Tamanha contradição e, pior, incoerência! Após muita reflexão, o padre tomou a corajosa decisão. Em lugar de realizar a tradicional procissão do ‘Corpo Cristi’, deu início à Missa daquele dia de festa, e, após a leitura do Evangelho, convidou o povo da Missa para sair da Igreja, a fim de visitar o povo no cortiço. Era razoavelmente perto. Formou-se, de forma espontânea, uma bela procissão. Dentro daquele mundo subumano, o povo do cortiço ficava admirado com tanta visita irmã, enquanto o povo da Missa ficava entristecido, cabisbaixo, chocado e até revoltado ao perceber tanta miséria, pobreza, mau cheiro, tanta falta de respeito para com o ser humano. Muitos do povo da Missa passavam, diariamente, em frente àquele cortiço, mas nunca haviam procurado entrar, a fim de visitar aquele povo lá dentro. Pois bem, após uma meia hora, uma parte do povo do cortiço se juntava ao povo da Missa e juntos foram até a Igreja! Aquela Missa, tradicionalmente rezada, transformou-se numa verdadeira celebração eucarística, ou seja, Jesus, agora sim, se fazia presente em todo o esplendor do seu amor junto aos seus irmãos e suas irmãs.
 
Julgar (uma possível abordagem)
A tradição da nossa fé nos ensina que Jesus pronunciou, naquela Última Ceia, as seguintes palavras: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19). O que significa o “fazei isto”?
Para encontrarmos uma resposta, precisamos nos perguntar qual o significado da Eucaristia.
A palavra grega ‘eucaristia’ se refere à ‘ação de graças’. Trata-se do momento em que a comunidade dos que crêem na presença de Jesus na Eucaristia celebra o memorial da morte e ressurreição de Jesus. Portanto, na celebração da Eucaristia se celebra a Nova Aliança estabelecida entre Deus e a humanidade por meio do sacramento do amor definitivo de Deus para conosco, expresso e vivido na morte e ressurreição de Jesus. Esta “Aliança”, este acordo, ou pacto, diz respeito à união firmada entre Deus e nós, nós e Deus, “aquele Deus verdadeiro que amou-nos primeiro sem dividição”, como canta Pedro Casaldáliga na abertura da “Missa dos Quilombos”.
A Eucaristia é uma ação de graças, ou seja, um momento em que vivemos a graça da presença de Deus em nossa vida, assim como a presença de cada um de nós na vida do(a) outro(a), em nossa vida comunitária. Mas este é apenas um lado do sacramento, como de todos os sacramentos, pois todos eles são graça em e para nossa vida. O outro lado do sacramento, porém, constitui uma tarefa, uma missão, uma maneira de ser e de estar no mundo, na qual a graça se concretiza. E esta maneira de ser é exatamente aquilo a que Jesus se refere quando diz “Fazei isto”: vocês também devem olhar o outro, interessar-se por ele, fazer com que o outro seja importante, isto é, vocês também devem doar-se uns aos outros. É esta a verdadeira partilha eucarística e é nela que Jesus e o Pai se fazem presentes em nossa vida e nós na vida dEles.
Consequentemente, Eucaristia é celebrar, renovar e viver intensamente a vida, tornar efetivo o gesto amoroso de Jesus pela prática das ações concretas de amor entre nós, porém, em especial para com os empobrecidos, os excluídos e rejeitados da nossa sociedade.
 
Agir (uma idéia)
            Conforme secular tradição, a Eucaristia é celebrada entre nós em forma de “Missa”. Longe de eu querer desvalidar ou desvalorizar a celebração da Missa. Porém, permitam-me observar que todos nós temos assistido, e ainda assistimos, a Missas, durante as quais são cumpridos os cânones, seguidas as regras e executados os ritos, mas, muitas vezes, sem ligação com a nossa vida, sem paixão com a Paixão de Cristo. Será que desta forma “acontece” a nossa aliança com Deus ou nos aproximamos do amor em Jesus Crucificado e Ressuscitado ou, ainda, construímos a base de uma vivência amorosa entre nós?
Enfim, quero perguntar com muita seriedade e sinceridade: quando nós, padres casados, vamos criar coragem para celebrar a vida da Eucaristia entre nós e juntos com o povo, sem recorrermos aos que ainda se encontram no ministério? O que houve, ou há, para considerarmos que fomos afastados tão definitivamente do amor de Deus para conosco ao ponto de nos acharem, ou de nos acharmos a nós mesmos, impedidos para celebrar nosso amor para com Ele na Eucaristia? Qual sombra escurecedora, assustadora ou pecaminosa foi jogada sobre nossas vidas para sermos considerados, definitivamente, os “ex”, como se o futuro, construído a partir do momento em que optamos por outros caminhos, não valesse nada, ou como se fosse possível dividir a vida em parcelas, sendo que uma não teria nada a ver com a outra?
O belo documento dos padres casados, apresentado ao Papa João Paulo II durante o X Congresso Eucarístico Nacional em Fortaleza em julho de 1980, dizia: “Também nós, padres casados, migramos como Abraão. Deixamos uma terra e o fizemos em nome do nosso Deus. Na outra terra, onde vimos habitar, na nova situação em que agora desenvolvemos outra vida, cultivamos a presença do mesmo Deus, na convicção de que Ele nos inspira, nos acompanha e continua conosco. Somos outros e, no entanto, como Abraão, continuamos os mesmos. Nos dois estados, padres celibatários ontem, padres casados hoje, Deus permanece.”
 
Devemos ficar atentos para que a Eucaristia, o sacramento do amor definitivo de Deus para conosco não suma debaixo de cânones, regras e ritos, tirando-lhe a sua essência: a vida compartilhada entre Deus e nós.
            Devemos ficar vigilantes, pois há um imenso abismo entre rezar a Missa e celebrar a Eucaristia. Se quisermos ser fiéis à Última Ceia e nos abrigar nos braços de Jesus, torna-se necessário de termos clareza sobre esta questão, a fim de fazermos a opção certa.
Fortaleza, 28 de maio de 2013,
Geraldo Frencken
 
FONTE: ENVIADO PELO AUTOR VIA E-MAIL DO MODERADOR DESTE BLOG