sábado, 31 de agosto de 2013

A ‘Igreja pobre para os pobres’ e a não ordenação das mulheres

Jung Mo Sung

FONTE: Adital

Imagem: diversidadecatolica
Após o impacto e a euforia da visita do papa Francisco ao Brasil, é tempo para reflexões. Se há alguma novidade na metodologia da Teologia da Libertação foi a pretensão (nem sempre realizada) de ser uma reflexão crítica sobre a experiência da fé no seguimento de Jesus e, portanto, das lutas pelas emancipações e libertações humanas. Após um "banho de emoções” desta visita, algumas reflexões críticas.
Uma das grandes diferenças entre a visita do papa Francisco em relação às visitas dos papas João Paulo II e Bento XVI foi o tamanho dos discursos e sermões entre eles. Papa Francisco parece acreditar mais em gestos simbólicos (não artificiais ou rituais, mas espontâneos e que comunicam por si) combinados com discursos mais breves que explicitam posições que nem sempre são claras nos gestos. Um exemplo marcante disso foi o seu discurso no Teatro Municipal do Rio de Janeiro quando defendeu o valor do Estado Laico e as contribuições das diversas tradições religiosas para a sociedade, em uma cerimônia que contou com líderes das mais diversas tradições religiosas e setores da sociedade.
 
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Papa nomeia Pietro Parolin como novo Secretário de Estado

Cidade do Vaticano (RV) - O atual núncio apostólico na Venezuela, Arcebispo Pietro Parolin, foi nomeado pelo Papa Francisco como o novo Secretário de Estado do Vaticano, substituindo o Cardeal Tarcisio Bertone. A notícia foi anunciada oficialmente na manhã deste sábado, 31.

O comunicado ressalta que o Papa pediu a Dom Tarcisio Bertone que permaneça no cargo até o dia 15 de outubro de 2013. Naquela data, em audiência com toda a Cúria Romana, Francisco agradecerá publicamente o fiel e generoso serviço prestado à Santa Sé pelo cardeal salesiano e apresentará Dom Piero Parolin a seus colaboradores.

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Rumo a uma época de reformas? O verdadeiro desafio: a reforma da nomeação dos bispos

    Que mudanças o Papa Francisco tem guardadas para a Cúria e para a Igreja inteira? Dirigimos essa pergunta a dez renomados observadores.
A reportagem é de Vittoria Prisciandaro, publicada na revista Jesus, de agosto de 2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Num piscar de olhos, com punho de ferro acompanhado por um humilde "por favor", o Papa Francisco, crítico gentil, rasgou o véu dos privilégios e dos maus hábitos enraizados na comunidade eclesiástica. "O rei está nu", disseram aqueles que preferiram olhar para o outro lado para viverem tranquilos. "Finalmente", suspiraram muitos, quase incrédulos diante das novidades. "Atenção" , disseram aqueles que, na sombra da cúpula de São Pedro, hoje temem ficar enterrado sob os escombros.
É inegável que os gestos e o estilo de Francisco estão indo ao encontro das expectativas e das esperanças de uma grande massa de pessoas, dentro e fora da Igreja. E, ao mesmo tempo, a partir de pequenas distinções, boatos e impaciências mal disfarçadas, é evidente que o papa "que veio do fim do mundo" está suscitando maus humores não só em alguns políticos, mas também dentro dos Sagrados Palácios.
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013


Dom Helder morreu há 14 anos

Padre Geovane Saraiva*

Aos 27 de agosto de 1999, após completar noventa anos, vividos e bem vividos, Dom Helder foi chamado ao seio do pai.  Marcado por uma graça incomensurável, por onde passou, mesmo quando teve que ir para o ostracismo, ficando no isolamento e excluído dos meios de comunicação social, durante o regime militar, que via nele um risco e um perigo à democracia, permaneceu forte e corajoso, sem nunca se abalar, deixando marcas indeléveis.
Sua força imaginadora, sua criatividade e, sobretudo, sua capacidade de produzir e de realizar, foram extraordinárias, surgindo uma nova Igreja, uma Igreja marcada profundamente pela esperança, com ele afirmava: “Esperança é crer na aventura do amor, jogar nos homens, pular no escuro, confiando em Deus”. Ele se antecipou, em ideias e vestes, ao aggiornamente que o Papa João XXIII promoveu e com o qual iria revolucionar, não apenas a Igreja, mas o nosso mundo hodierno.
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“Não aos ‘consagrados solteirões’; requer-se inquietude espiritual”, insiste o Papa Francisco

“Penso com dor nos consagrados que não são fecundos, que são solteirões; conservem a inquietude espiritual, a inquietude de anunciar o Senhor com coragem e de ir ao encontro do outro, do amor para com cada irmão e irmã”.  As palavras são do Papa Francisco e foram pronunciadas para convidar a seguir o exemplo de “inquietude” e de “fecundidade pastoral” representado por Santo Agostinho, durante a missa reservada aos padres da ordem por ocasião da abertura de seu 184º Capítulo Geral na Igreja de Santo Agostinho, em Roma.
A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 28-08-2013. A tradução é de André Langer.
 
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PAPA FRANCISCO

Francisco: "Inquietação do coração conduz a Deus e ao próximo"

Cidade do Vaticano (RV) – Papa Francisco saiu do Vaticano na tarde desta quarta-feira, 28, e foi ao centro de Roma para presidir a missa de abertura do Capítulo Geral da Ordem dos Agostinianos.

A visita do Papa à Basílica de Santo Agostinho atraiu centenas de pessoas e a área ficou completamente tomada por romanos e turistas que aguardaram horas pela chegada do veículo utilitário de Francisco.
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''Alô é o papa, trata-me por tu'', disse Francisco

''Eu não pude acreditar. Nós rimos e fizemos piada durante oito minutos. Ele me ligou às 17h depois de ter ligado uma primeira vez. Ele disse para rezar por ele e me deu uma bênção''
 
 
                 
Independente de religiões imagina-se a reação de uma pessoa ao receber uma ligação do papa, isso mesmo, do Sumo Pontífice da Igreja Católica, o papa Francisco. Você já se imaginou nesta situação?
Não é tão impossível de acontecer como se imagina. Stefano Cabizza, estudante de tecnologia da informação em Pádua na Itália, recebeu uma destas ligações. "Alô! É o Papa!", disse a voz do outro lado da linha.
 
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Carta aos Bispos do Brasil

Dom José Maria Pires, Dom Tomás Balduino e Dom Pedro Casaldá
FONTE: Adital
Bispos Eméritos escrevem aos Bispos do BrasilQueridos irmãos no Episcopado,
Somos três bispos eméritos que, de acordo com o ensinamento do Concílio Vaticano II, apesar de não sermos mais pastores de uma Igreja local, somos sempre participantes do Colégio Episcopal e, junto com o Papa, nos sentimos responsáveis pela comunhão universal da Igreja Católica.
Alegrou-nos muito a eleição do Papa Francisco no pastoreio da Igreja, pelas suas mensagens de renovação e conversão, com seus seguidos apelos a uma maior simplicidade evangélica e maior zelo de amor pastoral por toda a Igreja. Tocou-nos também a sua recente visita ao Brasil, particularmente suas palavras aos jovens e aos bispos. Isso até nos trouxe a memória do histórico Pacto das Catacumbas.
 
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Para pagar dívidas da Jornada, igreja vende prédio no Rio


A Arquidiocese do Rio está se desfazendo de parte do patrimônio da Igreja Católica para tentar saldar a dívida deixada pela Jornada Mundial da Juventude.
Um prédio em São Cristóvão, bairro da zona norte da cidade, está sendo vendido para a Rede D'Or de hospitais por R$ 46 milhões. No imóvel funciona, desde 2001, o hospital Quinta D'Or.
O prédio pertence à Casa do Pobre de Nossa Senhora de Copacabana, entidade ligada à igreja. Estava alugado à Rede D'Or desde a inauguração do hospital.
A reportagem é de Cristina Grillo e Fábio Brisolla e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 25-08-2013.
Com o fim da Jornada, em 28 de julho, o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, procurou empresários para conversar, em busca de uma solução para a dívida - cujo montante não foi revelado.
Uma das ideias que surgiram dessas conversas foi a venda do prédio onde, até os anos 80, funcionou o Hospital São Francisco de Paula, da Ordem de São Francisco dos Mínimos.
Há duas semanas, foi assinada uma escritura de promessa de compra e venda entre a Casa do Pobre de Nossa Senhora de Copacabana e a Rede D'Or.
 
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D. Luciano Mendes de Almeida. 7 anos depois da sua morte. Um testemunho. Entrevista especial com Lúcio Álvaro Marques

D. Luciano Mendes de Almeida “não falava só na dignidade com um discurso pró-forma, não só uma dignidade defendida, pura e simplesmente. Mas em uma dignidade pensada em toda a sua amplitude”, rememora o teólogo.
Foto: www.paulinas.com.br
Confira a entrevista.
D. Luciano, para a nossa arquidiocese e para aqueles que o conheceram, deixou dois legados maravilhosos: enquanto religioso, ser um pastor; e como cidadão, foi alguém que sempre lutou pelos direitos da pessoa e da sociedade”, diz Lúcio Álvaro Marques, em entrevista à IHU On-Line, concedida por telefone, ao lembrar os sete anos de falecimento do arcebispo de Mariana, MG. Segundo Marques, “ele estava preocupado em ajudar as pessoas a se reinventarem no mundo, preocupado em dar a elas as oportunidades para que vivessem dignamente”.
D. Luciano Mendes de Almeida morreu no dia 27 de agosto de 2006.
Lúcio Álvaro Marques, juntamente com José Carlos dos Santos, é organizador do livro Dizer o testemunho. V. I. Dom Luciano Mendes de Almeida (Paulinas, 2013), no qual reúne artigos escritos por D. Luciano Mendes de Almeida entre 1984 e 2006, no jornal Folha de S. Paulo. De acordo com ele, os textos demonstram que “D. Luciano nunca abriu mão da compreensão e do diálogo, seja na política, no encontro com as pessoas, e em todos os aspectos fundamentais. Nunca optava por uma definição prévia e categórica; preferia ouvir primeiro o outro, para só então tomar uma decisão”.
Lúcio Álvaro Marques é presbítero da Arquidiocese de Mariana, mestre em Teologia Patrística pela FAJE, e doutorando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP.

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Fiéis católicos alemães rebelam-se contra o bispo

Fiéis católicos alemães rebelam-se contra o bispo

O nome de Franz-Peter Tebartz-van Elst, bispo de Limburg (Alemanha), de um ano para cá, aparece, de vez em quando, na imprensa alemã e não por motivos edificantes. As notícias fazem pensar nos bispos príncipes da velha Alemanha.
Primeiro viajou de avião para a Índia em primeira classe.Perguntado como justificava isso, ele negou que tivesse viajado em primeira classe. Houve uma confusão e, no fim, ele teve que confessar que realmente viajou em primeira classe. Isto em agosto do ano passado. Foi depois acusado de se fazer de grã-fino e mentiroso. Depois houve um escândalo sobre uns imóveis que ele teria vendido ao seu próprio bispado. Acusam também o bispo de estilo autoritário e de esbanjar o dinheiro. Ele também está construindo um palácio para si…. Ninguém sabe até hoje quanto custará. Ele declarou há um tempo atrás que custaria 200.000 Euros, mas, entretanto, teve de confessar que custará mais de 10 milhões….
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

FOTOS REUNIÃO - MFPC - CEARÁ - 24 de AGOSTO de 2013

           
Dando continuidade as nossas atividades de 2013, contamos com a mesma alegria e participação de todos do MFPC Ceará na reunião do último sábado.  Nesta reunião foi debatido e refletido temas importantes para o crescimento e fortalecimento de movimento. Foi um momento de Confraternização e troca de ideias entre irmãos com um mesmo ideal.
             Agradecemos a calorosa acolhida por parte do casal REJANE E PEPÉ.
 
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"Não devemos ser cristãos de etiqueta. Mas cristãos de verdade, de coração", disse o Papa no Angelus ao refletir sobre a 'porta estreita'

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recitou a Oração mariana do Angelus neste domingo, 25 de agosto, desde a janela do apartamento Pontifício, diante de milhares de fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro. Antes de lançar um novo apelo pela paz na Síria, o Santo Padre falou sobre a salvação eterna e o convite de Jesus para passarmos pela porta estreita.

“Esforçai-vos para entrar pela porta estreita”, respondeu Jesus a alguém que lhe interpelou no caminho para Jerusalém sobre quantos seriam salvos. “O Senhor – observou o Papa – indica assim qual é o caminho da salvação. Mas qual é a porta que devemos entrar?”.
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A luz no fim do túnel

Segundo Karl Mannheim (1893-1947) o elemento histórico decisivo na abertura das possibilidades dadas à sociedade atual é político, ou seja, o advento da democracia moderna. Só a democracia poderia fazer surgir a luz no fim do túnel.
Até parece que brincamos de fazer democracia. Torna-se um  faz de conta. Nem é bom pensar muito sobre isto, ou deixar pensar. Os gemidos das multidões, os gritos de indignação são silenciados. É verdade que alguns corajosos, sonhadores, sempre falaram. Mas uma andorinha só não faz, verão. No entanto, o alicerce da democracia é o governo do povo, o poder do povo. A força do povo está na relação interpessoal, na comunhão entre as pessoas. Então, o grito será ouvido, a indignação se torna manchete.
 
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sábado, 24 de agosto de 2013

Padre Theodoro: o evangelizador sobre duas rodas

 
                         
Poucas imagens permanecem tão vivas na memória dos moradores do bairro Quintino Cunha quanto a de padre Theodoro Kehreus e a inseparável bicicleta. “Quando o padre chegou, nós ficamos animados. Ela era um holandês alto e muito humilde. Nunca andava de carro, só de bicicleta”, relembra a aposenta Imelde Magalhães de Alencar, de 65 anos. Ela acompanhou o trabalho do padre enquanto pároco da Igreja de São Pedro e São Paulo, fundada pela Congregação da Missão (Lazaristas) em 29 de junho de 1970.
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Francisco e o pânico da ''direita'' eclesial

Há décadas, a Igreja tem se curvado sobre si mesma. A cultura é vista como hostil. A cultura ambiente é "pagã". Mas gritar "pagão, pagão!" não é forma de ganhar almas. E isso fica evidente até mesmo pela mais breve consideração das estatísticas dos membros católicos.
A opinião é de Charles J. Reid Jr., formado em direito canônico e em direito civil pela Universidade Católica dos Estados Unidos, doutor em história medieval pela Cornell University. É professor da Escola de Direito da University of St. Thomas, em Minneapolis. O artigo foi publicado no sítio National Catholic Reporter, 17-08-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto.
O arcebispo Charles Chaput, da Filadélfia, nos Estados Unidos, expressa em palavras a ansiedade que muitos católicos da ala direita devem estar sentindo diante da extraordinária popularidade que o Papa Francisco vem desfrutando.

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O Papa Francisco ante alguns desafios da moral sexual e da bioética

"Eu espero que o Papa Francisco, com a liberdade e coerência que o caracterizam, saberá abordá-los distinguindo o que é e pertence ao Evangelho e o que é e pertence à bagagem cultural da humanidade. Ambas as realidades – Evangelho e Culturas – se necessitaram e relacionaram sempre e em cada momento se têm implicado para dar resposta à busca e aos problemas do homem. Hoje, sem desestimar a herança do passado, a peneiramos e enriquecemos com os novos conhecimentos que nos iluminam espaços ou aspectos inéditos da realidade. "
Escreve Benjamín Forcaro, teólogo espanhol, em artigo publicado por Religión Digital, 16-08-2013. A tradução é de Benno Dischinger.
 
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Entrevista de João Tavares a Adriana Lopes, de VEJA - 15/08/2013

1 – Em uma matéria que a Veja publicou em 1971, dizia que 50% das dos padres que deixavam o sacerdócio o faziam por causa do celibato. Gostaria de saber se continua assim este cenário.   
R/ Não tenho dados recentes para lhe afirmar se o cenário continua o mesmo os se mudou. Numa pesquisa de 1990, no livro PADRES CASADOS - Depoimento e Pesquisa, de Jorge Ponciano e outros - Vozes - Petrópolis, o celibato é apontado como causa principal de saída, por 40.6%. Não conheço pesquisas posteriores, dentro do MFPC. Pessoalmente penso esse percentual vai além dos 50%.
 
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Bispos Eméritos escrevem aos Bispos do Brasil


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Bispos Eméritos escrevem aos Bispos do Brasil

CARTA AOS BISPOS DO BRASIL


15 de agosto de 2013, Festa da Assunção de Nossa Senhora.

 Queridos irmãos no episcopado,

Somos três bispos eméritos que, de acordo com o ensinamento do Concílio Vaticano II, apesar de não sermos mais pastores de uma Igreja local, somos sempre participantes do Colégio episcopal, e junto com o Papa, nos sentimos responsáveis pela comunhão universal da Igreja Católica.

Alegrou-nos muito a eleição do Papa Francisco no pastoreio da Igreja, pelas suas mensagens de renovação e conversão, com seus seguidos apelos a uma maior simplicidade evangélica e maior zelo de amor pastoral por toda a Igreja. Tocou-nos também a sua recente visita ao Brasil, particularmente suas palavras aos jovens e aos bispos. Isso até nos trouxe a memória do histórico Pacto das Catacumbas.

Será que nós bispos nos damos conta do que, teologicamente, significa esse novo horizonte eclesial? No Brasil, em uma entrevista, o Papa recordou a famosa máxima medieval: “Ecclesia semper renovanda”.

Por pensar nessa nossa responsabilidade como bispos da Igreja Católica, nos permitimos esse gesto de confiança de lhes escrever essas reflexões, com um pedido fraterno para que desenvolvamos um maior diálogo a respeito.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PADRE CASADO QUESTIONA IGREJA SOBRE CELIBATO


ENTREVISTA NO JORNAL TRIBUNA DO CEARÁ

 Roberta Tavares       21/08/2013 – 11:09

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"Primeira missão de cada ser humano é ser fiel a si mesmo. Não faz sentido, e causa sofrimento inútil, levar uma vida que não seja verdadeira", conta

Decisões sempre causam sofrimentos. Afinal, são escolhas, sendo necessário deixar algo para trás. Geraldo Frencken, de 67 anos – “bem vividos”, como ele mesmo acrescenta –, mudou da água para o vinho, embora este último também já fizesse parte de sua vida sacerdotal. Deixou o exercício de padre para atrair matrimônio.

E, por mais inusitado que seja, não é raro ver casos parecidos pelo Brasil. O mesmo já aconteceu com outros sete mil sacerdotes que solicitaram no país a dispensa do sacramento da ordem em troca do matrimônio. O dado é do Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados. No Ceará, estima-se que mais de 100 padres tenham feito a mesma escolha.

O holandês Geraldo Frencken, que mora em Fortaleza, decidiu mudar de vida em 1999. Foi sacerdote durante 23 anos. Em Fortaleza, atuou na Paróquia São Pedro e São Paulo, responsável pelos bairros Jardim Iracema, Padre Andrade, Quintino Cunha e Olavo Oliveira.

O Holandês Geraldo Frencken teve de fazer uma grande escolha na vida A mudança, entretanto, veio acompanhada de outros fatores, além do desejo de construir uma vida a dois. Preferiu não dar continuidade ao sacerdócio, por divergir de algumas determinações da Igreja. O casamento acabou tornando-se consequência.

“É uma mistura de fatores. O celibato [viver sem se unir em matrimônio ou relacionamento] é um assunto que mexe com as pessoas. Eu estava em conflito com essa questão e com algumas maneiras de a Igreja se portar diante de várias causas ligadas ao mundo. Isso fez com que a minha continuidade no ministério ficasse complicada”, conta.

Celibato

São quase 900 anos (desde 1139, no Concílio de Latrão) de história em que padres não podem se casar. O tema ainda é tabu, considerado inaceitável e proibido na sociedade.

Casado há 14 anos com Claudete da Silva Morais, Frencken defende o celibato opcional. “A primeira missão de cada ser humano é ser fiel a si mesmo. Não faz sentido, e causa sofrimento inútil, levar uma vida que não seja verdadeira. Devemos ser sinceros conosco, a fim de podermos construir relacionamentos com outras pessoas, baseados nos valores essenciais do evangelho e de qualquer convívio humano”, ensina.



Geraldo Frencken, casado há 14 anos, defende o celibato opcional

Ainda de acordo com o padre, o celibato foi uma norma criada pelo homem e, justamente por causa disso, passível a mudanças. “Essa norma não vem do evangelho. Mas, como a decisão foi definida por seres humanos, por que a Igreja continua com tanta dureza em relação a nós e não revê a sua posição?”, indaga.

A dureza a qual se refere mina o sonho de poder unir a vida matrimonial com aquela à qual também é apaixonado, na Igreja. As mudanças não trouxeram medo para Frencken. O sentimento, na verdade, foi um misto de alegria e sofrimento. “Cada escolha envolve perdas. Perdemos algumas coisas e ganhamos muitas outras. É um processo que não para. Você vai sofrendo, vai amando e vai acrescentando certas coisas na sua vida”, explica.

Preconceitos

Geraldo sofreu preconceitos devido à opção de se casar. Há certos setores dentro da Igreja que o olham com desprezo. “Começam a aparecer coisas tristes em razão das posturas de certas pessoas. Olham como se fôssemos bichos de sete cabeças. Nós temos menos problemas com a Igreja do que a Igreja tem conosco”.

O preconceito também se mostrou presente quando ensinava no Seminário da Prainha. De 2005 a 2009, ministrou aulas de Teologia Pastoral, Trindade e história da música. Foi demitido por ser padre casado. “Fui demitido pela direção da Arquidiocese de Fortaleza. Lamento até hoje, porque tinha bons relacionamentos. Nunca causei escândalos. Para mim, escandalosas são as pessoas que maltratam os pobres”, lamenta.

 Trabalhos

Por parte da sociedade em geral, e da família, não há – e nem houve – problemas, como conta. Afinal, o [sempre] padre continua desempenhando papéis belíssimos e atuantes: dá assistência a comunidades carentes na capital cearense e é presidente do Movimento dos Padres Casados no Ceará (MPC).
“Somos muito bem aceitos pelo povo em geral. Nas comunidades, a gente conversa, estuda e faz encontro. Tudo numa boa. Eu e minha esposa pertencemos à Igreja e nos fazemos presentes em alguns lugares mais necessitados”, diz.
As experiências trazidas pela Igreja foram milhares, sempre lembradas com felicidade por ele. “Passei por experiências profundas nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Nelas, o povo faz a Igreja acontecer. A Igreja passa a ser do povo e não dos padres”.

Sempre padre
As boas recordações e os ensinamentos diários são os principais motivos de os padres casados não gostarem do termo “ex-padre”. Uma vez padre, sempre padre. “Prefiro ‘padre casado’. O sacerdócio não passa. Você não é diminuído por casar. É uma escolha. Creio que todo ser humano busca, durante toda a vida, sua identidade. É um belo, rico e contínuo processo”, finaliza.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"Não se pode ter paz sem diálogo", diz o Papa em encontro com estudantes japoneses

Cidade do Vaticano (RV) – “O diálogo é muito importante para o amadurecimento, porque no confronto com outras pessoas e culturas, no salutar confronto com outras religiões, nós crescemos e amadurecemos”. Foi o que disse o Papa Francisco no Pátio de São Damaso a 200 jovens (acompanhados por 15 professores), da Seibu Gauken Bunri Junior, uma escola superior de Tóquio.

“É o diálogo que faz a paz – continuou o Pontífice – não se pode ter paz sem diálogo. Todas as guerras, todas as lutas, todos os problemas existem por causa da falta de diálogo”.
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Ser pobre, sim; rico, não!

Frei Gilvander Luís Moreira

FONTE: Adital

O evangelista Lucas não é extremista, mas é radical ao abordar a relação entre pobreza e riqueza. Ele percebe a íntima relação que existe entre pobres e ricos. Parece que Jesus e Lucas tinham claro que acumular bens é, ao mesmo tempo, roubá-los de outros.
Considerado autor do Evangelho de Lucas e de Atos dos Apóstolos, Lucas é um dos escritores do Segundo Testamento que mais questiona os/as discípulos/as com relação ao uso das riquezas materiais. O retrato "ideal” das primeiras comunidades cristãs – como elas deveriam ser e não como eram -, que "tinham tudo em comum... vendiam suas propriedades e depositavam o dinheiro aos pés dos apóstolos” (At 2,42-45), marca muito a imagem de Lucas com relação aos bens materiais.
 
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Marta e Maria: dualismo ou complemento? (Lc 10,38-42)

Ir. Mercedes Lopes, MJC
FONTE: Adital

Imagem: foioqueaprendi.blogspot.com
Segunda-feira, 15 de julho de 2013
Somente três personagens aparecem neste curto texto de Lc 10,38-42: Jesus, Marta e Maria. Jesus visita as duas irmãs, escuta, questiona Marta, acolhe a postura de Maria. Marta é a anfitriã, a dona de casa, preocupada em oferecer um delicioso almoço a Jesus. Com esta preocupação, ela recebe Jesus e vai continuar seu trabalho, sem curtir a visita amiga. Maria não fica preocupada com a casa. Não é solidária com a irmã no serviço. Quer somente estar com Jesus. Sentada aos seus pés, escuta-o atentamente. Ela escolhe algo inédito para as mulheres de sua época. Torna-se discípula! (8,38; 10,39; At 22,3). Com qual desses três personagens nos identificamos mais?
 
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Bom Samaritano (Lc 10,25-37): estudo literário

Frei Gilvander Luís Moreira

Adital
[Esse texto é a "5ª parte” do artigo "Seguir Jesus, desafio que exige compromisso”, de Gilvander Luís Moreira, publicado no livro "RECRIAR O CAMINHO com as Comunidades de Lucas, uma leitura do Evangelho de Lucas”, feita pelo CEBI-MG, São Leopoldo, CEBI, 2013, pp. 48-77].
Para uma interpretação sensata e libertadora do episódio-parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37) é preciso, entre vários exercícios, fazer um estudo literário do texto. Eis o que segue.
1 - Estudo literário do texto
O texto de Lc 10,25-37 está organizado em duas partes de tamanhos diferentes com estruturas literárias com várias equivalências, conforme se segue:
1a parte (Lc 10,25-28).........-..........2aparte (Lc 10,29-37)
Pergunta do escriba - Pergunta do escriba
Contrapergunta de Jesus - Jesus narra um episódio paradigmático
O escriba cita a lei - Contrapergunta de Jesus e Resposta do escriba
Diretiva de Jesus - Diretiva de Jesus.
 
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Francisco: uma bela surpresa de Deus. Entrevista especial com Dom Mauro Morelli

“Por causa da convivência com os pobres, Francisco percebeu quais são as questões importantes. A prioridade dele é estar junto desse povo, dar atenção a ele, incentivar que levante e caminhe”, diz o bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias e São João de Meriti.
Confira a entrevista.
“Francisco é um bispo que Deus colocou num submundo de periferia, por isso o apelo dele é voltar-se para
           Foto: http://www.alagoas24horas.com.br
este mundo”, diz Dom Mauro Morelli, bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias e São João de Meriti, no Rio de Janeiro, em entrevista concedida à IHU On-Line pessoalmente. Para ele, o pontificado de Francisco acena para “algumas questões que precisam ser entendidas”. Entre elas, enfatiza, “resgatar a dimensão humana, porque, do contrário, tudo perde o sentido. A grande demonstração dele é a humanidade no sentido de ser gente, comportar-se como gente, comover-se como gente. Esse é o grande foco de sua transformação”.
Dom Mauro Morelli esteve presente no encontro do Papa com os bispos brasileiros durante a Jornada Mundial da Juventude – JMJ, e avalia que seu discurso sinalizou para a importância da “conversão pastoral”, para a necessidade de “entender que os bispos são servidores desse povo, portanto, não estão em um andar superior”. E acrescenta: “Conversão pastoral significa saber, aceitar e viver o pastoreio”.
Mauro Morelli (foto abaixo) foi o fundador do Instituto Harpia Harpyia e um dos fundadores do Movimento pela Ética na Política. Fortaleceu a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Esteve à frente da criação do conceito de segurança alimentar como combate à fome e foi um dos articuladores do programa Mutirão de Combate à Desnutrição Materno-Infantil. Foi membro do Comitê Permanente de Nutrição da ONU, e atualmente é presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais – CONSEA/MG.
 
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1 em cada 4 padres deixa batina para casar

A cada quatro padres brasileiros, um larga a batina para se casar. O dado é do Movimento Nacional das Famílias dos Padres Casados, que estima serem mais de 7 mil os religiosos que solicitaram no País a dispensa do sacramento da ordem em troca do matrimônio. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil não divulga números sobre a questão.
 
A reportagem é de Edison Veiga e José Maria Mayrink e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 18-08-2013.
 
São quase 900 anos (desde 1139, no Concílio de Latrão) de história em que padres não podem se casar. O tema é tabu. Nas últimas duas semanas, o Estado entrou em contato com 12 ex-sacerdotes, todos casados. A maior parte deles não quis falar. Outros contribuíram com informações, mas preferiram o anonimato, "para preservar a mulher e os filhos".
 
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sábado, 17 de agosto de 2013

A Cúria Roma é reformável?



Leonardo Boff


FONTE: Adital

Foto: AP

A Cúria Romana é constituída pelo conjunto dos organismos que ajudam o Papa a governar a Igreja, dentro dos 44 hectares que circundam a basílica de São Pedro. São um pouco mais de três mil funcionários. Nasceu pequena no século XII; mas, transformou-se num corpo de peritos em 1588, com o Papa Sisto V, forjada especialmente para fazer frente aos Reformadores Lutero, Calvino e outros. Em 1967, Paulo VI e, em 1998, João Paulo II, tentaram, sem êxito, a sua reforma.
É considerada uma das administrações governativas mais conservadoras do mundo e tão poderosa que praticamente retardou, engavetou e anulou as mudanças introduzidas pelos dois Papas anteriores e bloqueou a linha progressista do Concílio Vaticano II (1962-1965). Incólume, continua, como se trabalhasse não para tempo mas para a eternidade.
Entretanto, os escândalos de ordem moral e financeira ocorridos dentro de seus espaços, foram de tal magnitude que surgiu o clamor de toda Igreja por uma reforma, a ser levada avante, como uma de suas missões, pelo novo Papa Francisco. Como escrevia o príncipe dos vaticanólogos, infelizmente já falecido, Giancarlo Zizola (Quale Papa 1977): "quatro séculos de Contrarreforma haviam quase extinto o cromossoma revolucionário do cristianismo das origens; a Igreja se havia estabilizado como um órgão contrarrevolucionário”(p.278) e negadora de tudo quanto aparecesse como novo. Num discurso aos curiais no dia 22 de fevereiro de 1975, o Papa Paulo VI chegou a acusar a Cúria Romana de assumir "uma atitude de superioridade e de orgulho diante do colégio episcopal e do Povo de Deus”.
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PAPA FRANCISCO:

que se aprofunde mais o grande e importante papel da mulher na Igreja




Cidade do Vaticano (RV) - No Angelus de ontem, quinta-feira, o Papa recordou também o 25º aniversário da Carta apostólica Mulieris dignitatem, do beato João Paulo II, sobre a dignidade e a vocação da mulher. Trata-se de um documento "rico de elementos que merecem ser retomados e desenvolvidos" – disse o Pontífice. Subjacente, "encontra-se a figura de Maria":

"Façamos nossa a oração colocada no final desta Carta apostólica (cfr n. 31): a fim de que, meditando o mistério bíblico da mulher, condensado em Maria, todas as mulheres encontrem a si mesmas e a plenitude da sua vocação e em toda a Igreja se aprofunda e se entenda mais o tão grande e importante papel da mulher!"

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"Creio que há uma mudança que está se operando em parte do clero, do episcopado e de muitos fiéis, sobretudo mulheres na direção de uma nova ética sexual. O fermento está na massa. É preciso esperar que a levede lentamente”, diz a teóloga.
       Foto: www.humaniversidade.com.br
Confira a entrevista.
“O papa usou uma tática de não tocar de forma clara nos assuntos litigiosos na Igreja numa primeira visita. (...) Quis ser acolhido como Papa com um novo jeito de ser mais próximo e afetivo e sem as pompas que caracterizam a vida dos pontífices seus predecessores”, avalia Ivone Gebara em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail. Para ela, Francisco age como “se acreditasse que com ele uma nova era na Igreja Católica Romana pudesse ser inaugurada. Mas, não podemos esquecer que o Papa Francisco é o mesmo cardeal Bergoglio de Buenos Aires e suas posições contrárias ao casamento gay, ao aborto, aos anticoncepcionais são bem conhecidas do povo argentino”. E aponta: “E mais, a teologia e a ética sexual oficial da Igreja Católica ainda se referem a um mundo pré-moderno onde os avanços da ciência não tivessem afetado a cultura e a moralidade das pessoas”.
A teóloga afirma que a resposta do papa aos jornalistas referente à ordenação das mulheres a “surpreendeu”. “A surpresa não foi o ‘não’ em relação à ordenação, mas quando afirmou a necessidade de uma ‘teologia da mulher’ na Igreja”, menciona.
E esclarece: “Com essa resposta evidenciou um desconhecimento da luta e da produção teológica das mulheres por muitas décadas. E isto é preocupante para um pontífice que está à frente de uma Igreja majoritariamente feminina. Não sei se o desconhecimento é real ou se corresponde a uma postura política em relação ao movimento de mulheres no mundo e na Igreja. Nesse sentido avalio a visita como deixando a desejar, sobretudo que a maioria dos jovens presentes na Jornada Mundial da Juventude era de mulheres”.
Ivone Gebara é doutora em Filosofia, pela Universidade Católica de São Paulo, e em Ciências Religiosas, pela Université Catholique du Louvain, na Bélgica. Ela lecionou durante 17 anos no Instituto de Teologia do Recife - ITER, até sua dissolução, decretada pelo Vaticano, em 1989.
Ela tem livros publicados.... citar

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013


Não tenham medo

Como João XXIII que abriu as portas da Igreja ao mundo, o Papa Francisco abre as portas da Igreja à alegria e à humildade, dirigindo-se aos Jovens do mundo inteiro: “Não tenham medo”.

Saímos de pontificados que se caracterizavam pelo controle e disciplina da doutrina, que nos levava a receios de avançar na fé e na evangelização.

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E se ficarmos sem Sacerdotes?


Jesús fue un laico, que vivió y enseñó su mensaje como laico (José María Castillo) - reflexionyliberacion.cl

José María Castillo
FONTE: Adital
O cristianismo tem sua origem em Jesus de Nazaré. Porém, Jesus não foi sacerdote. Jesus foi um leigo, que viveu e ensinou sua mensagem como leigo. Jesus reuniu um grupo de discípulos e nomeou doze apóstolos
Tradução: ADITAL
Agosto 2013
Recordemos como a Igreja do primeiro milênio teve um conceito da vocação sacerdotal muito distinto do que temos agora. Hoje, pensamos que a vocação é o "chamado de Deus” para que um cristão, com a aprovação do bispo, possa ser ordenado sacerdote. Nos primeiros dez séculos da Igreja, se pensava que a vocação era o "chamado da comunidade” para que um cristão fosse ordenado sacerdote. Porém, acontece que, nesse momento, a escassez de vocações é um fato tão notável que até os políticos democrata-cristãos da Alemanha divulgaram uma carta na qual pedem ao episcopado que homens casados possam ser ordenados sacerdotes. Até os homens da política andam preocupados com a forma pela qual as coisas acontecem na Igreja, entre outros motivos, pela alarmante falta de sacerdotes para atender as necessidades espirituais dos católicos.
 
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

15 DE AGOSTO - ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA


Zeca de Mello, confissões de um ex-padre que se reinventa seis anos após deixar a batina

Na primeira entrevista sem batina, Zeca de Mello fala de desejo de ter filho, carreira, novo papa e dogmas da igreja

Zeca de Mello na loja do sogro, em Nova York Foto: Gilberto Tadday / Agência O Globo
Zeca de Mello na loja do sogro, em Nova York Gilberto Tadday / Agência O Globo

Nova York _ José Luiz Jansen de Mello Neto está em pé na porta do Antique Garage. O bar, decorado com espelhos, lustres e quadros de tempos imemoriais no coração do SoHo, foi o lugar que o próprio escolheu para dar a primeira entrevista desde que deixou de ser o padre Zeca, lá se vão mais de seis anos. Calça jeans, camisa polo azul-clara, aliança de ouro na mão esquerda, ele vai comandar o primeiro evento da The School of Life — uma espécie de Casa do Saber O GLOBO de conteúdo humanista fundada em Londres pelo filósofo Alain de Botton — no Rio, no próximo domingo (leia mais na página 30). Diante de uma carreira ascendente de professor, consultor e palestrante, sabe que a exposição será inevitável. Então sai falando sem freios, antes mesmo de escolher uma mesa e pedir um chá gelado.
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Casais de segunda união: não abandonaram a fé, não se afastaram da Igreja e desejam um esclarecimento

Padre Rafael Solano, Doutor em Teologia Moral e Assessor de Bioética do Regional Sul II da CNBB, trouxe esclarecimentos sobre o tema

São Paulo, (Zenit.org) Mirticeli Dias de Medeiros | 508 visitas

No voo papal que o conduzia de volta a Roma, após a Jornada Mundial da Juventude 2013, a qual encerrou-se no último dia 28 de julho, Papa Francisco, em entrevista aos jornalistas, tratou de um tema que gera polêmicas e ainda é pouco aprofundado pelos próprios católicos: os casais de segunda união. Padre Rafael Solano, Doutor em Teologia Moral e Assessor de Bioética do Regional Sul II da CNBB, trouxe esclarecimentos sobre esta realidade presente na Igreja e tratou de assuntos que vão desde a nulidade matrimonial à convocação de um novo Sínodo para trazer à tona a questão.

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Elogio da bondade. Artigo de José M. Castillo

“A bondade não se prega, nem se ensina, nem se impõe. A bondade se contagia”, escreve o teólogo José María Castillo, em seu blog Teología Sin Censura, 13-08-2013. A tradução é do Cepat.
 
Fonte: http://goo.gl/EUV9z9 
Eis o artigo.
O que mais me impressiona no papa Francisco (foto) é a sua bondade. A bondade não é fazer “o bem”. É isto, é claro, mas, é mais do que isto. Porque, afinal de contas, o que significa fazer o bem? Isso depende de quem dita o que é bom e o que é mau. Na Espanha, até 1975, era ruim votar nos governantes. E o que era bom era ficar calado e se submeter. A partir do dia em que se aprovou a vigente Constituição Espanhola, é bom ir votar, ao passo que é ruim não tomar parte ativa e se comprometer em melhorar a gestação da “coisa pública”, segundo o que cada um pensa e dentro dos limites que a Constituição e a ética da gente decente permitem.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Alemanha, fiéis protestantes em queda

A Igreja Protestante Alemã perde mais fiéis do que a Igreja Católica. Segundo a nova estatística anual da EKD (a Igreja Protestante), na Alemanha, continua caindo o número total dos cristãos, e essa queda afeta os protestantes de maneira mais acentuada do que os católicos.

A reportagem é de Alessandro Alviani, publicada no sítio Vatican Insider, 04-07-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Entre 2006 e 2011, o número dos cristãos caiu cerca de 2,15 milhões, e a sua participação no total da população passou de 63,7% para 61,5%. O número dos fiéis da Igreja Protestante diminuiu em quase 1,5 milhão em cinco anos, caindo para 23,6 milhões em 2011, enquanto no mesmo período o número dos católicos reduziu em cerca de 1,2 milhão, detendo-se em quase 24,5 milhões. Entre 2010 e 2011, no entanto, a Igreja protestante perdeu cerca de 276 mil fiéis, contra os 178 mil da Igreja Católica.

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Entrevista de João Tavares a Edison Veiga, de “O Estado de S. Paulo”

Edison Veiga: O movimento tem números sobre a quantidade de sacerdotes brasileiros que constituíram família?
João Tavares: Números exatos, não temos. No nosso catálogo de 1989, foram catalogados 2.131 padres casados. No de 1998, feito um pouco à pressa, temos 1.378 nomes.Mas sabemos que somos muito mais. Calculamos na faixa de 7.000 no Brasil.
Há muitos que não foram encontrados e bastantes que não quiseram seu nome em nosso Catálogo.
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Unanimidade em torno do Papa Francisco

Domingos Zamagna

 FONTE: Adital

Todos estamos elogiando tudo o que o Papa Francisco disse e fez durante a semana passada no Brasil. Com exceção de alguns ranzinzas e de má vontade, há unanimidade na apreciação, extremamente positiva, da visita apostólica desse nosso maravilhoso irmão e pai.
Mas, sejamos francos e sem rodeios. Por tudo o que o Papa disse e fez, até há alguns anos ou meses, haveria as seguintes alternativas:
- se fosse um seminarista, certamente seria convidado a deixar o seminário;
- se fosse um sacerdote, provavelmente seria advertido, julgado imprudente, sem tato, corria o risco de expor a Igreja a más interpretações, poderia receber uma censura canônica ou convidado para um curso de espiritualidade em universidade romana;
 
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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Já posso comungar?

Selvino Heck

FONTE: Adital

A papai Léo, in memoriam, e a todos os papais
Lá em casa de mamãe Lúcia, Santa Emília, Venâncio Aires, interior do interior do Rio Grande do Sul, reza-se todos os dias o Pai Nosso e a Ave Maria na hora do almoço. Aos domingos, quando estou por lá, puxo um canto: "Ao Senhor oferecemos-agradecemos/ Aleluia/ os alimentos que aqui temos/ Aleluia”.
A família senta-se à mesa e come junto, na alegria de repartir a boa e saudável comida, boa parte, especialmente verduras, carne, aipim, milho, batatas, doces, plantada, produzida e criada na roça ao redor de casa, como fazem os agricultores familiares descendentes de alemães. (Antigamente, quando papai era vivo e o Pai Nosso (‘Vater unser’) era em alemão , inclusive o vinho vinha das parreiras ao redor de casa.)
Papai sentava-se na cabeceira da mesa, mesmo lugar em que me sento hoje como o mais velho dos nove irmãos. Ele era duro, mas correto. Todo mundo tinha que sentar em torno à mesa e rezar junto. Era preciso comer de tudo, sem exceção. Não podia sobrar comida no prato. A hora do almoço era o momento de comunhão da família, de encontro, de conversar, de fazer piadas uns com os outros, momento inteiro de oração.
 
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39 anos sem Frei Tito. As próprias pedras gritarão. Poesias e Cartas

Frei Tito. Memorial on-line

FONTE: Adital

O Memorial Virtual Frei Tito é um espaço dedicado a um dos maiores símbolos da luta pelos direitos humanos e pela democracia na América Latina e Caribe.
Cearense, filho, irmão, frade, ativista, preso político, torturado, exilado, mártir... Conhecer a história de Frei Tito é fundamental para entender as lutas políticas e sociais travadas nos últimos 40 anos contra a tirania de regimes ditatoriais.
Neste hotsite colocamos à disposição documentos, fotos, testemunhos,textos e outras informações sobre a vida de Tito de Alencar Lima, frade dominicano que colaborou com a luta armada durante a ditadura militar no Brasil.
Este memorial é uma iniciativa da ADITAL (Agência de Informação Frei Tito para a América Latina) que desde 2001 divulga pela internet a agenda social da América Latina e do Caribe. Ao escolher Frei Tito para nomear nossa Agência, quisemos homenagear também todos aqueles que defenderam a liberdade, a dignidade humana e a vida — ainda que fosse necessário sacrificar suas próprias vidas para alcançar esse fim. Agora, com este hotsite, queremos mostrar que as lutas de frei Tito estão tão vivas quanto na época em que viveu. E ser indiferente é uma opção não mais possível.
 
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Acervo do Brasil Nunca Mais está na rede mundial de computadores

Desde a sexta-feira, 9, pesquisadores, estudantes, cientistas políticos e sociais já podem navegar no Brasil Nunca Mais (BNM), a maior iniciativa da sociedade civil brasileira pela preservação da memória, verdade e justiça sobre violações aos direitos humanos verificados durante a ditadura militar brasileira.

Estão disponíveis na rede mundial de computadores (http://bnmdigital.mpf.mp.br/#!/) os 543 rolos de microfilmes que estavam guardados por iniciativa do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) no Centro for Research Libraries, nos Eslados Unidos. Temia-se na época que a documentação pudesse ser destruída pelos órgãos de repressão política. A documentação completa foi doada à Universidade Estadual de Campinas.
A informação é publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação -ALC, 12-08-2013.
 
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