sábado, 28 de setembro de 2013

A IGREJA CATÓLICA EM VOO PANORÂMICO

Eduardo Hoornaert Falar da igreja católica é falar de uma história de longa duração. Ora, a ‘história de longa duração’ se caracteriza pelo fato de criar nas pessoas ideias, comportamentos e imagens que resistem à mudança, ou seja, a longa duração é conservadora. O tema é vasto e vou me deter apenas em três datas da história antiga do cristianismo (150; 325 e 410), para depois passar logo para uma data muito recente: 1960. É evidente que há possibilidade de trabalhar com outras datas significativas, pois há muitas maneiras de abordar o assunto. Serão cinco pontos: 1. O ano 150: palavras que não colam; 2. O ano 325: a sedução da corte; 3. O ano 410: a formulação do projeto católico; 4. O ano 1960: a desobediência da mulher; 5. O desafio atual. 1. O ano 150: palavras que não colam. Há como descobrir traços da atual igreja católica, como instituição, na história dos três primeiros séculos do movimento de Jesus? Os que tentam descobrir esses traços com a devida honestidade intelectual têm de reconhecer: os documentos disponíveis não correspondem às nossas perguntas. As palavras não colam. Isso se deve ao fato que fazemos perguntas a partir de uma igreja enorme, de mais de um bilhão de adeptos, e os documentos não respondem. Por volta do ano 150, quando emerge uma literatura cristã com certa envergadura, autores como Justino, Atenágoras, Barnabé e o autor anônimo da carta a Diogneto, não respondem aos questionamentos de hoje. Eles não falam em ‘religião’. Na carta de Tiago se lê: ‘o culto puro e sem mácula consiste em assistir a órfãos e viúvas em suas dificuldades e guardar-se livre da corrupção do mundo’ (1, 26). O termo grego utilizado por Tiago não corresponde ao nosso termo ‘religião’ (o que não fica claro na maioria das traduções), mas significa devoção, culto.
 
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A indisciplina do Papa Francisco e a disciplina na Igreja

A indisciplina do Papa Francisco e a disciplina na Igreja
Tendo escutado por duas vezes o Papa Francisco falar que se reconhece como um indisciplinado, interessou-me escrever sobre o que vem a ser este valioso estado de indisciplina.
Com isto, interessa-nos, brevemente, falar sobre a disciplina na Igreja, não no nível meramente histórico, mas no nível de sentido que a mesma possui para a vida eclesial. Antes, é preciso considerar que a ideia de disciplina está ligada, em primeiro lugar, à vida clerical; posteriormente, o povo também é induzido a viver de forma disciplinada na Igreja. Inicialmente, podemos assegurar sem medo algum:
o pontificado de Francisco não será marcado pela volta à grande disciplina como o foram os pontificados de seus dois últimos predecessores: João Paulo II e Bento XVI.
Um jesuíta, formado na espiritualidade cultivada por Santo Inácio de Loyola, costuma prezar o valor do discernimento. Esta parece ser a palavra norteadora da espiritualidade inaciana. Falar de discernimento é reconhecer a centralidade do Espírito de Deus que guia as pessoas no caminho da vida. Neste caminho, segundo Santo Inácio, somos convidados aencontrar a Deus em todas as coisas.
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Valorizar os idosos

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)
No dia 1° de outubro comemoramos os 10 anos do Estatuto do Idoso. Muita coisa tem melhorado para os idosos neste período, apesar de ainda existir muito a ser feito. Talvez o maior desafio seja justamente o de colocar em prática aquilo que está na Lei, uma vez que o Estatuto é muito bom. Além disso, todos sabemos que se não existir sentimento de humanidade e amor para com os idosos, o Estatuto também não vai conseguir lhes dar vida boa e feliz, porque a letra, por si só, não muda relacionamentos e atitudes.
 
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Homens e mulheres da Bíblia, hoje e sempre

Dom José Francisco Rezende Dias
Arcebispo Metropolitano de Niterói (RJ)
No seu livro “Sobre o Céu e a Terra”, o Papa Francisco faz questão de ressaltar o quanto Deus quis e quer o mundo, e como Deus considera a bondade que existe no mundo. Na página de abertura da Bíblia, logo no primeiro capítulo do livro do Gênesis, o autor sagrado afirma seis vezes que Deus considerou bom a tudo o que fez (Gn 1, 10.12.18.21.25.31). Mas, observe: o fato de o autor ter mencionado seis vezes – e não sete, como era de se esperar – indica que há imperfeições no mundo. Sete seria o número perfeito. Seis é o número do quase perfeito. Há um “quase”! Falta uma demão de tinta na criação do mundo. Deus deixou a você a tarefa de dar essa demão de tinta. Você também é criador.
É isso que viemos observando nesses dias do mês da Bíblia: como viveram e atuaram os homens e mulheres dos quais aquelas páginas se ocuparam. O último gesto do Gênesis não significa que Deus parou de criar. A última palavra do Apocalipse não significa que Deus deixou de falar. Ele cria e fala, agora, através de mim e de você. Deus não desistiu de criar e de falar com o homem e pelo homem. Mas há momentos em que Deus fala mais forte. Um deles foi a visita do Papa Francisco na JMJ.
 
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

"Na primeira classe, não se conhece Jesus", afirma Papa na Casa Santa Marta

Cidade do Vaticano (RV) – Para conhecer Jesus, é preciso se envolver com Ele. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta.

O Papa desenvolveu sua homilia a partir da pergunta que Herodes faz a si mesmo sobre Jesus. “Quem é Ele, de onde vem?” Lendo o Evangelho, disse, vemos que algumas pessoas começaram a sentir medo de Cristo, porque poderia levá-los a um conflito político com os romanos:
Não se pode conhecer Jesus sem ter problemas. E eu ousaria dizer: Se quiser ter problemas, siga a estrada para conhecer Jesus. E terá não um, mas muitos problemas! Não se pode conhecer Jesus na primeira classe! Podemos conhecê-Lo no caminhar cotidiano de todos os dias. Não se pode conhecer Jesus na tranquilidade nem na biblioteca…

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Francisco e Gustavo

Selvino Heck
FONTE: Adital
Permitam-me chamá-los assim, na intimidade, papa Francisco e teólogo Gustavo Gutiérrez.
A notícia, de 13 de setembro: "Na quarta-feira à tarde, Bergoglio também recebeu, na Casa Santa Marta, Gustavo Gutiérrez, histórico teólogo peruano e pai da Teologia da Libertação, em um clima de reconciliação (depois das polêmicas das últimas décadas) com esta corrente teológica que nasceu na América Latina”.

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A banalidade do mal

A Teologia da Libertação, ao falar do ‘pecado estrutural’, ajuda a compreender como o mal se banaliza: porque se aninha não só no coração das pessoas, mas nas redes da convivência: usos, normas, leis, valores ambientais... Aí já não é percebido como maldade, mas como ‘algo normal’, talvez necessário. Eichmann não era um assassino monstruoso, mas um funcionário comum”, escreve o teólogo espanhol José Ignacio G. Faus, em artigo publicado no seu blog Miradas Cristianas, 25-09-2013. A tradução é de André Langer.
 
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

MAIS MÉDICOS

Nas últimas semanas temos lido, ouvido e visto comentários e reportagens a respeito do programa do governo federal “Mais Médicos”.

Antes de tudo, quero ressaltar que é mais do que claro que os médicos e outros profissionais na área da saúde em questão hão de corresponder às exigências vigentes em nosso país quanto ao exercício da medicina.

Embora muitos aspectos deste assunto complexo e espinhoso já tenham sido debatidos por pessoas mais qualificadas do que eu, gostaria de colocar algumas observações, pouco abordadas, mas que me parecem ser relevantes.

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25 DE SETEMBRO - DIA DO HIPNÓLOGO

25 de setembro é o dia do hipnólogo. São muitos os profissionais da saúde que utilizam essa técnica científica de abordagem do inconsciente. E a exercem, sobretudo, pela hipnose clínica, com objetivos terapêutico de reprogramarem situações traumáticas como, neuroses, fobias, pânico, depressão, autoestima baixa, etc. Além de estimularem a memória, a aprendizagem e tantas outras carências humanas.
No Ceará um grupo de hipnólogos reúne-se, periodicamente, para compartilhar experiências, estudar este fenômeno da mente em suas diversas modalidades (tradicional, ericksoniana, comportamental) e estruturar a recém fundada, Sociedade de Hipnólogos do Ceará – SHC.
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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Papa: "Deus caminha conosco e nos espera sempre"

Cidade do Vaticano (RV) – Celebrando a missa da manhã na Casa Santa Marta, o Papa Francisco se inspirou no Salmo do dia e dissertou sobre a presença do Senhor em nossas vidas: “Na história do Povo de Deus – observou – existem momentos belos, que trazem alegria, e momentos ruins, de dor, martírio e pecado”.

Mas seja nos ruins como nos bons, uma coisa não muda: o Senhor está lá e jamais abandona o Seu povo! Porque o Senhor, no dia do primeiro pecado, tomou uma decisão, fez uma escolha: fazer História com o Seu povo. Deus, que não tem História porque é eterno, quis fazer História e caminhar perto de Seu povo: fazer-se um de nós e como um de nós, caminhar conosco, em Jesus. Isto nos fala da humildade de Deus”.
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Cristianismos nada cristãos



  José Lisboa Moreira de Oliveira
FONTE: Adital
Li há pouco tempo atrás em uma revista científica que os humanos estão utilizando cada vez menos o cérebro. Um dos cientistas entrevistados dizia que isso pode levar ao atrofiamento deste órgão, visto que, segundo uma das leis da evolução natural, um órgão de um corpo vivente que não é constantemente utilizado tende a desaparecer com o tempo. A diminuição da utilização do cérebro humano vem acontecendo por conta da cultura da imagem, da tecnologia e da informática que nos impedem de fazer operações que o estimulem. Dentre as operações menos realizadas está a imaginação, ou seja, a capacidade de fantasiar, de criar, de inventar, de projetar, de traçar etc.
Creio, porém, que você que está lendo este texto comigo ainda não renunciou à utilização de seu cérebro e muito menos à capacidade de imaginar. Por essa razão convido-lhe agora a fazermos juntos uma viagem, com a ajuda de nossa fantasia.
 
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“Não sejam bispos de aeroportos”, pede Francisco

“Permaneçam nas dioceses, sem buscar transferências ou promoções”. E também “permaneçam no meio de seu povo, evitem o escândalo de serem bispos de aeroporto”, pede o Papa.
 
Fonte: http://goo.gl/w5TTdp 
A reportagem é publicada no sítio Vatican Insider, 19-09-2013. A tradução é do Cepat.
O papa Francisco se dirigiu aos bispos recém-nomeados, recebidos nesta manhã numa audiência na Sala Clementina do Palácio Apostólico. O Pontífice criticou novamente o que chama de “psicologia de príncipe”, ou seja, de “homens ambiciosos, esposos de uma Igreja à espera de outra mais bela, mais importante, mais rica”. Por isso, exortou-lhes: “Estejam muito atentos, não caiam no espírito do carreirismo!”
O papa Francisco recebeu, em audiência, os novos bispos nomeados recentemente, que participaram do Congresso anual, que terminou hoje, organizado pela Congregação dos Bispos e pela Congregação das Igrejas Orientais. O Congresso centrou-se na figura do bispo como pastor. Neste ano, também estiveram presentes 26 novos bispos orientais, ausentes no Congresso de 2012, já que haviam se encontrado com o Santo Padre Bento XVI durante sua visita apostólica ao Líbano.

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sábado, 21 de setembro de 2013

Aos comunicadores católicos, Francisco pede que transmitam calor e levem ao encontro com Cristo

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu na manhã deste sábado os participantes da Plenária do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais (PCCS), que se encerra hoje no Vaticano, sobre o tema “A rede e a Igreja”.

Em seu discurso, o Papa falou da importância da comunicação para a Igreja, recordando de modo especial os 50 anos da aprovação do Decreto Conciliar Inter mirifica. Nas últimas décadas, analisou, os meios de comunicação evoluíram muito, mas a solicitude permanece, assumindo novas sensibilidades e formas.
Pouco a pouco o panorama da comunicação foi-se tornando, para muitos, um «ambiente de vida», uma rede onde as pessoas comunicam, alargam as fronteiras dos seus conhecimento e das suas relações. Sublinho sobretudo estes aspectos positivos, apesar de todos estarmos cientes dos limites e fatores nocivos que também existem.

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“Não podemos seguir insistindo somente em questões referentes ao aborto, ao casamento homossexual ou uso de anticoncepcionais"


O Papa Francisco concedeu uma entrevista, de aproximadamente seis horas, dividia em três dias, para Antonio Spadaro (na foto acima), padre jesuíta, diretor da revista Civiltà Cattolica. Ele entrevistou o Papa, representando o conjunto de 15 revistas diriigidas por jesuítas. Trata-se de revistas centenárias, como a própria Civiltà (Itália), Razón y Fe (Espanha), America (EUA), Études (França), Stimmen der Zeit (Alemanha), Thinking Faith (Grã-Bretanha), Mensaje (Chile).
A integra da entrevista foi publicada hoje, 19-09-2013, por este conjunto de revistas. A tradução brasileira da íntegra da entrevista pode ser lida aqui.
 
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Íntegra da entrevista de Francisco à ‘Civiltà Cattolica’


É segunda-feira, 19 de agosto. O Papa Francisco marcou encontro para as 10.00 na Casa de Santa Marta. Eu, no entanto, herdei do meu pai a necessidade de chegar sempre mais cedo. As pessoas que me acolhem instalam-me numa pequena sala. A espera dura pouco, e, depois de uns breves minutos, acompanham-me ao elevador. Nesses dois minutos tive tempo de recordar como em Lisboa, numa reunião de directores de algumas revistas da Companhia de Jesus, surgiu a proposta de publicar conjuntamente uma entrevista ao Papa. Tinha conversado com os outros directores, ensaiando algumas perguntas que exprimissem os interesses de todos. Saio do elevador e vejo o Papa já à porta, à minha espera. Na verdade, tive a agradável impressão de não ter atravessado portas.
 
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

PAULO FREIRE: 50 ANOS DE ANGICOS

Angicos é uma pequenina cidade no interior do Rio Grande do Norte. Há 50 anos, portanto em 1963, o pedagogo e educador Paulo Freire alfabetizou 300 cortadores de cana em apenas 45 dias naquela cidade pobre. João Goulart, presidente na época, chamou Paulo Freire para organizar uma ‘Campanha Nacional de Alfabetização’, que tinha como objetivo alfabetizar dois milhões de pessoas e já contava com a participação da comunidade. Mas, com o golpe militar de março de 1964, isto é, com a ditadura que esmagou a liberdade no Brasil por mais de dois decênios, toda essa mobilização social foi reprimida, Paulo Freire foi considerado subversivo, preso e depois exilado. Assim, esse projeto foi abortado.

Porque? Por motivos óbvios. Paulo Freire pretendia despertar o ser político que deve ser sujeito de direito. Um exemplo. A palavra ‘tijolo’ fez parte do universo vocabular trabalhado em Angicos. Era uma palavra que fazia parte do cotidiano das pessoas que participaram da experiência de Angicos. Mas aquela alfabetização não consistia em somente ensinar a escrever a palavra ‘tijolo’. Fazia-se todo um trabalho a partir daquela palavra, colocando-a no seu amplo sentido social, econômico e político. A partir da palavra ‘tijolo’ eram levantados questionamentos, como: você trabalha na construção de casas, mas você tem uma casa própria? Por que não a tem? Etc. Quer dizer, tratava-se de uma alfabetização que levava as pessoas a pensarem nessas questões, fazendo delas cidadãos e cidadãs participativos na sociedade. Com outras palavras: Paulo Freire não queria alfabetizar as pessoas somente para aprenderem a ler e escrever, e basta. Ele desenvolveu sua filosofia e a consequente método de alfabetização, para que as pessoas redescobrissem sua capacidade de pensar e, desta forma, se conscientizassem acerca de sua vida, sabendo-se sujeitos de sua própria história, ou seja, construtores da dignidade de sua vida. Paulo Freire sabia, e hoje nós sabemos através dele, que este processo somente dará resultado, se cultura, costumes, a vida em geral das pessoas sejam respeitados, e mais ainda, se a relação entre ‘professor’ e ‘aluno’ não seja uma de superior para inferior: é preciso saber escutar o que o outro tem a dizer, porque todos temos experiências de vida, entendimentos sobre a vida que têm valor e podem ajudar a outros aprenderem a viver  mais e melhor. Todos somos aprendizes. Com outras palavras, filosofia e método de Paulo Freire nos ensinam, entre outras aprendizagens, como construirmos relacionamentos humanos entre nós, implantando um mundo melhor. E esse processo há de se realizar em comunidade.
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O bode expiatório

Eduardo HoornaertEscrevo estas considerações no dia 18 de setembro, dia em que o ministro Celso de Mello deve emitir seu voto no processo do mensalão.  Qualquer que seja seu voto, penso que esse momento de ansiedade geral pode se constituir num exemplo ‘escolar’ que mostra onde estamos, no Brasil, em termos de cristianismo. Pois, ao assistir à TV ou consultar a internet, a impressão é que estamos em plena ideologia do ‘bode expiatório’, maneira de pensar que remonta às origens da humanidade, nunca contestada antes do aparecimento de Jesus de Nazaré no palco da história. Milenarmente, as mais diversas culturas cultivam ‘ritos de purificação’ onde vítimas são sacrificadas para o bem da tribo, do povo ou da nação.
 
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A esperança jamais desilude

Carta dos Bispos cubanos que pedem também reformas políticas Havana

Havana, (Zenit.org) | 117 visitas

“As esperanças de um futuro melhor incluem também uma nova ordem política”, se lê na carta pastoral dos Bispos católicos cubanos intitulada “A esperança jamais desilude” (“La esperanza no defrauda”), que convida o governo do presidente Raul Castro a realizar reformas políticas democráticas para acompanhar as mudanças econômicas que abriram um espaço à iniciativa privada. Há cerca de 20 anos, a Igreja cubana não se expressava em termos tão diretos sobre este tema. 

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Religião e Sociedade

Manfredo Araújo de Oliveira

Adital

Em seu encontro no Rio de Janeiro com lideranças de diversos segmentos da sociedade brasileira, o papa Francisco abordou o tema do diálogo construtivo para enfrentar os desafios do mundo presente. Uma democracia, afirma, não se pode reduzir a um mero equilíbrio da representação de interesses estabelecidos, mas ela cresce quando as diversas riquezas culturais dialogam de maneira construtiva. Fundamental neste processo é, para ele, a contribuição das grandes traduções religiosas "que desempenham um papel fecundo de fermento na vida social e de animação da democracia”.
Este é hoje um tema que se tornou central para muitos dos analistas do nosso tempo. Entre estes, o pensador alemão J. Habermas, para quem os cidadãos devem respeitar-se mutuamente como membros de sua comunidade política, dotados de iguais direitos apesar do dissenso em questões de visão do mundo e convicção religiosa. Nesta base, os cidadãos devem buscar nas questões disputadas um entendimento mútuo racionalmente legitimado, o que implica a obrigação recíproca de apresentar bons argumentos, que são imparciais tanto para cidadãos religiosos como não religiosos.
 
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“Com Francisco, diálogo contínuo embora a distância”. Entrevista com Leonardo Boff

“Devemos elogiar o Ratzinger”. Perdão? Você não é o ex-franciscano Leonardo Boff, adversário histórico do cardeal Joseph Ratzinger? Não foi você quem, quando ele foi eleito Papa, disse que com Bento XVI chegava “o inverno da Igreja”? Desenha-se um sorriso entre a barba branca de Boff e não se precisa de muita perspicácia para entender que na Igreja de Francisco estão se evaporando inclusive os conflitos teológicos nos quais o Vaticano se viu envolvido desde os anos 1970.
 
Fonte: http://bit.ly/1aLn5i2 
Claro, o escritor brasileiro faz uma homenagem ao Papa emérito, sobretudo, porque soube saber a hora certa para sair de cena. De qualquer maneira, suas palavras sobre Ratzinger são somente palavras de apreço. E não é a única surpresa que um dos protagonistas da Teologia da Libertação reserva, recostado em uma das poltronas do hotel, depois de ter participado da iniciativa “Torino Spiritualità”. Não muito tempo atrás, teria sido difícil imaginar que um autor com o perfil de Leonardo Boff pudesse ser considerado “assessor” do Pontífice. No entanto, é justamente o que o Papa Francisco está fazendo com ele, segundo indica o próprio Boff: escrevem-se e conversam mediante uma amiga em comum da Argentina.
A entrevista é de Marco Bardazzi e publicada no sítio Vatican Insider, 15-09-2013. A tradução é de André Langer.

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terça-feira, 17 de setembro de 2013

DIA DO HIPNÓLOGO

25 de setembro é o dia do hipnólogo. São muitos os profissionais da saúde que utilizam essa técnica científica de abordagem do inconsciente. E a exercem, sobretudo, pela hipnose clínica, com objetivos terapêutico de reprogramarem situações traumáticas como, neuroses, fobias, pânico, depressão, autoestima baixa, etc. Além de estimularem a memória, a aprendizagem e tantas outras carências humanas.
No Ceará um grupo de hipnólogos reúne-se, periodicamente, para compartilhar experiências, estudar este fenômeno da mente em suas diversas modalidades (tradicional, ericksoniana, comportamental) e estruturar a recém fundada, Sociedade de Hipnólogos do Ceará – SHC.
Não é novidade lembrar que a hipnose é aceita e rejeitada. Há mitos e verdades sobre a hipnose. E percebemos que pessoas a criticam por pura desinformação científica dos poderem da mente inconsciente, e principalmente, do poder curativo das sugestões ditas quando alguém está em estado alterado de consciência, que é hipnótico. Basta lembrar o efeito placebo, cientificamente reconhecido.
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Francisco dirigirá seu próprio carro no Vaticano

O Papa Francisco vai dirigir pelos arredores da Cidade do Vaticano um carro de segunda mão, um Renault 4, popularmente conhecido como ‘Quatro latas’, ano 1984 e com 300.000 quilômetros rodados.
 
Fonte: http://bit.ly/166ZuRr 
A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 13-09-2013. A tradução é de André Langer.
Este carro, de cor branca, é um presente de um sacerdote de 70 anos do norte da Itália, o padre Renzo Zocca, que levou o Papa para dar um passeio pelo interior dos muros da pequena cidade-estado.

“Creio que o Papa vai dirigir um pouquinho dentro do Vaticano”, assinalou, na quinta-feira passada, o vice-porta-voz da Santa Sé, o padre Ciro Benedettini.

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O papa recebeu Gutiérrez. Mas não se esqueceu da sua descortesia

Na quarta-feira, 11 de setembro, o Papa Francisco recebeu em audiência privada Gustavo Gutiérrez, peruano, que está na Itália para apresentar a reedição de um livro de 2004, escrito por ele junto com o seu discípulo e amigo Gerhard Ludwig Müller, hoje prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, livro que foi propagandeado por muitos – até mesmo pelo L'Osservatore Romano – como a prova da reabilitação vivida pela teologia da libertação, da qual Gutiérrez foi o fundador de destaque.
 
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

PAPA FRANCISCO

Amor pelo povo e humildade: as características de quem governa, segundo Papa Francisco




Cidade do Vaticano (RV) – O serviço da autoridade foi o tema da homilia pronunciada esta manhã pelo Papa Francisco na missa presidida na capela da Casa Santa.

Comentando o trecho do Evangelho em que o centurião pede a Jesus que cure o seu servo e a carta de São Paulo a Timóteo, com o convite a rezar pelos governantes, o Papa falou das características indispensáveis que um político deve ter: humildade e amor pelo povo.
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Um desafio para o Papa Francisco: assumir plenamente a humanidade

Leonardo Boff

FONTE: Adital
Como comentário a uma entrevista que dei ao jornal La Libre Belgique, de 9 de agosto de 2013, um leitor (Marc Den Doncker) escreveu estas palavras que considero dignas de serem refletidas. Ai, diz ele:
"O bom Papa Francisco anuncia francamente uma revolução na linha de uma humanidade mais plenamente humana. Ele diz: se alguém é um homossexual que procura Deus e é de boa vontade, quem sou eu para julgá-lo? Pode bem ser que em algum tempo, o Papa expressará amor por uma pessoa homossexual que não procura necessariamente Deus, mas que é, apesar de tudo, alguém de boa vontade. Aí estaria a influência do Espírito Santo". Continua o comentário:
"Pode bem ser que, em algum tempo, o bom Papa Francisco, refletirá bem no fundo de seu coração sobre uma pobre mulher que se perfura com uma agulha de tricotar para se livrar de um feto, fruto de um violento estupro, porque já não aguenta mais e se encontra desesperada. Pode bem ser que o bom Deus, em algum tempo, em sua infinita bondade, fará o bom Papa entender a situação desesperadora desta mulher que, tomada de profunda perturbação, deseja morrer. Pode bem ser que o bom Deus, em sua infinita bondade, compreenderá que um casal que decidiu não ter mais filhos, utilize tranquilamente a pílula. Pode bem ser que o bom Deus, em sua infinita bondade, suscitará a consciência de que a mulher goza da mesma igualdade e dignidade que o homem".
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A Igreja ‘santa e pecadora’ e a ordenação das mulheres.

Jung Mo Sung

FONTE: Adital
Uma das afirmações sobre a Igreja que mais gosto é a que diz: a Igreja é "santa e pecadora”. Não porque eu tenha um gosto em apontar os pecados da Igreja, mas porque é uma afirmação teológica profundamente realista com "validade” também em análises sociais das instituições e sociedades.
Uma das tentações de todas as instituições ou sistemas sociais que adquirem um grande poder na sociedade é a de se considerar imune a erros ou a questionamentos e críticas. Especialmente quando essa instituição se considera como representante da vontade divina ou das leis da história (como foi ou é o caso de alguns partidos comunistas que chegaram e/ou ainda se mantém no poder e também dos neoliberais defensores do livre mercado).
 
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domingo, 15 de setembro de 2013

‘O celibato não é um dogma’, diz o próximo ‘número 2’ do Vaticano



Juan Arias

  FONTE: Adital
Pietro Parolin, recém nomeado Secretário de Estado do Vaticano, reclama que a Igreja mostre um "espírito democrático”, no sentido de "escutar atentamente” aos fiéis e ao mundo
Tradução: ADITAL

Pietro Parolin, em uma entrevista em Caracas. / JORGE SILVA (REUTERS)

O celibato obrigatório "não é um dogma de fé e pode ser discutido, porque é uma tradição eclesiástica”. Assegura o recém nomeado Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, atual Núncio Apostólico na Venezuela. Ele, a segunda autoridade do Vaticano depois do papa Francisco, em uma entrevista ao Universal, da Venezuela, revelou qual será o talante do novo governo da Igreja nesse pontificado recém estreado.
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Seis meses de Francisco: postura do papa anima católicos mais progressistas

Há seis meses, no primeiro discurso como Papa Francisco, o argentino José Mário Bergoglio, 77 anos, referindo-se à sua nacionalidade, afirmou: "Parece que os cardeais foram buscar o novo pontífice no fim do mundo". A frase simplória, dita em tom de brincadeira, talvez fazendo menção à condição de periferia do mundo desenvolvido que ainda tem a América Latina, ou mesmo ao simples fato de seu país estar localizado no extremo sul do continente americano, já era um pequeno indício de que novos rumos, ou pelo menos novas posturas e novos discursos, poderiam começar a ser vistos na cúpula da Igreja Católica Apostólica Romana. Reprodução
Em exatos 180 dias na liderança do catolicismo no mundo, desde o dia 13 de março de 2013, o Papa Francisco profere discursos, adota posturas, sinaliza para a quebra de velhos paradigmas, que estão rompendo definitivamente com o conservadorismo consolidado por seus antecessores, o papa polonês João Paulo II, que governou a Igreja Católica por 28 anos, e o alemão Bento XVI. Este último, depois de menos de oito anos de pontificado, numa atitude rara ao longo da história da Igreja Católica, renunciou em fevereiro de 2013, ainda por motivos pouco explicados, em meio a denúncias de corrupção no Banco do Vaticano.
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Francisco e a teologia da libertação. Uma charge


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Agamben e o repensar da teologia a partir de seus fundamentos. Entrevista especial com Colby Dickinson e Adam Kotsko

Giorgio Agamben propõe uma forma nova e diferente de conceber a relação entre teologia e filosofia fora do paradigma de religioso/secular, dizem os pesquisadores
“Todo o projeto da teologia precisa ser repensado a partir de seus fundamentos, e a filosofia — ou a ‘filosofia da teologia’, talvez — desempenha um papel central na redefinição das tarefas teológicas com que nos defrontamos atualmente”, assinala Colby Dickinson, autor de Agamben and theology (London: T&T Clark International, 2011), na entrevista que concedeu juntamente com Adam Kotsko, por e-mail, à IHU On-Line.
Kotsko menciona que, a partir da obra agambeniana, teologia e filosofia estão conectadas e se comunicam mutuamente. “Ele reconhece a existência de uma distinção, mas elas parecem ser duas maneiras de realizar uma tarefa fundamentalmente semelhante”, assevera.
Dickinson acentua que a política funciona hoje “como um espetáculo religioso mal disfarçado, completada com suas conclamações à glória para permear cada gesto seu. Pode-se observar, em primeiro lugar, quão ‘sagrados’ se tornaram certos espaços e pessoas políticas ao longo do tempo”. Kotsko, por sua vez, gostaria que Agamben “tivesse dito mais a respeito de como entende o lugar de Paulo no desenvolvimento do pensamento econômico”.
 
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

ANIVERSÁRIO DE UMA PESSOA ESPECIAL (2)


ANIVERSÁRIO DE UMA PESSOA ESPECIAL!


A Teologia da libertação é irrenunciável’

A Teologia da libertação é irrenunciável’

Por Gerhard Ludwig Müller
Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé
Fonte e Tradução: ADITAL
Trecho retirado do livro de Gerhard Ludwig Müller "Do lado dos pobres. Teologia da libertação, teologia da Igreja" (co-edição Messaggero Padova – Editora Missionário italiana, pp. 192).
A história do mundo é, antes de tudo, a arena de luta global dramática entre a dialética de graça e liberdade, por um lado e pecado e opressão do outro. Mas a história em seu núcleo mais íntimo é história da salvação, porque Deus como criador e redentor do mundo e do homem – colocou a si mesmo como objetivo final do movimento histórico e da ação de libertação humana.
Quem ativamente participa na libertação, está do lado do libertador divino. Na prática, trata-se da participação transformadora do processo histórico em direção ao transcendente e imanente. Quem age para a libertação, já está do lado de Deus, que ele tenha plena consciência ou não (...).]
 
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‘Francisco me lembra o Papa João XXIII’. Entrevista com Gustavo Gutiérrez

Angelo Sarto

FONTE: Adital
Quarta, 11 de setembro de 2013
 
"Falar da importância do pobre, da solidariedade com os pobres... isso vem do Evangelho. A teologia da libertaçãoapenas lembrou tudo isso, não o criou: está no Evangelho! E o papa é muito evangélico". A afirmação é de um dos fundadores da Teologia da Libertação, o padre Gustavo Gutiérrez, dominicano, que participou do Festivaletteratura, em Mântua, na Itália, com o seu "velho amigo", o arcebispo Gerhard Ludwig Müller, hoje Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
A reportagem é de Angelo Sarto, publicada no sítio Vatican Insider, 07-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis a entrevista.
Padre Gutiérrez, a ótima acolhida manifestada pelo L'Osservatore Romano ao seu livro Dalla parte dei poveri (Edizioni Messaggero - Editrice Missionaria Italiana), escrito juntamente com Dom Müller, marca uma reviravolta nas relações entre o Vaticano e a teologia da libertação. O que o senhor pensa a respeito?
Esse livro foi publicado em alemão e em espanhol há nove anos. Estou muito contente com essa acolhida positiva. Isso mostra que a teologia da libertação é uma contribuição entre as outras teologias. Dom Müller fala disso muito claramente. Estou muito feliz com essa aprovação do meu velho amigo Müller.
 
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EU NUNCA VI UM PAPA ASSIM...

Eu nunca vi um Papa pegar o avião carregando uma maleta.
Eu nunca vi um Papa preso num engarrafamento dentro de um Fiat com uma multidão ao redor.
Eu nunca vi um Papa manter o vidro do carro abaixado para estender a mão e tocar as pessoas.
Eu nunca vi um Papa andando rapidinho.
Eu nunca vi um Papa indo na direção que não se espera que ele vá.
Eu nunca vi um Papa sair debaixo do guarda-chuva.
Eu nunca vi um Papa entrando no meio da multidão.
Eu nunca vi um Papa perguntar: por acaso a gente visita alguém de quem gosta, um amigo, dentro de uma caixa de vidro?

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

HISTÓRIA MFPC: Padre casado diz que mulher deixa o homem muito mais santo - 2008

Tribunal Eclesiástico da Igreja determinou a ilegalidade de suas pregações por causa do celibato, obrigatório no catolicismo.


Foto: Fábio Lima/Jornal Hoje

 

Sebastião Montalvão
Especial para o UOL Notícias
Em Goiânia (GO)

O celibato, obrigatório na Igreja Católica, ganhou ares de polêmica em Goiânia. De um lado o padre Osiel Luiz dos Santos, que mantém uma rotina de celebração mesmo sendo casado há 20 anos. Do outro lado, o Tribunal Eclesiático da Igreja, que determinou a ilegalidade das pregações. A arquidiocese também divulgou uma nota para todas as igrejas determinando a obrigatoriedade de o comunicado ser afixado no painel de cada paróquia por três meses e lido em todas as missas durante três domingos consecutivos.
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‘O celibato não é um dogma’, diz o próximo ‘número 2’ do Vaticano

Pietro Parolin, recém nomeado Secretário de Estado do Vaticano, reclama que a Igreja mostre um "espírito democrático”, no sentido de "escutar atentamente” aos fiéis e ao mundo.

Tradução e Fonte: ADITAL

12 setembro 2013

Pietro Parolin, en una entrevista en Caracas. / JORGE SILVA (REUTERS)

O celibato obrigatório "não é um dogma de fé e pode ser discutido, porque é uma tradição eclesiástica”. Assegura o recém nomeado Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, atual Núncio Apostólico na Venezuela. Ele, a segunda autoridade do Vaticano depois do papa Francisco, em uma entrevista ao Universal, da Venezuela, revelou qual será o talante do novo governo da Igreja nesse pontificado recém estreado.
Porém, além de recordar uma verdade da doutrina da Igreja, que muitos teólogos conservadores têm dificuldade em admitir, como o celibato obrigatório não faz parte de um dogma, que não possa ser mudado, Parolin adentrou-se em outro tema delicado e polêmico: o da "democracia” na Igreja.
 
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"Os conventos vazios não são nossos, são para a carne de Cristo que são os refugiados"


Sem escolta, o Papa Francisco apertou a mão de mais de 500 refugiados no Centro Astalli - Roma, na tarde de ontem.
Foto: Riccardo De Luca/AP/SIPA
O Papa Francisco visitou na tarde desta terça-feira, 10, o Centro dos jesuítas para os refugiados na Itália – chamado Centro Astalli. A visita foi realizada de forma privada.
O Pontífice chegou ao refeitório no horário em que todos os dias existe uma fila de cerca de 400 pessoas que esperam para fazer uma refeição quente. O Pontífice saudou os refugiados e falou com eles.
 
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Papa Francisco escreve ao La Repubblica: ''Um diálogo aberto com os não crentes''

O pontífice responde às perguntas que lhe tinham sido feitas por Eugenio Scalfari, fundador do jornal La Repubblica, sobre fé e laicidade. "Chegou o tempo de fazer um trecho de estrada juntos". "Deus perdoa quem segue a própria consciência".
Publicamos aqui a íntegra da carta enviada pelo Papa Francisco ao jornal e publicada no dia 11-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto.
Ilustríssimo Doutor Scalfari, é com viva cordialidade que, embora somente em grandes linhas, gostaria de tentar com esta minha carta responder à sua, que, a partir das páginas do La Repubblica, o senhor quis me endereçar no dia 7 de julho com uma série de reflexões pessoais suas, que depois o senhor enriqueceu nas páginas do mesmo jornal, no dia 7 de agosto.
 
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

11 DE SETEMBRO

Quem não se lembra desta data? Lamentamos e choramos, mas torna-se necessário refletirmos acerca de algumas questões, a fim de ampliarmos nossos horizontes, na busca de respostas.

Ø  11 de setembro de 1973: Golpe de Estado no Chile que resulta na morte do presidente Allende.

Mas ..... tendo chorado, naqueles dias, a instalação da ditadura militar no Chile, como em outros países latino-americanos, é preciso lembrar, hoje, que  continuamos a viver numa sociedade que vive na ditadura da corrupção, da miséria, da falta de assistência aos pobres no que é essencial à vida, para não falar da maior de todas as ditaduras: 815 milhões de pessoas, em todo o planeta, são vítimas da crónica ou grave subnutrição, a maior parte das quais  são mulheres e crianças dos países em vias de desenvolvimento, e a cada 3 segundos e meio morre uma pessoa no mundo de fome!

Que “DEMOCRACIA MUNDIAL” é essa?

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Papa Francisco encontrará Gustavo Gutierrez

Papa Francisco encontrará, nos próximos dias, Gustavo Gutierrez, um dos pais da Teologia da Libertação.
A informação é divulgada, entre outros, pela revista francesa La Vie, 10-09-2013, reproduzindo a informação da agência Apic. Segundo a revista francesa, a informação foi dada, no dia 08 de setembro por D. Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
A notícia também é destaque no Washington Post, 10-09-2013, sob o título: "Liberation theology finds new welcome in Pope Francis’ Vatican".
 
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Papa exorta cristãos a se livrarem de devoções e revelações que não levam a Cristo

Cidade do Vaticano (RV) - O cristão jamais deve esquecer que o centro da sua vida é Jesus Cristo: foi o que ressaltou o Papa na missa celebrada neste sábado na Casa Santa Marta, no Vaticano. Francisco afirmou que devemos vencer a tentação de ser "cristãos sem Jesus" ou cristãos que "buscam somente devoções", mas falta Jesus.

O Santo Padre desenvolveu toda a sua homilia na centralidade de Jesus na vida do cristão. "Jesus – disse – é o centro. Jesus é o Senhor." No entanto, constatou, esta palavra nem sempre a entendemos bem, "não se entende tão facilmente".

Jesus, afirmou, "não é um singular tal ou qual", mas "o Senhor, o único Senhor". Ele é o centro que "nos regenera e nos funda", este é o Senhor: "o centro".
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Corrupção na Igreja


 
José Lisboa Moreira de Oliveira


FONTE: Adital
 
Um amigo, meu conterrâneo lá da Bahia, leitor assíduo dos meus artigos, enviou-me dias atrás uma mensagem sugerindo-me que escrevesse algo sobre a corrupção na Igreja. Na opinião dele, os cristãos, especialmente os católicos romanos, falam com facilidade da corrupção na política e na sociedade, mas sentem dificuldade de falar e de denunciar a corrupção no interior da Igreja. Aceitei o desafio e resolvi escrever este texto falando do assunto.
Para começar é indispensável entender bem o que é a Igreja. Infelizmente ainda existe a tendência de identificar a Igreja com a hierarquia, como se ela pudesse ser reduzida aos eclesiásticos, ou seja, aos ministros ordenados. Mas na perspectiva bíblica, resgatada pelo Concílio Vaticano II, a Igreja é muito mais do que isso. Ela é a comunidade do Povo de Deus, a assembleia daqueles e daquelas que foram convocados e reunidos pelo Pai, mediante o Filho e na unidade do Espírito Santo (LG, 2-4). Assim sendo, todas as pessoas batizadas formam a Igreja e dela fazem parte. Todos os homens e todas as mulheres do mundo são vocacionados a participar da Igreja (LG, 13).
Considerando esse aspecto podemos dizer, sem medo de errar, que a maioria absoluta daqueles e daquelas que fazem parte da Igreja, ou são a ela destinados, é composta de pessoas honestas e sérias que procuram viver a sua vocação com simplicidade e pureza. São homens e mulheres, casados ou solteiros, ministros ordenados ou não, lideranças cristãs, pessoas cristãs que diariamente dão testemunho de transparência e de ética. Neste sentido, importa destacar que a maioria absoluta do povo cristão vive com muita seriedade a sua fé e não se deixa corromper.
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PAPA FRANCISCO:

"O cristão deve ter paixão pela esperança"




Cidade do Vaticano (RV) – Não devemos confundir a virtude da esperança com o otimismo. Foi o que disse o Papa na missa celebrada esta manhã na Casa Santa Marta.

Para um cristão, a esperança é Jesus em pessoa, é a sua força de libertar e refazer uma nova vida. Inspirando-se na Carta de Paulo aos Colossenses, Francisco explicou que o otimismo é uma atitude humana que depende de tantas coisas. Todavia, a esperança é uma virtude de “segunda classe”, a “virtude humilde” se comparada com as virtudes da fé e da caridade. Por isso, pode ser confundida com o bom humor:
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FOTOS REUNIÃO COORDENAÇÃO NACIONAL DO MFPC

LOCAL DA REUNIÃO:
CASA DE JOSÉ DE ALENCAR - FORTALEZA - CEARÁ
 
DATA:
08 DE SETEMBRO DE 2013
 
HORÁRIO:
 10 HORAS.
 
 
 
 
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sábado, 7 de setembro de 2013

O POR QUE DA NECESSIDADE DO “GRITO DOS EXCLUIDOS” - Geraldo Frencken

O modelo que organiza a nossa sociedade é piramidal, quer dizer, é aquele que nos divide em superiores e inferiores, atrasando o desenvolvimento humano mais pleno, resultando na pobreza existente no meio de nós. Os que governam no espírito deste modelo não mostram preocupação com as necessidades prioritárias dos que vivem do lado “debaixo” da sociedade. É como cantava Chico Science: “Os de cima sempre sobem e os debaixo sempre descem”. Alguns exemplos esclarecem esta afirmação, porém merecem um olhar mais crítico para nos conscientizarmos.

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