quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ser humano X ídolo: a novidade do “Alegria do Evangelho” (Parte final)


Jung Mo Sung

Adital
Uma das grandes novidades do documento "Alegria do Evangelho”, e na minha opinião a mais importante contribuição ao mundo de hoje é a de colocar a crítica à idolatria do dinheiro e à absolutização do mercado no centro da discussão teológica e da missão de evangelização. O anúncio da boa-nova deve sempre ser pensada e realizada a partir do discernimento dos principais problemas que afetam a vida dos mais vulneráveis e um juízo teológico sobre o mundo.
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ENVELHECER JOVEM



Frei Betto


Adital
O título pode parecer paradoxal, mas faz sentido. Hoje em dia quase ninguém curte a velhice. Ou se assume como velho. Mesmo quem já atingiu idade avançada costuma fazer questão de dar a impressão de ser mais jovem.
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O movimento sindical e os partidos. Longe das frustrações diárias, desafiados pelo 'enxameamento'. Entrevista especial com Rudá Ricci

“A esquerda brasileira cometeu os mesmos erros que a europeia. Só espero que a tragédia das eleições para o parlamento europeu — em que vários partidos de extrema direita saíram vitoriosos das urnas — não se repita por aqui”, afirma o sociólogo. 
Do mesmo modo que as manifestações de junho impactaram os partidos políticos, as greves recorrentes, muitas das quais ocorrem sem acordos e negociações com os sindicatos, “criaram um grande alerta nas cúpulas sindicais do país”. Trata-se de “dois fenômenos de quebra de legitimidade das representações formais. Mas que não apontam alternativas”, avalia Rudá Ricci, em entrevista concedida à IHU On-Line, por e-mail. Para ele, não é possível prever qual será o impacto sindical e político das greves que têm ocorrido em muitos estados brasileiros, mas “a tendência será a luta pela recuperação da liderança perdida. E isto significará radicalização do discurso sindical, como medida de antecipação às oposições”, assinala.
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O pavor dos abastados: a desigualdade e a taxação das riquezas


Eis o artigo.
Está causando furor entre os leitores de assuntos econômicos, economistas e principalmente pânico entre os muito ricos um livro de 700 páginas escrito em 2013 e publicado em muitos países em 2014. Transformou num verdadeiro best-seller. Trata-se de uma obra de investigação, cobrindo 250 anos, de um dos mais jovens (43 anos) e brilhantes economistas franceses, Thomas Piketty. O livro se intitula O capital no século XXI (Seuil, Paris 2013). Aborda fundamentalmente a relação de desigualdade social produzida por heranças, rendas e principalmente pelo processo de acumulação capitalista, tendo como material de análise particularmente a Europa e os EUA.
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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Como nascem os preconceitos




Frei Betto


Adital
García Márquez, em Doze contos peregrinos, conta a história de um cachorro que, todos os domingos, era encontrado no cemitério de Barcelona, junto ao túmulo de Maria dos Prazeres, uma ex-prostituta.
Com certeza se inspirou nas histórias reais de Bobby, um terrier de Edimburgo, Escócia, que durante catorze anos guardou o túmulo de seu dono, enterrado em 1858. Pessoas comovidas com a sua fidelidade cuidavam de alimentá-lo. O animal foi sepultado ao lado e, hoje, há ali uma pequena escultura dele e uma lápide, na qual gravaram: "Que a sua lealdade e devoção sejam uma lição para todos nós.”
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COPA: o futebol mudou e nós também


Roberto Malvezzi, Gogó
Adital
O futebol mudou. Tornou-se empresa e um dos negócios mais rentáveis do mercado. Muitos opinam que também tornou-se um espaço de lavagem de dinheiro.
Não temos mais os ídolos do passado. Os atuais buscam ganhar o máximo de dinheiro no tempo mínimo. Alguns jogadores, rapidamente milionários, aos 25 ou 26 anos já não são a sombra de arte e empenho que tinham aos 17 ou 18 anos.
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“O celibato não é um dogma de fé. É uma regra de vida que eu aprecio tanto e creio que é um dom para a Igreja”, disse o Papa numa conversa com os jornalistas.

A bordo do avião que transportou a comitiva, Francisco sublinhou que “não sendo um dogma de fé, está sempre em aberto”, mas não é uma prioridade imediata. “Neste momento não falamos disto, como programa, pelo menos por agora. Há coisas mais importantes para realizar”, frisou.
“Tolerância zero” ao abuso de crianças
A questão dos abusos sexuais contra crianças cometidos por membros da Igreja Católica contra também foi abordada. O Papa anunciou a realização de uma missa com várias vítimas, que irá decorrer no próximo mês de Junho, e prometeu “tolerância zero” para um crime que apelidou de “horrível”.
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terça-feira, 27 de maio de 2014

Papa Francisco falou aos jornalistas no avião regressando da Terra Santa

Papa Francisco falou aos jornalistas no avião regressando da Terra Santa



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Como prometido pelo Papa Francisco na partida para a Terra Santa, no voo de regresso a Roma o Santo Padre disponibilizou-se para conversar com os jornalistas. O P. Federico Lombardi organizou a sequência das perguntas e o Papa Francisco respondeu de maneira simples e direta.
Das muitas questões colocadas ao Papa Francisco realce para aquela que apresentava maior atualidade e necessidade de esclarecimento: o convite aos presidentes Peres e Abbas para uma oração no Vaticano. O Santo Padre deixou claro que não se trata de uma mediação mas um momento de oração:

“Eu rezo tanto ao Senhor para que estes dois dirigentes, estes dois governos tenham a coragem de andar para a frente. Este é o único caminho para a paz.” – afirmou o Papa Francisco.
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PATRIARCA BARTOLOMEU

Patriarca Bartolomeu fala do encontro com o Papa Francisco em Jerusalém



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Em 1964 iniciou um caminho “que agora já não pode mais parar": ainda não chegámos "à meta da unidade dos cristãos", mas a partir daquele momento, "aprendemos a perdoar-nos uns aos outros pelos erros e desconfianças do passado, e demos passos importantes no sentido da aproximação e reconciliação". Agora “chegou o momento de seguirmos em frente - diz Bartolomeu, Patriarca de Constantinopla - e com o Papa Francisco faremos precisamente um bom passo em frente" - uma convicção que o patriarca tem alimentado desde que ele encontrou o bispo de Roma, por ocasião das celebrações do início do ministério papal, quando se aproximava o quinquagésimo aniversário do “histórico abraço de Jerusalém". Dos frutos que ele esperava deste encontro Bartolomeu falou há dias em entrevista ao "Osservatore Romana", que aqui transcrevemos na íntegra:

Papa Francisco nos passos do Papa Paulo VI, 50 anos mais tarde. Durante esse tempo, passou-se do “diálogo do amor" ao "diálogo da verdade". E agora, como poderá continuar o caminho, em vista da meta final?
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segunda-feira, 26 de maio de 2014

JUDEUS E CATÓLICOS

O atual bom relacionamento entre judeus e católicos - dom de Deus e fruto do empenho de muitos: Papa no encontro com os Grã-Rabinos



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Momento significativo, para as relações entre Judeus e Católicos, o encontro, no Centro do Grã-Rabinato de Israel, junto da Grande Sinagoga de Jerusalém, em que intervieram, antes do Papa, os dois Grandes Rabinos, das duas tradições judaicas – Azkenazi e Sefardita.
Na sua alocução, o Papa Francisco recordou a amizade, colaboração e partilha, mesmo no plano espiritual que, como arcebispo de Buenos Aires, teve com os judeus. “Este caminho de amizade – sublinhou o Papa – constitui um dos frutos do Concílio Vaticano II.
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