quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Instrumentum laboris do Sínodo

Se do Sínodo sobre a família de outubro próximo – e ainda mais do de 2015, encarregado de identificar linhas operacionais pastorais adequadas – surgir uma nova direção em matéria de moral familiar e sexual será realmente uma surpresa.

10/07/2014  |  domtotal.com  
Não só porque seria subverter um Magistério dado praticamente como imutável, mas também porque nada doInstrumentum laboris divulgado no dia 26 de junho passado leva a prenunciar algo nesse sentido.
As aberturas, embora relevantes, que surgiram nesses meses sobre algumas questões – uma, acima de todas, é a do cardeal Walter Kasper sobre a readmissão aos sacramentos dos divorciados em segunda união –, parecem não ter afetado nem minimamente os sagrados sagrados.
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As angústias do papa Francisco

O pontífice tem fortes motivos para afligir-se diante da simultaneidade e brutalidade dos conflitos bélicos em diferentes recantos do planeta


Sua Santidade, felizmente, enganou-se ao declarar que já estamos mergulhados na 3ª Guerra Mundial — em fragmentos, ressalvou. Pacifista por vocação e dever de ofício, talvez a figura mais generosa da atualidade, o pontífice tem fortes motivos para afligir-se diante da simultaneidade e brutalidade dos conflitos bélicos em diferentes recantos do planeta.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ao Angelus, Papa fala da fé "fiável" de Pedro, convida os fiéis a rever a genuidade da própria fé e recorda Ucrânia, pedindo orações



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Cada cristão, cada baptizado, está chamado a oferecer a Jesus a sua própria fé, sincera, para que Ele possa construir a sua Igreja – sublinhou o Papa Francisco neste domingo, ao meio-dia, na Praça de São Pedro, por ocasião do Angelus com milhares de romanos e peregrinos. O Papa recordou que neste dia os ucranianos celebram a sua festa nacional, fazendo votos de que se supere no país a situação de tensão e conflito que tantos sofrimentos tem provocado na população.

Na sua alocução, Papa Francisco comentou o Evangelho deste domingo (Mateus 16), em que Simão, em nome dos Doze, professa a sua fé em Jesus como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Considerando “feliz” por esta sua fé, reconhecendo nela um dom do Pai, Jesus atribui-lhe um novo nome – Pedro (Kefa), Rocha. Palavra que a Bíblia referia a Deus. Jesus aplica-a a Simão, não pelas suas qualidades ou méritos humanos, mas sim pela sua fé genuína e firme, que lhe vem do alto.
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Iraque: Discurso do Papa «sacudiu comunidade internacional»

Agência EfeIraque: Discurso do Papa «sacudiu comunidade internacional»

Agência Efe - Agência Ecclesia

Opinião do secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz, D. Mario Toso



Cidade do Vaticano, 22 ago 2014 (Ecclesia) – O secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz acresdita que o alerta que o Papa deixou sobre a humanidade estar a viver uma “terceira guerra mundial, mas feita aos bocados”, despertou consciências para o drama que hoje atinge o Iraque, a Síria e diversas outras nações.
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Eu não sou teólogo – diz o Papa. Será mesmo assim?

Eu não sou teólogo – diz o Papa. Será mesmo assim?  



Francisco papa
No voo de regresso da Coreia do Sul, durante o encontro com os diversos jornalistas, no quadro da resposta ao jornalista Johannes Schidelko, da Agência Católica Alemã, sobre o tipo de relacionamento com o emérito Bento XVI, o Papa Francisco declarou que não era teólogo: 
Temos um relacionamento normal, porque – e volto a esta ideia que talvez não agrade a qualquer teólogo: eu não sou teólogo – penso que o Papa emérito não seja uma exceção, mas, depois de muitos séculos, este é o primeiro emérito. (…) Ele abriu uma porta que é institucional, não excecional”.


Esta asserção, estranha dado currículo do papa e a sua eminente função na Igreja, deverá levar-nos a revisitar o conceito de teologia e de teólogo, bem como a questão dos lugares teológicos.
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Encíclica ‘ambiental’ marca nova postura da Igreja

  Encíclica ‘ambiental’ marca nova postura da Igreja 
 
Papa Francisco: ‘Deus perdoa sempre, o homem às vezes, a natureza nunca, se não é cuidada’.    —–     Novo documento do papa Francisco deve trazer orientações práticas à comunidade católica, diz professor da Faje.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Sentido de algumas das intervenções do Papa Francisco





Abílio Louro de Carvalho

O Papa esteve em visita pastoral de cinco dias à Coreia do Sul, que fica marcada por algumas intervenções pontifícias de significativo alcance, na atenção ao ser e missão da Igreja e ao desígnio da paz entre os povos, etnias e religiões e no primeiro sobrevoo da China por um papa.



Logo no primeiro contacto com a nação coreana, fez memória das provações por que passou aquela“terra do calmo amanhecer”, em que se destaca não só a beleza natural do país, mas também e sobretudo a beleza do seu povo e da sua riqueza histórica e cultural. E, ao referir o mérito esperançoso de um povo que estima os seus jovens e cultiva a memória dos seus mártires, explicita o sentido da paz:

“A paz não é simplesmente ausência de guerra, mas obra da justiça (cf. Is 32,17). E a justiça, como virtude que é, faz apelo à tenacidade da paciência; não nos pede para esquecermos as injustiças do passado, mas que as superemos através do perdão, da tolerância e da cooperação. Exige a vontade de discernir e alcançar os objetivos reciprocamente vantajosos, construindo os alicerces do respeito mútuo, da compreensão e da reconciliação”.
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O papa e os dilemas da guerra justa

Dilemas que são impossíveis de se desfazer, se não se souber responder primeiro à pergunta: que nexo há entre aqueles que lucram com as guerras e aqueles que gerem o poder? E como se pode fazer para rompê-lo?
 
A análise é do jornalista italiano Paolo Garimberti, publicada no jornal La Repubblica, 20-08-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
 
O conceito de "guerra justa" dilacera há décadas as consciências dos indivíduos e condiciona as escolhas dos Estados. As palavras do papa sobre a "Terceira Guerra Mundial feita em pedaços" são uma fórmula que será entregue à História. Admirável fotografia de "um mundo em guerra em toda a parte", elas relançam um debate que não tem respostas morais certas e não tem soluções políticas incontestáveis, mas que nos coloca diante de decisões angustiantes em um quadro geopolítico devastado por conflitos cruéis até a barbárie.
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O segredo do poder do capitalismo (II): a dimensão mística das mercadorias e a espiritualidade.

Jung Mo Sung

FONTE: Adital
Noartigo anterior, eu disse que "o segredo do poder do capitalismo não está na sua força bruta ou no seu poder econômico, mas na sua capacidade de fascinar o povo e, a partir de e em nome dessa fascinação, justificar e até fazer invisíveis as injustiças sociais e as mortes dos pobres”; e que, se não formos capazes de desvelar essa fascinação, as nossas críticas "amargas” sobre o capitalismo não serão entendidas e/ou aceitas pela maioria da população. Em outras palavras, se o nosso "ver” (da famosa trilogia ver-julgar-[planejar]agir) só foca nos problemas sociais e ambientais provocados pelo atual sistema capitalista global e não é capaz de enxergar o seu lado fascinante e sedutor, é um ver incompleto e equivocado.
Na verdade, um dos primeiros – se não o primeiro – a perceber essa dupla dimensão do capitalismo foi Marx. Ele inicia o capítulo I do livro O Capital dizendo: "A riqueza das sociedades em que domina o modo de produção capitalista aparece como uma ‘imensa coleção de mercadorias’,” e que essas mercadorias satisfazem as necessidades humanas, sejam essas originadas do estômago (necessidades orgânicas), ou da fantasia (desejos que foram transformados em necessidades existenciais).
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TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Sobre a TdL
FONTE: Adital
Por André Canobel
 
Prezados, gostaria de compartilhar sobre meu sentimento quando leio que a Teologia da Libertação está morrendo.
 
Cresci em uma família Católica, participávamos assiduamente da Igreja, vamos assiduamente a nossa comunidade, nos mais diversos trabalhos.
 
Fui coroinha dos meus 8 anos de idade, aos meus 14 anos. E quando um novo pároco chegou à nossa comunidade e quis que nós já mais velhos déssemos espaço aos mais jovens ficamos muito chateados, porém continuamos a ajudar na comunidade.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

PAPA FRANCISCO



"Já não escravos, mas irmãos" - Mensagem do Papa Francisco para o 48º Dia Mundial da Paz



“Não mais escravos, mas irmãos”: este é o título da Mensagem para o 48º Dia Mundial da Paz, a segunda do Papa Francisco. Geralmente pensa-se que a escravatura é um facto do passado. Na verdade, esta praga social continua muito presente no mundo de hoje.
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69/70 anos da bomba atômica sobre o Japão:

a arma da autodestruição da espécie?

 
 Leonardo Boff   –   17/08/2014
Passaram-se 69/70 anos do maior ato terrorista da história que foi o lançamento de duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Não eram armas contra exércitos, mas armas de destruição em massa, de civis, mulheres, crianças, animais, vegetação, de tudo o que vive. O copiloto Robert Lewis vendo a devastação, assustado exclamou: ”Meu Deus, o que fizemos”? O impacto foi tão demolidor que o imperador Hiroíto logo se rendeu também por este argumento: ”para evitar a total extinção da civilização humana” (P. Johnson,Tempos modernos 1990,357). Ele captou sabiamente: apartir de agora não precisamos mais que Deus intervenha para pôr fim à nossa história. Nós nos demos os instrumentos que nos podem autodestruir.
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IGREJA:

Papa quer abrir portas na China e Coreia do Norte

(Lusa)
Francisco defendeu diálogo com culturas asiáticas, alertando para tentações do relativismo e superficialidade

Seosan, Coreia do Sul, 17 ago 2014 (Ecclesia) – O Papa defendeu hoje que a Igreja Católica deve ter uma atitude de “abertura” na Ásia e desejou maior diálogo na relação com países como a China e a Coreia do Norte, sem os citar diretamente.“Num tal espírito de abertura aos outros, espero firmemente que os países do vosso continente com os quais a Santa Sé ainda não tem plenas relações não hesitem em promover um diálogo para benefício de todos”, declarou Francisco, num encontro com cerca de 70 bispos asiáticos que decorreu na cidade costeira de Seosan, na Coreia do Sul.“Não me refiro apenas ao diálogo político, mas ao diálogo fraterno”, precisou, de improviso, para realçar que os cristãos não devem ser vistos como “conquistadores” que querem anular a identidade de ninguém.O porta-voz do Vaticano disse aos jornalistas que esta intervenção foi um “sinal de boa vontade” para países como a China, Coreia do Norte, Laos, Myanmar, Butão e Brunei; o Vietname está a negociar com a Santa Sé o estabelecimento de relações bilaterais.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

PAPA FRANCISCO

Memória, esperança, testemunho: Papa Francisco, na audiência geral, evocando, a propósito da viagem à Coreia, os Mártires coreanos e os Jovens asiáticos




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Regressado anteontem da sua viagem à Coreia, já nesta quarta-feira o Santo Padre acolheu os peregrinos na costumada audiência-geral, que teve lugar na Sala Paulo VI. Como sempre acontece depois de uma visita internacional, foi esse acontecimento o assunto comentado neste encontro com os fiéis. O Papa Francisco condensou em três palavras o significado desta viagem apostólica: memória, esperança, testemunho.
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Como era a vida dos sertanejos nas décadas de 70, 80 e 90.


Pe. Djacy Brasileiro
Adital
Como sertanejo, que conhece um pouco a história sofrida e difícil dos conterrâneos, aliás, convivo noite e dia com os mesmos, pois moro no sertão paraibano, mostrarei um pouco como era a vida desses homens e mulheres desta região tantas vezes esquecidos, marginalizados e ignorados até o limiar do ano dois mil e três, quando novos horizontes começaram a despontar, trazendo-lhes bem-estar e dignidade.


O que vou expor é o que ouvi e ouço do povo do sertão sobre seu passado. São relatos comoventes, tristes, que falam de suas pelejas, de suas lutas renhidas, dificuldades e sacrifícios, como também da cruz da injustiça social, da humilhação e do desprezo.
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Os discípulos discutiam sobre quem, dentre eles, seria o maior



Nayá Fernandes


Adital

Em uma das vezes que Jesus fala do templo, exalta a pedra que os pedreiros rejeitaram (Sl 117), ou seja, aquilo que, na prática não foi escolhido para fazer parte do templo. Em uma de suas visitas à sinagoga, foi expulso (Lc 4,16ss), em outra, derrubou as mesas dos cambistas no templo (Mt 21). Importante lembrar também que, no pequeno povoado de Nazaré, onde Jesus vivia, possivelmente nem tivesse escola ou grandes construções. Igualmente em Carfanaum, afirma a arqueologia moderna, havia somente pequenas casas, bem próximas umas das outras.
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terça-feira, 19 de agosto de 2014

O segredo do poder do capitalismo e o cristianismo/teologia de libertação. (Parte I)



Adital
Um tempo atrás, eu participei, nos Estados Unidos, de um Seminário que reuniu budistas (da Ásia e dos Estados Unidos) e cristãos (especialmente teólogos/as) engajados na luta pela justiça social. Como era de se esperar, o primeiro painel foi sobre a globalização capitalista. Todos os expoentes enfatizaram como o capitalismo tem produzido injustiça, desigualdade social, destruição do ambiente, exploração etc. Realmente a pintura feita do capitalismo era muito feia, um sistema econômico-social deplorável. Para quem estava acostumado com esse tipo de painel, não havia muita novidade (talvez citação de algum autor novo ou alguma teoria nova); as críticas de sempre.
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Papa insiste na cultura do encontro, pedindo "empatia" - Entrevista ao P. Lombardi

Papa insiste na cultura do encontro, pedindo "empatia" - Entrevista ao P. Lombardi




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Foi com uma mensagem de paz e reconciliação que Papa Francisco concluiu a sua viagem à Coreia. Também no encontro com os bispos da Ásia, o Papa falou da necessidade de promover o diálogo e a cultura do encontro usando uma palavra pouco comum - empatia. O colega italiano Davide Dionisi pediu ao padre Federico Lombardi um comentário a propósito:

O Papa - como sabemos – procura o encontro: fala sempre da cultura do encontro: as pessoas se encontram quando existe uma verdadeira disponibilidade do coração, da mente, da pessoa na sua globalidade a acolher o outro, a compreendê-lo e aceitá-lo, pensando que do encontro haverá um enriquecimento mútuo, que do encontro se retorna melhores e mais ricos em valores espirituais, e eventualmente também religiosos, de quanto eram antes do encontro. Então o Papa diz aos bispos deste continente em que o diálogo entre as diferentes culturas, entre as diversas religiões, entre os diversos povos é extremamente importante, que se requer a atitude fundamental para enfrentar esta situação mas, mais do que enfrentá-la, para vivê-la, porque é a situação em que os cristãos vivem normalmente na Ásia.

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