segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A natureza é a mãe de toda riqueza

A natureza é a mãe de toda riqueza
Adital
"A Terra pode sobreviver bem sem amigos, mas os humanos,
se quiserem sobreviver, devem aprender a ser amigos da Terra”.
(John Muir)
É de Sir William Petty (1623-1687), médico inglês, professor de anatomia em Oxford, a seguinte afirmação: "o trabalho é o pai e a natureza é a mãe de toda riqueza”.
Trabalho e riqueza são dois conceitos que sempre estiveram presentes nos fundamentos econômicos, com grande destaque para a obra seminal das ciências econômicas, A Riqueza das Nações, publicada pela primeira vez em março de 1776.
Se "trabalho” e "riqueza” sempre estiveram presentes nos escritos econômicos, o mesmo não de pode dizer sobre a "natureza”; embora seja a natureza, de fato, "a mãe de toda riqueza” econômica, visto que é ela quem "alimenta” todo o processo econômico.
Por isso é oportuno sempre destacar que a economia (atividade produtiva) sempre esteve dentro da ecologia, dentro da biosfera que serve de suporte ao processo econômico (extração de recursos naturais para a produção de mercadorias). 
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Papa muda interlocutores da igreja

Papa muda interlocutores da igreja
Adital
Líderes de movimentos populares de vários países terão encontro com o papa Francisco nos próximos dias 27, 28 e 29 de outubro, em Roma. Do Brasil estarão presentes João Pedro Stédile, pelo MST e Via Campesina, e representantes da Central de Movimentos Populares, Levante Popular da Juventude, Coordenação Nacional de Entidades Negras, Central Única dos Trabalhadores, Movimento de Mulheres Camponesas e um indígena do povo Terena.
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HAJA FOME!

Haja fome!
Frei Betto
Adital
Suponho que o leitor e a leitora jamais tenham passado fome. No máximo, abriram o apetite... Por força das circunstâncias, sei o que é passar fome. Destituído arbitrariamente de meus direitos de preso político, garantido por convenções internacionais firmadas pelo Brasil, fui transferido para o meio de presos comuns nos últimos dois anos dos quatro em que fiquei preso sob a ditadura (1969-1973). Em protesto, fiz greve de fome. A primeira, de 6 dias; a segunda, de 33. Sem ingerir nenhum alimento sólido.
"A fome é amarela”, escreveu Carolina Maria de Jesus em seu relato autobiográfico Quarto de despejo. Acrescento, é também humilhante. A humilhação resulta de ver tanta comida estocada em supermercados, tanto desperdício, e a uma pessoa faltar a segurança de que, no outro dia, não terá de mendigar para merecer o mais básico de todos os direitos animais!
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São Vicente de Paulo: um santo para nossos dias

Adital
"O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano aceito da parte do Senhor” (Lc 4, 18 – 19).
Na minha passagem pelo Seminário Interno (noviciado) da Congregação da Missão, no ano de 2011, numa pequena cidade do triângulo mineiro, chamada Campina Verde, tive a graça de me encontrar com São Vicente de Paulo, em seus escritos. Foi uma belíssima experiência! Fiz questão de ler seus numerosos escritos, traduzidos para a língua espanhola. De fato, foi "um ano aceito da parte do Senhor”.
Anualmente, a Igreja reservou o dia 27 de setembro para que seja celebrada a memória deste importante presbítero, missionário evangelizador dos pobres (França, 1580 – 1660). O Monsieur Vicent Depaul, como era carinhosamente conhecido, era homem simples e dedicado à evangelização dos pobres do povo de Deus. Converteu-se no encontro com os marginalizados de seu tempo. Tornou-se padre por causa do status que o ministério até hoje confere, mas, com o passar do tempo, foi percebendo que Deus o chamava para o serviço aos pobres do povo, não à satisfação dos privilégios da vida clerical.
Fundou, em 1625, um grupo de missionários, uma Companhia de Padres para, somente, evangelizar os pobres camponeses de seu tempo e contexto. Como hoje, a Igreja tinha inúmeros padres, mas estes somente queriam permanecer nos grandes centros urbanos, sendo financiados pela Corte francesa, gozando dos privilégios da vida clerical. Os pobres sobreviviam no abandono, excluídos e esquecidos, inclusive pela própria Igreja, que estava ligada ao luxo da Corte. Deus, em sua infinita sabedoria e misericórdia, faz aparecer o padre Vicente de Paulo, que, após a conversão, quando tinha renunciado à busca pelo poder, tornou-se um dos homens mais influentes de seu tempo. 
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Por uma opinião pública democrática no Brasil

Por Ana Paola Amorim, Juarez Guimarães e Venício A. de Lima em 23/09/2014 na edição 817.
A maioria dos brasileiros nos últimos anos, sem desertar de suas convicções democráticas, mas em razão mesmo delas, já construíram amplamente um diagnóstico crítico do modo de funcionamento do atual sistema político no Brasil e anseiam por reformas políticas. Há muitas evidências de que já está se firmando em um número cada vez maior de brasileiros a consciência de que também o sistema de comunicações de massas, privatizado, altamente concentrado e oligopolizado, não serve à democracia do país e precisa ser regulado a partir de princípios republicanos e pluralistas.
Este livro, para o qual convergem os saberes, as reflexões e as pesquisas de filósofos, cientistas políticos e um conjunto de intelectuais com larga interlocução acadêmica e pública na área de comunicação, pretende contribuir para a formação desta nova consciência e desta nova linguagem em favor de uma opinião pública democrática no país. Como tal, se insere em um conjunto de obras recentes que, sob o prisma de uma convergência entre várias áreas de conhecimento, têm elaborado sobre o desafio da liberdade de expressão nas democracias contemporâneas.
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Eugenia e etnocentrismo, uma sociedade segregada

Adital
Por Breno Rosostolato*
Quando Charles Darwin escreveu sobre a seleção natural e difundiu a ideia de que a sobrevivência dos organismos dependia de sua adaptação no ambiente, importantes pensadores inclinaram-se sobre este conceito e destilaram novas teorias. A luta pela sobrevivência deflagrou uma nova ideologia para melhorar a raça humana por meio da ciência.
Francis J. Galton é o nome associado ao surgimento da genética e da eugenia, que significa "bem nascer”. Teorizando, seria o estudo dos fatores socialmente controláveis que podem elevar ou rebaixar as qualidades raciais das gerações futuras, tanto física quanto mentalmente. Por meio de casamentos e uniões seletivas, Galton acreditava que poderia modificar a natureza das pessoas, separando aqueles que supostamente eram "perfeitos” e preservando assim a qualidade das futuras gerações.
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