sábado, 6 de setembro de 2014

PAPA FRANCISCO

O Evangelho é novidade; não temamos as mudanças na Igreja – o Papa Francisco na Missa em Santa Marta



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Na Missa em Santa Marta na manhã desta sexta-feira duas ideias fundamentais a reter: o Evangelho é novidade e os cristãos não podem temer as mudanças na Igreja.
O Papa Francisco, partindo da leitura do Evangelho do dia no texto de S. Lucas no capítulo 5, recordou que os escribas querem colocar Jesus em dificuldade, perguntando-lhe porque que é que os seus discípulos não jejuam. O Senhor não cede e responde falando de festa e de novidade:


“A vinhos novos, odres novos. A novidade do Evangelho. O que nos traz o Evangelho? Alegria e novidade. Estes doutores da lei estavam fechados nos seus mandamentos, nas suas prescrições. S. Paulo, falando deles, diz-nos que antes da fé – ou seja, de Jesus – todos nós estávamos protegidos como prisioneiros sob a lei. A lei dessas pessoas não era má: protegidos, mas prisioneiros, à espera que chegasse a fé. Aquela fé que teria sido revelada, no próprio Jesus.”
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O povo – observou o Papa – “tinha a lei dada por Moisés” e também muitos destes “hábitos e pequenas leis” que os doutores tinham codificado. “A lei – comentou o Papa – protegia-os, mas como prisioneiros! E eles estavam à espera da liberdade, da definitiva liberdade que Deus teria dado ao seu povo com o seu Filho”. A novidade do Evangelho, portanto, é esta: “resgatar da lei”:


“Algum de vós pode-me perguntar: ‘Os cristãos não têm lei?’ Sim! Jesus disse: “Eu não venho mudar a lei, mas levá-la à sua plenitude”. A plenitude da lei são, por exemplo, as Bem-aventuranças, a lei do amor, do amor total como o que Ele, Jesus, nos amou. Quando Jesus repreende os doutores da lei, o faz porque não protegeram o povo com a lei, mas escravizou-o com tantas leis pequenas, pequenas coisas que se deviam fazer”.

“Paulo distingue bem: filhos da lei e filhos da fé. A vinhos novos, novos odres; e por isso, a Igreja nos pede, a todos nós, algumas mudanças. Pede-nos que deixemos de lado as estruturas decrépitas: são inúteis! E usemos os odres novos, os do Evangelho. Não se pode entender a mentalidade destes doutores da lei, destes teólogos fariseus: não se pode entender a sua mentalidade com o espírito do Evangelho, são coisas diferentes. O estilo do Evangelho leva à plenitude da lei, sim, mas de um modo novo: é o vinho novo em odres novos”. 

FONTE: RADIO VATICANO 

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