segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A cara do futuro clero da Igreja Católica no Brasil

noviças (Foto: Divulgação )

(Artigo de Julho de 2013, mas ainda válido com informação básica – NR)
A rotina e as histórias dos jovens que vivem em seminários e conventos para seguir, para o resto da vida, um caminho de dedicação total à Igreja Católica. O papa Francisco é considerado o modelo ideal para essa nova geração de religiosos.
“Ide e fazei discípulos entre todas as nações.”
O lema da 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013, que ocorre no Rio de Janeiro do dia 23 ao 28, carrega em suas palavras a missão para a qual foi criado o evento, na década de 80, pelo papa João Paulo II: aproximar os jovens da Igreja e difundir o catolicismo entre eles.


Como um efeito indireto, mas não menos desejado, está o aumento, principalmente em países da África e da Ásia, do número de jovens dispostos a dedicar, por completo, a vida à Igreja Católica.
No Brasil, a quantidade de padres, religiosos e diocesanos subiu pouco mais de 55% nos últimos 20 anos, segundo o Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (Ceris), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Parece estranho que a Igreja ganhe padres num mesmo país em que perde fiéis (a proporção de católicos caiu de 89,9% em 1980 para 64,6% em 2010). Essa contradição pode ser explicada por um conceito profundo, de vocação.
A Rua África, localizada em um bairro residencial de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, é sem saída. Termina num muro baixo, de tijolos, atravessado por um portão preto. De fora, a fachada parece com a das outras casas da rua. Do portão pra dentro, um terreno verde e silencioso de 12 hectares, com quadras poliesportivas, piscina e ALOJAMENTO.
A cerca de 50 quilômetros dali, na estrada esburacada do Curucutu, próximo a Marsilac, região pobre no extremo sul da capital paulista, uma porteira simples de madeira, daquelas de fazenda, indica o número 1900. Também é uma grande área verde, mas com menos infraestrutura do que o terreno de Itapecerica.
Apesar das diferenças das construções, os dois locais atraem jovens com o mesmo propósito. O Seminário Mater Ecclesiae do Brasil, em Itapecerica da Serra, é um dos maiores do país. Todos os anos, cerca de 160 rapazes do Norte ao Sul do Brasil são enviados para estudar lá.
Na chácara doada, no extremo sul da capital paulista, está o Convento das Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará, onde moças se tornam monjas e freiras missionárias.
Jovens estudam, em média, nove anos no Seminário Matter Eclesiae para se formar padres (Foto: Divulgação)
O Seminário Mater Ecclesiae foi fundado em 2000 pelos Legionários de Cristo, congregação religiosa que se dedica, entre outros, à formação de padres diocesanos. Funciona no número 1000 da Rua África desde 2005. O objetivo é que os seminaristas, depois de ordenados sacerdotes, trabalhem em paróquias celebrando missas, casamentos e batizados, auxiliando espiritualmente a comunidade.
Os seminaristas podem fazer o primeiro ano – chamado propedêutico – em suas paróquias de origem ou no próprio seminário. Em seguida, dão início ao curso de Filosofia, com duração de três anos, e de Teologia, com conclusão prevista em quatro. As aulas são lecionadas durante a semana, pelas manhãs e parte das tardes. Nos fins de semana, eles se dedicam a atividades pastorais, como auxílio em paróquias e obras sociais.
Para chegar ao Convento das Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará, foi necessário fazer um “rali”. O carro preto da reportagem ficou marrom, de tanta lama. As Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará são a ramificação feminina da congregação do Verbo Encarnado, fundada em 1988 na Argentina.
No total, a congregação conta com mais de 1.700 religiosos, freiras e leigos consagrados espalhados por 40 países. as candidatas passam pelo Aspirantado, caso ainda não tenham concluído o ensino médio, ou Postulantado, período de experiência para amadurecer a aspiração vocacional. Esse tempo varia de acordo com a maturidade e preparação de cada uma.
Em seguida, começa o noviciado, com duração aproximada de um ano, em que elas têm estudos de iniciação à doutrina e à espiritualidade. É nessa época que passam a vestir o hábito (roupa cinza e azul, com véu branco) e que seus nomes são trocados, em sinal de ocultamento ao mundo e consagração total a Deus. Todas passam a se chamar Maria.
Em honra à Nossa Senhora recebem algum de seus títulos, como Maria Rainha de Fátima e Maria Mãe do Divino Inocente. O nome é sugerido pelas irmãs, mas definido pelo Instituto. Não pode haver no mundo uma Maria igual à outra.

No Convento das Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará Nazereno, as noviças estudam para se tornar monjas e freiras missionárias (Foto: Arquivo pessoal)as noviças
estudam para se tornar monjas e freiras missionárias (Foto: Arquivo pessoal)
A próxima etapa para elas é o juniorado, marcado pelo uso do véu azul. São três anos de estudos em Filosofia e Teologia. As aulas ocorrem durante a semana. Aos fins de semana, também fazem trabalhos pastorais em paróquias e instituições de caridade, assim como os seminaristas do Mater Ecclesiae.
Por serem da ordem regular, as religiosas vivem de acordo com um carisma, uma missão de vida. Como o de sua congregação tem caráter missionário, elas podem ser enviadas mundo afora para trabalhar pela evangelização de fiéis. A permanência no país costuma ser temporária, e elas logo migram para outro. “Quando o idioma do país é muito diferente do nosso, como árabe, as freiras ficam mais tempo para que possam aprender a língua”, diz Maria Divina Graça, madre superiora.
A escolha do destino, tanto de uma freira missionária como de um padre, depende da necessidade do local e também do perfil da pessoa. “O mesmo padre que se dá bem em uma paróquia de uma comunidade simples não se daria obrigatoriamente bem numa de classe alta”, disse um dos seminaristas.
O dia a dia no seminário é bem regrado. Os rapazes têm hora para acordar, rezar, comer, estudar e trabalhar. Eles cuidam, em esquema de rodízio, das tarefas de manutenção da casa, como limpeza e jardinagem.
Algumas funções, como a cozinha, a lavanderia e a vigilância, são terceirizadas. Na chácara em São Paulo, todo o trabalho é feito pelas meninas, também num rodízio.
As instalações são mais simples que as do seminário e as jovens não contam com facilidades, como máquina de lavar. Seus hábitos, costurados pela mãe da madre superiora, são lavados direto no tanque.
Os rapazes têm uma hora por dia para praticar exercícios. Podem correr, carregar halteres (improvisados por blocos de cimento), JOGAR vôlei e andar de skate. Os corajosos também podem enfrentar a água gelada da piscina. Sob sol ou chuva, a opção preferida é o futebol. As partidas são narradas por um divertido locutor que imita a voz do comentarista e ex-jogador Casagrande. A pontuação é anotada por um atento seminarista, que cuida da organização do campeonato. Não há juiz. Os jogadores devem marcar as próprias faltas.
Uma vez por semana, as irmãs se reúnem para jogar vôlei. Se dividem em times, cada qual com um “grito de guerra” inspirado num santo diferente. Nas noites de sexta-feira e sábado, têm momentos de recreação, com direito a pizza artesanal, brincadeiras e muita cantoria.
Os seminaristas passam o dia todo juntos. Exceto na hora de dormir, quando cada um se recolhe em sua cela – miniquarto com banheiro separado por cortinas que não vão até o chão e paredes que não vão até o teto. As luzes estão todas acesas ou todas apagadas. Na ala dos dormitórios, não se pode fazer barulho. Na frente de cada cela, há uma escrivaninha, para os momentos particulares de estudo. Sobre as mesas, há pilhas de livros, notebook e imagens de santos e papas.
As jovens do convento estudam juntas, ao redor da mesma mesa em que fazem as refeições. As noviças dormem em beliches, alocados num dormitório coletivo. Nele, não há espelhos. Cada uma tem direito a duas gavetas. Ou a uma, caso o número de alunas suba. As do juniorado vivem na casa de baixo, em quartos com duas ou três camas. As meninas não assistem à televisão, nem leem jornais. As informações chegam por meio do noticiário produzido pelo Vaticano. Filmes, só os de temas religiosos ou que “tratem de bons valores”.
No dia em que saí de casa…
A saudade dos pais foi a primeira dificuldade enfrentada pelo seminarista Wagner Batista dos Santos, de 26 anos, que está no último ano de Teologia. “Quando a gente sai de casa para ser padre, sabe que nunca mais vai voltar. No máximo, como visita, durante as férias”, diz. Na adolescência, ia à missa todo domingo com a família. Os outros garotos do bairro faziam piadas sobre seu “jeito de padre”. “Ficava tão irritado com os comentários que parei de ir à missa”, afirma.
Batista só voltou a frequentar a igreja depois que começou a namorar. Ninguém mais fazia comentários. Tinha pouco mais de 17 anos quando começou a fazer a crisma. “De repente, passei a sentir que os comentários que tanto me irritavam faziam sentido.” Certa tarde, depois do almoço, enquanto estudava para uma prova de filosofia, teve uma visão. “Era o chamado interior. Senti que ser padre era o meu caminho.”Wagner deixou a namorada e o sonho de se tornar físico e professor de história.
Além das saudades de casa, o seminarista Wagner Batista diz que “padeceu” para se adaptar aos horários rígidos do seminário (Foto: Reprodução)
Desde que entrou para o seminário, perdeu um pouco do sotaque sergipano e aprendeu a gostar de chimarrão. Além da saudade de casa, diz que “padeceu” para se adaptar ao clima frio de Itapecerica da Serra e aos horários do seminário, bem rígidos.
“Tem momentos que dava um pouco de preguiça de levantar da cama ou de rezar. Mas a gente vai aprendendo aos poucos. Disciplina não se aprende da noite para o dia.”
A disciplina rígida de que Batista reclamava tem motivo. Segundo o padre Celso Nogueira, professor de Teologia do seminário, ela vai ajudar os seminaristas a se organizar em sua nova vida como pároco.
“Como o Brasil ainda tem poucos padres, os padres recém-ordenados vão se deparar com um universo de milhares de fiéis para cuidar. São inúmeras missas por final de semana, compromissos a qualquer hora. É uma rotina estressante”, diz Nogueira.
Em breve, Batista será ordenado diácono (primeiro grau do sacramento da Ordem) e, em seguida, padre. Apesar de ter passado por quase todo o processo de formação, sente que não está completamente pronto: “A cada dia a gente se depara com casos e situações que não tínhamos visto no seminário”.
Essa sensação deve acompanhar o rapaz para sempre, segundo os relatos dos religiosos mais experientes. Aos 62 anos, o padre José Arnaldo Juliano, historiador e capelão do Mosteiro de São Bento, em São Paulo, afirma que a formação de padres e freiras nunca termina. “É contínua e precisa ser atualizada constantemente”, diz. “Estou me formando até hoje.”
O ensino no “fim do mundo”
O crescimento de outras religiões no Brasil, reduzindo a predominância do catolicismo, tem exigido da Igreja adaptações.
No campo da educação, os seminários e noviciados brasileiros procuram, cada vez mais, oferecer uma formação não só voltada ao conhecimento do mundo católico, mas também o aprofundamento de outros temas da sociedade, sob um viés espiritual, psicoafetivo e pastoral.
“É preciso fazer o link do que se aprende nos livros com a realidade, as necessidades do povo”, diz padre José Arnaldo. A formação interdisciplinar vale tanto para futuros padres como para religiosas. “Antes achavam que as freiras não precisavam estudar. Hoje, não basta boa vontade. Cada congregação procura dar uma formação adequada a sua proposta e carisma”, afirma o historiador.
Seminaristas têm aulas de canto (Foto: Divulgação)
De acordo com o coordenador do Núcleo de Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Francisco Borba, de modo geral o clero latino-americano tem caráter mais pastoral, mais próximo dos fiéis do que o europeu.
Por outro lado, pode sofrer com a defasagem de uma escolarização básica precária.
“O brasileiro costuma entrar no seminário com menos erudição que um jovem europeu”.
De acordo com o padre Celso Nogueira, é comum que os seminaristas tenham aulas de reforço em disciplinas que deveriam ter aprendido na escola, como português. “Nem todos tiveram o mesmo ensino antes de chegar até aqui.”
O idioma é outro obstáculo, já que grande parte da produção teológica está em italiano, francês e alemão. “São obstáculos que os seminaristas enfrentam logo no começo do processo de formação. Na Europa, isso não é tão evidente”, afirma Borba.
Formação longa ou “express”?
Tornar-se padre, diocesano ou religioso, e freira exige anos e anos de preparação. Até ser ordenado presbítero, um padre diocesano costuma levar entre oito e nove anos. Entre os religiosos, a formação pode ser ainda mais longa.
Os pastores evangélicos das grandes correntes tradicionais, como luteranos e calvinistas, têm formação longa e exigente como a dos padres católicos. Contudo, entre pastores evangélicos neopentecostais não é raro uma formação rápida, feita em menos da metade desse tempo.
Ao longo de 20 séculos, a doutrina cristã cresceu muito e se deparou com problemas que devem ser tratados com cuidado. Segundo Francisco Borba, a formação muito curta e superficial tende a resultar em posturas radicais e dogmáticas. “O castigo passa a se tornar um artifício rápido para quem tem dificuldade de desenvolver bons argumentos”, afirma. “E mesmo com uma formação completa e aprofundada, ainda acontecem problemas”.
Se por um lado a formação longa e sólida favorece o diálogo, a mais rápida tem a vantagem de democratizar a ação missionária. “Nesses casos, qualquer um pode ajudar a comunidade religiosa a crescer”, diz Borba.
Freira não é o feminino de padre
Os homens podem pertencer ao clero secular, como padres diocesanos, ou ao clero regular, e fazer parte de uma ordem religiosa. Nesse caso, ele pode ou não ser ordenado padre.
As mulheres não recebem o sacramento da Ordem, mas integram Congregações religiosas, trabalhando em missões, paróquias ou em clausura.
Segundo o padre e professor de Filosofia da Universidade de Coimbra, Anselmo Borges, seria adequada uma maior integração das mulheres dentro das atividades da Igreja.
“Elas não têm acesso aos mesmos cargos, como os de bispos e cardeais, e não podem celebrar missas, por exemplo.”
Há casos, como as irmãs franciscanas paroquiais, que administram paróquias inteiras na ausência de padres. Mas só há missa quando tem padre. As irmãs Servidoras dizem que a vocação e o papel das religiosas é totalmente distinto da vocação dos sacerdotes, e por isso não há lugar para disputas. “Não podemos e nem queremos ser padres. Somos esposas de Cristo, geramos almas para Deus, e é isso e não outra coisa que enche de sentido e alegria as nossas vidas”, afirma a madre Divina Graça.
Se por um lado, o número de padres aumentou 55% nos últimos 20 anos no Brasil, o de freiras caiu quase 11% no período.Alguns fenômenos podem ajudar a entender essa queda. Um deles é o aumento da atuação das leigas consagradas, mulheres que assumem o compromisso de participar das atividades da Igreja sem abandonar a carreira e até mesmo o matrimônio.
Outro, talvez mais provável, é que o estilo de vida levado pelas freiras pouco mudou nas últimas décadas, afastando-se do das brasileiras na sociedade atual, quanto à vida sexual e à competitividade no trabalho. “Seguir a vida religiosa não é coisa fácil. É uma entrega profunda, radical. Somente quem experimenta essa entrega total a Deus pode compreender tamanha graça e alegria”, diz a madre Divina Graça.
Kássia Lauer Klein, de 27 anos, é formada em Engenharia Química e trabalhou anos na Petrobrás. Tinha plano de carreira, família estruturada, círculo de amigas e namorado. Abriu mão de tudo para se tornar freira. “No início, meus pais foram contra, mas com o passar do tempo viram que estava feliz com a minha escolha.”
Ela diz que “o chamado” para a vocação apareceu logo na primeira Eucaristia, como acontece com muitas moças. Na época, não levou o desejo a diante, mas continuou frequentando a igreja. Sentiu que estava realmente pronta durante um retiro espiritual. Entrou em contato com o instituto e, em novembro do ano passado, ingressou no convento. Em maio, seu cabelo foi cortado bem curtinho e recebeu o novo nome de religiosa: Maria Mãe do Cordeiro. “Estou encantada com a vida que vou levar a partir de agora. Encontrei o meu lugar.”
Há casos em que a renúncia pode ser ainda mais intensa.
“Eu já tinha entregue tudo a Deus, mas sentia que ele me pedia algo ainda maior”, diz Maria della Armonía, de 29 anos, uma das sete monjas que vivem em clausura, numa área isolada da chácara. Elas só põem os pés fora do mosteiro para ir ao médico.
Lá, o silêncio é total. Só têm permissão para falar na hora do almoço e do jantar, ou no atendimento a fiéis no locutório (espécie de salinha separada por grades). Elas passam o dia entre orações, cantos, estudos e trabalhos manuais. Sem qualquer contato com o mundo exterior.
Maria del Armonía entrou para o convento aos 12 anos, impressionada com a alegria que observava entre as irmãs.
“Me perguntava como elas conseguiam se sentir tão felizes, e eu não”. Anos mais tarde, foi concluir estudos do juniorado em Roma, na Itália, para se tornar freira apostólica. Durante uma peregrinação perto de um mosteiro beneditino sentiu um chamado para a vida contemplativa. Hoje, vive como monja há quase três anos. Diz não sentir saudades do mundo lá fora. Apenas preocupação.
“Não trabalhamos em contato físico com as pessoas, mas dedicamos cada minuto orando por elas.” Cada mosteiro da congregação reza por uma causa específica. “Nós temos a missão de rezar pela vida, para que não se cometam abortos e que não se aprovem leis permitindo o aborto, a eutanásia e tudo o que atente contra a vida humana”, diz.

Dinheiro não cai do céu
Nem as irmãs do convento das Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará nem os seminaristas do Mater Ecclesiae pagam por seus estudos. Vivem de doações de fiéis, empresas e , no caso dos seminaristas, também da ajuda de dioceses e congregações religiosas. De acordo com o relatório sobre o censo mais recente da Igreja Católica elaborado pelo Ceris, muitas dioceses têm deixado enviar aspirantes a padres a seminários por não terem condições econômicas de subsidiar sua formação.
Diferentemente dos religiosos, que fazem voto de pobreza, os padres diocesanos recebem salário, que varia de acordo com o tempo de trabalho. O teto é de cinco a seis salários mínimos. Esse valor é usado, por exemplo, para pagar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “Mesmo sem o voto de pobreza, assumimos o compromisso de não acumular riquezas e viver de forma modesta”, diz o padre José Arnaldo Juliano.

De olho em Francisco
Papa Francisco (Foto: Franco Origlia/Getty Images)
Nos próximos anos, esses novos padres, religiosos e freiras vão se deparar com grandes desafios. Se aproximar dos jovens, promover a transparência dentro do clero e converter os que se declaram católicos
A maior inspiração para esse caminho que escolherem para suas vidas chega ao Brasil nos próximos dias. “Mais do que o padre cantor, a Igreja Católica brasileira busca padres e freiras alegres, felizes, que sejam próximos das pessoas, mas com uma formação suficientemente sólida para enfrentar os desafios culturais do nosso tempo”, diz Francisco Borba. “O papa Francisco é a personificação desse modelo ideal.”
NATHALIA TAVOLIERI E RENATO TANIGAWA

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