sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Anunciar a alegria do Evangelho em 2015


 

 

O Papa Francisco acaba de realizar neste mês de janeiro a sua 7ª Viagem Apostólica. O Santo Padre esteve mais uma vez na Ásia visitando o Sri Lanka e as Filipinas depois de ter estado na Coreia do Sul em agosto do ano passado. É a “Igreja em saída” de que tem vindo a falar o Santo Padre no seu pontificado e que propôs na sua Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”. 2015, será mais um ano para o Papa Francisco desenvolver o anúncio da Alegria do Evangelho. Sobre isto falaremos nesta edição do “Sal da Terra, Luz do Mundo”.
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Numa entrevista publicada pelo diário argentino “La Nacion” em dezembro passado, o Papa Francisco respondendo à vaticanista Elisabetta Piqué afirmou que a reforma da Cúria Romana ainda não deverá estar pronta este ano e que gostaria de realizar em 2015 visitas à América Latina e à África. Regressando das Filipinas na semana passada o Santo Padre confirmou algumas hipóteses: República Centro-Africana, Uganda, Equador, Bolívia e Paraguai. Em setembro, está confirmado, o Papa visitará os EUA para estar com as famílias reunidas em Encontro Mundial. Precisamente, a propósito de “encontro”, recordemos que no mês passado, em jeito de balanço de 2014, o Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em entrevista à Rádio Vaticano caracterizou a ação do Santo Padre numa expressão: “cultura do encontro”. Ouçamos um pequeno excerto das suas declarações:
 
 “As palavras que o Papa Francisco usa e que impressionam são inúmeras, portanto, poderiam ser escolhidas várias. Mas uma que com o tempo creio faz compreender sempre melhor e entender seu significado crucial é a da cultura do encontro. Ou seja, o Papa Francisco tem justamente esta atitude, um modo de se relacionar com os outros como pessoa que encontra pessoas e que coloca profundamente em jogo a sua vida e o seu ser e busca que o outro, o seu interlocutor, coloque em jogo a si mesmo. Vem-me à mente o método dos relacionamentos do Papa com as grandes personalidades. Com o Patriarca Bartolomeu é um encontro pessoal, é amizade verdadeira, e isso faz pensar que também no ecumenismo é possível progredir …”
 
É com este método do encontro pessoal e da sincera relação que o Papa Francisco deverá enfrentar importantes assuntos neste ano de 2015. Desde logo, na dimensão eclesial com as reformas a nível interno da Igreja e a reforma espiritual e apostólica, tal como é descrita na Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’ com a expressão: “Transformação missionária da Igreja”. Também na dimensão internacional o Papa Francisco, que desde o início do seu pontificado continua a ter um fortíssimo destaque mediático, terá uma importante missão a desenvolver. Prova disso a recente intervenção na mediação entre Cuba e os Estados Unidos da América.
 
De tudo isto falou à Agência Ecclesia, neste mês de janeiro, o jornalista António Marujo, especialista em assuntos religiosos,  afirmando que o Papa mostrou às pessoas que é possível exercer um lugar de poder para servir a comunidade. Marujo considera que a Igreja deve mudar o seu modo de exercício do poder sendo esse um dos maiores desafios que o Papa Francisco lança para dentro da Igreja.
Em relação ao Sínodo sobre a Família o jornalista António Marujo afirma que a estratégia de abertura do Papa Francisco é a adequada mas considera existirem alguns riscos.
 
Também a Irmã Irene Guia, religiosa das Escravas do Sagrado Coração de Jesus, em declarações à Agência Ecclesia, revelou as suas expectativas acerca do ano 2015, considerando que o Papa Francisco demonstra ser um Pontífice que aplica aquilo que diz.
 
Em entrevista ao Padre António Spadaro, Diretor da Revista “Civiltà Cattolica” em 2013 o Papa Francisco afirmou que sonha com “uma Igreja Mãe e Pastora”, acentuando a mais importante reforma que deseja prosseguir: a reforma da atitude.
 
Segundo o Santo Padre revela nessa mesma entrevista “os ministros do Evangelho devem ser capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas, de saber dialogar”. O caminho sinodal sobre a família que tem em 2015 uma segunda etapa de debate e reflexão poderá vir a ser um oportuno momento para colocar em prática esta visão pastoral.
 
Na entrevista ao Padre Spadaro o Santo Padre reforça em particular a atitude da misericórdia afirmando que “os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, tomar a seu cargo as pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo”. De registar que, precisamente no passado domingo dia 11 de janeiro, Festa do Batismo do Senhor, o Papa Francisco na oração do Angelus referiu que “este é o tempo da misericórdia”.
 
Assim seja 2015. (RS)

FONTE: RADIO VATICANO

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