segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Qualidades de fé



Frei Betto


Adital
A fé é a adesão da inteligência ao mistério, a algo ou alguém que se pode sentir sem, no entanto, provar. Não é irracional, é suprarracional.
Em toda relação amorosa a fé é o vínculo que une. Não há equação que convença João de que seu amor por Maria é cientificamente equivocado. Ou vice-versa. Um confia (com fé) no outro.
Marx, Freud e tantos pensadores tentaram nos convencer de que a fé é uma ilusão ou alienação. Projeta-se no Céu o que se desejaria desfrutar na Terra. Nenhum dos dois conheceu a fé libertadora manifestada, hoje, pelo papa Francisco.

[ENTREVISTA ESPECIAL] Contra mudança climática religiosos são difusores de mensagens pelo meio ambiente



Ana Clara Jovino


Adital
Metas e medidas para proteger a natureza das ações destrutivas do homem e amenizar os impactos das mudanças climáticas, como reduzir a emissão de gases de efeito estufa, estão sendo preparadas por vários países para contribuírem com a Convenção das Nações Unidas sobre o Clima (COP21), que acontece entre o fim de novembro e início de dezembro deste ano, em Paris [França].

sábado, 29 de agosto de 2015

Desigualdade e propriedade: é hora de despertar



Fr. Marcos Sassatelli


Adital
"É hora de mudar de rumo:
o rumo das três últimas década já se evidenciou como insustentável,

e está nos levando à exploração social e à crise planetária”

(Pedro Casaldáliga e José Maria Vigil)

Zygmunt Bauman, “seus netos continuarão pagando os 30 anos da orgia consumista”

Devolver dinheiro para bancos não pode ser solução para crise, pois é sua continuação, revela Bauman em entrevista a Laura Britt e Petros Panayotídis, do Monitor Mercantil, publicada nesta quinta-feira (20).
“A metade do problema é o excessivo consumismo, o esbanjamento que predomina. E é por isso mesmo que nenhum provável partido de poder não promete aos seus eleitores que combaterá o consumismo”, continua o sociólogo polonês, vice-reitor da London School of Economics, que se define um pessimista a curto prazo em relação ao futuro da sociedade.
A entrevista é de Laura Britt e Petros Panayotídis, publicada no sítio Monitor Mercantil, 20-08-2015.

A tipificação do terrorismo e a escalada autoritária



Brasil de Fato


Adital
Não existem grupos terroristas no Brasil e estamos em paz há mais de 100 anos com nossos vizinhos. Na ausência do "terrorista”, não há dúvidas de que o poder punitivo mirará naqueles que ousam contestar

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Papa Francisco \ Viagens

Cuba quase pronta para receber o Papa


Praça da Revolução, visita de JPII em 1998 - EPA

27/08/2015 10:18

Crise econômica é reflexo da crise do Estado brasileiro. Entrevista especial com Reinaldo Gonçalves

“A questão não é a política macroeconômica, e sim o modelo de desenvolvimento. A única saída é a ruptura com o Modelo Liberal Periférico”, afirma o economista.
Imagem: 1momento.com.br
As causas centrais da crise econômica brasileira não estão relacionadas à “queda da receita tributária”, mas à “rigidez, má alocação e desperdício nos gastos (inclusive, o serviço da dívida pública)”, diz Reinaldo Gonçalves à IHU On-Line, na entrevista que segue, concedida por e-mail. Ao comentar a atual conjuntura, o economista frisa que “a questão política relevante” a ser levada em conta é a crise de legitimidade do Estado brasileiro. “Há alguns anos, estamos atolados em uma séria crise de legitimidade do Estado (descrença na capacidade do governo Dilma de resolver os problemas de curto, médio e longo prazos). Da mesma forma que os protestos populares de 2013, os atuais protestos decorrem, em grande medida, dessa crise”, avalia.

“Pau que dá em Chico dá em Francisco”, diz Janot sobre Lava Jato

Em uma das vias que dá acesso ao Congresso Nacional uma faixa tentava chamar a atenção do procurador-geral da Justiça, Rodrigo Janot: “Janot, e os outros membros da quadrilha?” Ao lado da frase, uma foto do procurador com uma venda nos olhos e quatro imagens de senadores investigados pela Operação Lava Jato.
 
O protesto, no dia em que Janot foi sabatinado e aprovado pelo plenário do Senado para permanecer mais dois anos no cargo, deu a tônica não só da maratona de mais de dez horas para sua recondução ao posto máximo Ministério Público como também será a prova de fogo do seu próximo mandato, até setembro de 2017. A faixa é uma referência à onda de rumores nos bastidores políticos de que, para continuar como chefe da Procuradoria, Janot teria feito um acordo com o Governo Dilma Rousseff (PT) e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ele próprio um investigado na Lava Jato, para amenizar as investigações contra alguns dos suspeitos de envolvimento no esquema de desvio de recursos da Petrobras.
 
“Nego veementemente a possibilidade de qualquer acordo que possa interferir nas investigações (...) A essa altura da minha vida eu não deixaria os trilhos da minha atuação técnica no Ministério Público para entrar em um processo que eu não domino, não conheço, que é o caminho da política”, disse o mineiro Janot, 58 anos de vida, 31 como procurador federal, quando indagado na sabatina sobre esse “acordão”, que ele o chamou de "factóide".
 
A reportagem é de Afonso Benites, publicada por El País, 26-08-2015.
 
Desde que os nomes dos 49 políticos investigados pela Lava Jato surgiram em março, na “Lista do Janot”, apenas dois foram denunciados, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o senador Fernando Collor (PTB-AL), ambos na semana passada.
Provocado várias vezes pelo investigado Collor, durante sua sabatina, Janot respondeu que as investigações contra os políticos na Lava Jato significam que a Constituição está sendo seguida e recorreu a um ditado popular para se explicar. “O que tem sido chamado de espetacularização da Lava Jato nada mais é do que a aplicação de princípio fundamental de uma República: todos são iguais perante a lei. Pau que dá em Chico dá em Francisco”.
 
Em um outro momento, quando indagado pelo senador Lasier Martins (PDT-RS) sobre a razão de ter denunciado, até agora, apenas Cunha e Collor, Janot respondeu que as investigações contra eles estavam mais maduras do que as demais: “Não houve seletividade para apresentar essas denúncias. Os critérios foram técnicos”.
 
Nas quase dez horas e meia de sabatina, Janot viu também a defesa da igreja Assembleia de Deus, suspeita de lavar parte da propina recebida pelo investigado Eduardo Cunha, e uma disputa política entre dilmistas e os oposicionistas. Membros da bancada evangélica, Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES), reclamaram da citação dessa igreja como suspeita de ter sido usada por parte do esquema criminoso.
 
Já tucanos como Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes (SP) tentaram pressionar Janot para que ele dissesse se "os chefes da quadrilha" que pilhou a Petrobras estavam sendo investigados. A tentativa era arrancar do procurador declarações que implicassem a presidenta Dilma ou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema, o que ele não disse.
 
No outro lado do embate, petistas como Lindbergh Farias (RJ), que também um dos 49 investigados no escândalo, e Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) diziam que o Governo Dilma respeitava as instituições e, ao contrário dos Governos de tucanos, havia indicado o procurador mais votado entre os seus pares para chefiar o Ministério Público.
 
A todo momento, para tentar se mostrar imparcial, Janot dizia que suas apurações deveriam ser técnicas. Até citou não ver problemas em pedir o arquivamento de investigações em que não há provas robustas. “A caneta que assina uma denúncia é a mesmíssima que assina um arquivamento. Durante dois anos foram pedidos 269 arquivamentos de inquéritos democraticamente distribuídos de todos os partidos”, explicou.
 
Instituições fortes
 
A recondução de Janot para a Procuradoria-Geral, após meses de especulações sobre possíveis manobras dos investigados na Lava Jato para evitá-la, foi comemorada por especialistas como mais um índice do fortalecimento das instituições brasileiras. “O Janot é hoje um agente perturbador dos poderosos do Brasil. Esse poder dominante sempre cometeu seus crimes e não eram perturbados pelo Ministério Público. Agora são”, ponderou o jurista e ex-magistrado Luiz Flávio Gomes.
 
Para esse ex-juiz, um fator-chave para a recondução do procurador foi a existência de uma certa pressão popular. “Se a sociedade estivesse acomodada, tranquila, a presidente poderia não tê-lo indicado e o Senado não o aprovaria. Vivemos um momento de transição para um país com instituições fortes. Para mim, o velho país já morreu e o novo ainda não nasceu. Mas é algo que ainda não está consolidado”, ponderou.
 
O presidente do Instituto Giovanni Falcone, contitucionalista Wálter Maierovitch, elogiou a escolha por Janot. “Retirar o Janot da Procuradoria era o mesmo que tirar o Messi do time, em um jogo indefinido em que ele está brilhando. Estamos em um momento em que a sociedade brasileira está com outra cara, uma cara anticorrupção”, disse.
 
Maierovitch diz, no entanto, que o procurador precisará agora demonstrar, com suas ações, o ditado sobre Chico e Francisco para afastar de vez o fantasma de que foi privilegiado por um acordo político. “O Janot negou que houvesse um acordão. Mas tem de provar isso denunciando todos contra quem houver provas”, concluiu.
 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Papa Francisco \ Audiência Geral

Na audiência, Papa 'candidata' as famílias para o Prêmio Nobel


Chegando à Praça São Pedro, Francisco saúda os fiéis - AFP

26/08/2015 11:15

O que quer o Estado Islâmico?


“O que quer o Estado Islâmico é a construção de um Estado com base na Sharia, na interpretação social da fé islâmica segundo uma doutrina conservadora e que não respeitaria as fronteiras estipuladas após a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial.”  

Entrevista realizada por Pedro Marin da Revista Opera.  Pedro Marin – 22 de agosto de 2015. Foto: Reuters
Como larvas que brotam da terra, surgiram, repentinamente, os homens das túnicas turvas nas dunas do Iraque. É o que faz parecer a cobertura midiática ocidental em relação ao Estado Islâmico: de uma hora pra outra, o grande inimigo global, capaz de destroçar cidades, deixou de ser a Al Qaeda, e novos inimigos surgiram no horizonte.

A peleja de Flávio Dino pelo MA e contra os Sarney

Governador relata sete meses sob fogo cruzado da oligarquia deposta. A luta contra a miséria. A tentativa de diversificar a economia. O raio-X da corrupção.

Entrevista a Luiz Carlos Azenha, no Viomundo  – 25 DE AGOSTO DE 2015
 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

As mulheres nas religiões

O Papa João Paulo I disse que Deus tanto é Pai como Mãe e, estando para lá do sexo, também poderia ser representado como mulher. O Vaticano não gostou. Mas é neste contexto do feminino de Deus que se conta uma estória.
Ao contrário do que se lê e diz, Deus criou primeiro Eva e não Adão. Eva aborrecia-se, sentia-se só e pediu a Deus alguém semelhante a ela, com quem pudesse conviver e partilhar. Deus criou então Adão, mas com uma condição: para não ferir a sua susceptibilidade, Eva nunca lhe diria que foi criada antes dele. “Isso fica um segredo entre nós…, entre mulheres!”

Igreja \ Igreja na América

Card. Turkson: conversão ecológica deve chegar no dia a dia das pessoas


Cardeal Turkson - RV

25/08/2015 13:35

A financeirização da política social: o caso brasileiro

"A inclusão financeira é o novo mantra do credo neoliberal. Nesse cenário, a inovação financeira elege a modalidade “empréstimos individuais vinculados à renda” como um dos eixos da dinâmica ampliada de securitização. Essa é apenas uma das frentes de atuação em que ela vai certamente ganhar ainda mais estofo e seguir inovando", escreve Lena Lavinas, professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, refletindo sobre como as políticas sociais são dependentes dos mecanismos financeiros.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Comunidade de Santo Egídio: "A verdadeira emergência não são os refugiados, e sim a guerra"

Comunidade de Santo Egídio lançou um novo apelo em favor dos refugiados, ao mesmo tempo em que se prepara para o encontro internacional pela paz, no próximo mês, em Tirana, capital da Albânia.

Manifesto de juristas pela legalidade e contra o punitivismo



DOCUMENTO


Adital
Documento é assinado, entre outros, pelo presidente de Adital prof. Manfredo de Oliveira.
Carta do Rio de Janeiro escrita no II Seminário de Direito Penal, Criminologia e Processo Penal em homenagem ao Professor Dr. Winfried Hassemer

'Vocês são semeadores de mudança'



Fr. Marcos Sassatelli


Adital
Neste 3º artigo sobre o 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares destaco o segundo ponto marcante do Discurso do Papa Francisco: vocês são semeadores de mudança.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Papa Francisco \ Angelus

Papa Francisco: as palavras de Jesus colocam em crise o espírito do mundo


Momento do Angelus na Praça São Pedro - ANSA

23/08/2015 13:54

“'Jabuticabas' consolidaram subtributação do lucro no Brasil”

Dados recém-divulgados pela Receita Federal mostraram como os ricos pagam pouco imposto no Brasil. Uma das principais razões da boa vida é uma lei prestes a completar vinte anos, a 9.249. Ela garante duas alegrias ao andar de cima. Isenta de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) o dinheiro recebido por donos e acionistas de empresas na forma de lucros e dividendos. E permite às firmas inventar uma despesa, os juros sobre capital próprio, para reduzir o lucro sobre o qual pagam Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Quando Capitalismo não rima com Democracia



Michel Löwy


Adital
Para pensamento político tradicional, dois conceitos são complementares. Mas Europa demonstra algo que Max Weber já intuia: liberdade não pode florescer sob leis de mercado
Vamos começar com uma citação de um ensaio sobre a democracia burguesa na Rússia, escrita em 1906, após a derrota da primeira revolução, de 1905:
"É profundamente ridículo acreditar que existe uma afinidade eletiva entre o grande capitalismo, da maneira como atualmente é importado para a Rússia, e bem estabelecido nos Estados Unidos (…), e a ‘democracia’ ou ‘liberdade’ (em todos os significados possíveis da palavra); a questão verdadeira deveria ser: como essas coisas podem ser mesmo ‘possíveis’, a longo prazo, sob a dominação capitalista?” [1]

sábado, 22 de agosto de 2015

Desafio da fé autêntica

Dom José Alberto Moura
Arcebispo de Montes Claros (MG)

Muitos iam atrás de Jesus para buscar dele alguma cura ou solução de problemas. De fato, Jesus mostrou seu poder divino também através de muitos milagres. Mas a um certo ponto Ele testou a fé das pessoas, dizendo que daria sua carne para elas comerem e que ninguém pode se salvar se não através da ação do Pai. Muitos não O seguiram mais (Cf. João 6,56.65-69). Ele perguntou aos apóstolos se também eles não queriam abandoná-lo. Pedro logo reconheceu que somente Jesus pode dar a vida eterna.
 

Implicações da descriminalização do uso de drogas para a Saúde Pública



DOCUMENTO


Adital
Uma Nota de Profissionais e Estudiosos da Saúde
Agosto de 2015
O iminente julgamento pelo Supremo Tribunal Federal de um recurso extraordinário que questiona a constitucionalidade da criminalização do porte de drogas para uso pessoal tem suscitado inúmeras manifestações da sociedade civil.

Somos feias mas estamos aqui: 'nou lèd, nou la'



Leonardo Boff


Adital
Uma das histórias mais comovedoras que tenho lido ultimamente vem de uma escritora haitiana, nascida em 1969, vivendo há muitos anos nos USA: Edwidge Danticat (ver em perterjose604@yahoo.com.br). Fundamentalmente conta as histórias que ouviu de sua avó negra, nas longas noites dos apagões costumeiros do pobre Haiti.

Francisco: o céu inicia na comunhão com Jesus

Por Padre Geovane Saraiva*
geovane200
A Eucaristia é Jesus mesmo que se doa por inteiro a seu povo. Alimentar-se dele, mistério inefável,  quer dizer habitar nele mediante a comunhão eucarística, acolhida com muita fé. A partir do Filho de Deus, pão descido do céu, a vida das pessoas, evidentemente, se transforma em dom para Deus e para os irmãos. Alimentar-se daquele “Pão da Vida” significa entrar em sintonia com o coração de Cristo e colocar na mente e no coração seu projeto de amor para com a humanidade, nas palavras do Papa Francisco logo no início do seu pontificado (17/03/2013): “Sejam mais indulgentes e não tão apressados em condenar as falhas dos outros; um pouco de misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo”. Isso significa verdadeiramente entrar em comunhão com Deus, como criaturas transformadas, alegres e felizes, homens e mulheres de paz,  perdão, reconciliação e partilha solidária, associados ao amor salvífico de Deus,  no exemplo do Salvador da humanidade.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Crise econômica é reflexo da crise do Estado brasileiro. Entrevista especial com Reinaldo Gonçalves

     “A questão não é a política macroeconômica, e sim o modelo de desenvolvimento. A única saída é a ruptura com o Modelo Liberal Periférico”, afirma o economista.
Imagem: 1momento.com.br
As causas centrais da crise econômica brasileira não estão relacionadas à “queda da receita tributária”, mas à “rigidez, má alocação e desperdício nos gastos (inclusive, o serviço da dívida pública)”, diz Reinaldo Gonçalves à IHU On-Line, na entrevista que segue, concedida por e-mail. Ao comentar a atual conjuntura, o economista frisa que “a questão política relevante” a ser levada em conta é a crise de legitimidade do Estado brasileiro. “Há alguns anos, estamos atolados em uma séria crise de legitimidade do Estado (descrença na capacidade do governo Dilma de resolver os problemas de curto, médio e longo prazos). Da mesma forma que os protestos populares de 2013, os atuais protestos decorrem, em grande medida, dessa crise”, avalia.

“Assim como Jesus, Francisco nada teme. Nem sequer se preocupa com sua segurança pessoal”. Entrevista com Frei Betto

Frei Betto concedeu-nos uma entrevista sobre a próxima viagem do Papa Francisco a Cuba e aos Estados Unidos. O mesmo que disse em 2014, após seu rápido encontro com o Papa, que se tivesse tido mais tempo teria conversado com Francisco sobre “a mudança do estatuto da mulher na Igreja, pois a mulher até hoje é considerada um ser inferior, por isso não pode ser sacerdotisa; falaria de Cuba, pediria para que ele interviesse na libertação de cinco cubanos e falaria sobre a importância da valorização dos movimentos sociais”. Como podemos ver, quase todas as coisas que lhe teria que dizer há um ano, hoje já se realizaram. Um visionário, um profeta. Como ele verá a próxima visita de Francisco a Cuba e aos Estados Unidos.
 

São Bernardo Doutor da Igreja

 
No dia 20 de agosto a Igreja Católica celebra a Festa de São Bernardo, Abade e Doutor da Igreja. Nasceu no ano 1090 perto da cidade de Dijon na França. Filho de uma família nobre na qual recebeu educação esmerada. Aos 22 anos deu adeus ao mundo junto com outros 30 jovens e entrou no novo mosteiro do Cister, recém-fundado por São Roberto (1098). Admitido no ano 1111 entre os Monges Cistercienses foi eleito três anos depois, abade do Mosteiro de Claraval.
 
 
 
 

Igreja \ Igreja na América

Dom Cláudio: REPAM quer ser um serviço válido para as grandes questões da Amazônia



"Queremos ser simples e abertos ao diálogo, sem deixar de ser proféticos, denunciando o que deve ser denunciado", diz Dom Cláudio Hummes - REUTERS

17/08/2015 19:25

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

De Onde vem a Tradição do Cerco de Jericó?

Pe_AbimaelDE ONDE VEM A TRADIÇÃO DO CERCO DE JERICÓ?
 
Não se trata de uma tradição da Igreja como patrimônio litúrgico ou doutrinal, mas de uma tradição popular, que nasceu uma experiência de piedade. Suas origens como organismo de agrupamento para a oração tem origem na Polônia do século XX, entre 1978-1979. Mas a fonte inspiradora se encontra na Palavra de Deus, na passagem da invasão de Jericó pelos israelitas.
 
 
 

Vaticano \ Documentos

Divulgado tema do 102º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

Migrantes fugidos da pobreza na África e das guerras no Oriente Médio têm como meta principal a Alemanha, França e Inglaterra - REUTERS
20/08/2015 12:01

"A democracia brasileira é chata. Não entusiasma ninguém". Entrevista especial com Francisco de Oliveira

“No Brasil, ao invés de nos aproximarmos do modelo social-democrata europeu, nossa aproximação é com os EUA, onde a diferença entre republicanos e democratas é banal”, diz o sociólogo.
Foto: http://itv.org.br
Dizer que há uma crise econômica no Brasil é “um exagero”, e as crises políticas, como a que o país vive atualmente, “são como montanha russa, não se fixam se não tiver uma crise econômica junto”.
As afirmações são do sociólogo Francisco de Oliveira em entrevista concedida à IHU On-Line. Na avaliação dele, o que explica as conturbações conjunturais deste momento é o fato de que a “convergência entre o crescimento da economia e as forças políticas está muito esgarçada”, ou seja, “há uma divergência hoje entre as forças econômicas e as forças políticas” e “essa é a razão maior da crise”.
Essa divergência, explica, ocorre porque o Estado deixou de ser protagonista no sentido de “desenhar os rumos da economia”, tal como foi durante o governo Vargas. “Seja com a Dilma ou qualquer outro presidente, FHC ou mesmo o Lula de novo, o Estado não tem mais a importância que tinha na era Vargas. Isso acontece porque a economia mudou, e a economia brasileira é mais poderosa hoje e importante internacionalmente, e a ação do Estado é menos decisiva. Ou seja, não se mudam as relações de força no interior da economia como se mudava antes”, constata.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Papa Francisco \ Audiência Geral

“O trabalho é sagrado e dignifica a família”
Vendedor ambulante nas ruas do Rio de Janeiro - REUTERS

19/08/2015 11:02

Carta aberta a um padre jovem

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A Igreja Católica comemora em agosto, o mês das vocações. E logo no início, 04 de agosto, é considerado como “o dia do padre”. Por isso, esse mês é uma boa ocasião para divulgar essa carta aberta, escrita a um jovem padre.
Marcelo Barros – 12/08/201 – Adital
 
Caro irmão padre…
Você afirmou publicamente que sou revolucionário e contra as leis da Igreja. Declara-se “conservador”, contrário à Teologia da Libertação e a esse papa atual.

Crise política: não há disputa. Há uma composição. Entrevista especial com Marcelo Castañeda

“Haverá um distanciamento cada vez maior das instituições políticas dos anseios da população com o fechamento do sistema político em si, o que soa trágico”, afirma o pesquisador.
Imagem: www.mundoeducacao.com
Dizer que a Agenda Brasil é uma proposta do Senador Renan Calheiros “não esconde o fato de existir uma aliança cada vez mais forte entre PT e PMDB, com protagonismo deste último em relação ao primeiro”, diz Marcelo Castañeda em entrevista à IHU On-Line.

Na avaliação dele, as 29 propostas da Agenda Brasil “traduzem um desejo tanto de Dilma quanto do PT para tentar recuperar o prumo do neodesenvolvimentismo como pano de fundo do neoliberalismo em voga”.
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, Castañeda pergunta: “Que espaço para golpe existe com apoio do PMDB, da Globo, das principais empresas do país?” Se houve golpe, frisa, “ele foi dado pelo próprio PT ao longo dos seus governos, mas em especial a partir de junho de 2013, quando, para mim, o partido morreu como possibilidade de construir alternativas à esquerda na medida em que preferiu a repressão ao diálogo”. Segundo ele, a “governabilidade”, que justifica as ações do governo e suas coligações ao longo dos últimos 14 anos, mostra ainda que “não parece haver qualquer disputa entre a ‘força paulista’ e as demais forças e grupos, mas uma composição”.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A igreja do não e a igreja do sim



Frei Betto


Adital
O teólogo Antônio Moser costuma repetir que há a Igreja do Não e outra do Sim. Fui catequizado na Igreja do Não. Pecado tinha nome: sexo. Era pecado se masturbar, apreciar o corpo de uma mulher, ter "maus pensamentos”.

O longo caminho em busca do Outro. Entrevista especial com Roger Haight

"Temos que tentar ir além da simples tolerância e nos esforçarmos para aprender uns com os outros", afirma o teólogo. 
Imagem: geledes.org.br
Vivemos em um mundo em constantes e rápidas transformações, mas, afinal, o que ou quem decide o que é tolerável nesse contexto? Longe de ter uma resposta pronta para o tema, Roger Haight, em entrevista por e-mail à IHU On-Line, explica que algumas culturas, inclusive religiosas, definem-se na comparação com outras, o que inclui o ódio a grupos distintos. “Qualquer religião que promova a intolerância de outras religiões acaba por desacreditar-se. Essa é a revelação da globalização”, defende. “Temos que tentar ir além da simples tolerância e nos esforçarmos para aprender uns com os outros. A história está indo em frente, e eu tenho esperança de que um dia o diálogo inter-religioso não será mais uma formalidade tensa, mas uma maneira espontânea de viver”, complementa.

Haight explica que, mesmo tendo passado quase cinco séculos do Iluminismo, não significa que a sociedade europeia seja iluminista, e critica uma valorização extremada do conceito. “Para saber se uma sociedade é iluminada, deve-se levar em consideração a formação educacional em geral e muitos outros fatores. Assim como culturas baseadas na religião, muitas pessoas no primeiro mundo nunca passaram por um período de autocrítica salutar. O Iluminismo é um conceito social sobrevalorizado”, avalia.

A passeata de 16 de agosto é o fim de um ciclo político

Hoje encerra-se oficialmente um ciclo político no país: o da intolerância. Multidões ainda sairão às ruas como renas amestradas. Baterão panelas atrás do impeachment e cabeças atrás de ideias. E não terão nem uma, nem outra.
 
Gradativamente a grande besta será recolhida de volta à jaula pela ação combinada de lideranças políticas efetivas de ambos os lados, grupos econômicos e grupos de mídia.
 
Em parte, devido à conclusão de que o petismo foi definitivamente derrotado. Se acabou ou não, o futuro dirá. Mas, neste momento, jogar mais lenha na fogueira seria passar o bastão para os piromaníacos e não se ter mais o controle da turba. O atentado contra o Instituto Lula é a prova definitiva da marcha da insensatez.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

ETAPAS DA VIDA HUMANA

Há muitas formas de entendermos a vida humana. Uns creem em Deus, outros não. Uns defendem a ressurreição outros a reencarnação. Cada um tem suas convicções, sua forma de ver a realidade. Afinal, somos nossas crenças. Estive na Índia e visitando templos dedicados aos deuses (80% da população é hinduísta, 2% católica), admirava as expressões de fé daquela gente. Vivemos e sentimos a vida a partir das nossas crenças, da nossa formação consciente e até inconsciente. O importante é o respeito à diversidade de crenças e lutarmos pela liberdade e dignidade da pessoa humana, quando esta está sendo desrespeitada, o que muito acontece no dia a dia.

Francisco: Paz e diálogo para o mundo

Padre Geovane Saraiva*

A vida eterna se dar na reconciliação com Deus, em primeiro lugar, através da realidade existencial das pessoas, totalmente preenchida e pacificada na acolhida das manifestações dos sinais da graça de Deus, perpetuada após a vida terrena, alimentada evidentemente com Jesus pão da vida, pão descido do céu (cf. Jo 6, 41-51). Ele que se deu a conhecer, convence-nos do dom de sua graça, no qual somos chamados a ser seus seguidores, que no exemplo do profeta Elias, indica-nos um longo caminho a percorrer (cf. 1Rs 19, 4-8).

Arcebispo Auza:

voz de Francisco cada vez mais ouvida na Onu
O Papa Francisco e o Secretário Geral da Onu, Ban Ki-moon - ANSA

13/08/2015 16:45

Umbanda, religião e resistência



Noticias Aliadas


Adital
Paolo Moiola*
Sobre a porta de entrada, na parede verde, reza a inscrição: "Casa de Produtos de Umbanda São Jorge”. No interior, as estantes estão repletas de incensos e produtos naturais para propiciar todo gênero de propósitos (desde amor até dinheiro), e estátuas de várias dimensões, com as descrições de santos católicos ou de outras pessoas.

sábado, 15 de agosto de 2015

Os explicadores do Brasil.


Eduardo Hoornaert.

(14/08/2015)

No momento pipocam por toda parte explicações da situação atual no Brasil, principalmente na Internet, mas também na rádio, na TV e nos jornais. Enumero algumas:

- O Brasil está em crise. Nos grandes meios de comunicação, essa afirmação é hoje um postulado. Mas não se explica o que se entende por ‘crise’. Em 1939, quando eu tinha 9 anos, o país em que nasci estava em ‘crise’: as pessoas estocavam alimentos e todos sentiam que a guerra se aproximava. Isso era crise. Neste momento, no Brasil, os preços aumentam, o consumo diminui, mas será que isso é crise? O fato de alguns deixarem de viajar a Orlando com a família porque o dólar está alto é sinal de crise? É o que se diz na TV. Minha impressão é que os grandes meios de comunicação têm interesse em falar em ‘crise’.

A festa da Assunção

No dia 15 de agosto a Igreja Católica celebra a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. A Assunção de Maria é dogma católico solenemente definido através da Constituição “Munificentissimus Deus” do 1º. de novembro de 1950 pelo Papa Pio Xll.  O texto da proclamação dogmática não afirma que Maria foi elevada ao céu, mas à “Glória celeste”. Não se afirma, portanto, um deslocamento espacial nem uma nova localização, mas a transfiguração do seu corpo e a passagem de sua condição terrestre à condição gloriosa da totalidade de sua pessoa, isto é, corpo e alma. (cf. C. A. Contieri SJ, in A Bíblia Dia a Dia, Paulinas, 2015). A crença universal neste mistério havia sido confirmada anteriormente por todo o episcopado católico consultado em 1946. Liturgicamente a Festa da Assunção é celebrada na Igreja Católica no domingo subsequente ao dia 15 de agosto.
 

PAPA FRANCISCO

F

Maria nos oferece um refúgio seguro


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco tuitou nesta quinta-feira (13/08): “Maria é cheia de graça. Ela nos oferece um refúgio seguro no momento da tentação.”
No próximo sábado (15/08), Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, o Papa Francisco assomará à janela do apartamento pontifício para rezar a oração mariana do Angelus com os fieis que estiverem na Praça São Pedro. A Igreja no Brasil celebrará essa solenidade no domingo, 16.

Como os bancos tornaram-se uma ameaça global



Joseph E. Stiglitz


Adital
A III Conferência Internacional de Financiamento para o Desenvolvimento reuniu-se recentemente na capital da Etiópia, Adis Abeba. A conferência aconteceu num momento em que os países em desenvolvimento e mercados emergentes demonstraram capacidade para absorver produtivamente enormes volumes de recursos. As tarefas que esses países estão assumindo – investindo em infraestrutura (estradas, geração de energia, portos e muito mais), construindo cidades onde um dia viverão bilhões de pessoas e movendo-se em direção a uma economia verde – são verdadeiramente enormes.

Como me tornei uma anarquista



“Para o anarquista um ser humano, portanto, é sempre usado como fim e não como meio – e um ser humano que vive de salário, e que, assim, aluga seu intelecto e seu físico para que alguém obtenha lucro, está sendo usado como meio e não como fim. O anarquista é contra a exploração do homem pelo homem, do forte pelo fraco. Por isso o anarquismo, como me foi explicado, é um movimento que cabe aqueles que desejam mudar o mundo e não apenas entendê-lo”.
 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Presidente da CNBB: "O povo já não aguenta mais tanta corrupção"

Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha considera missão da Igreja participar da política. Mas a atuação segue os propósitos católicos, baseados na ética e no bem comum, diferentemente dos interesses partidários e corporativos que ditam governos e campanhas eleitorais. Atento observador da sociedade, o arcebispo afirma que, em tempos de crise, a Igreja tem de exercer o papel do profeta: questionar, transformar, sem receio de desagradar ao senso comum. Esse posicionamento explica a decepção com a atabalhoada reforma política conduzida no Congresso — “a gente esperava muito mais” — e a ressalva ao pacto pela governabilidade — “Um pacto não vai deixar de lado, por exemplo, a luta contra a corrupção”.

‘Como é que você vai botar o pobre ali?’, diz bilionário ‘dono da Barra da Tijuca’

Dono de mais de 10 milhões de metros quadrados de terras na Barra da Tijuca – bairro que sediará grande parte das instalações da Olimpíada do Rio 2016 – , o engenheiro Carlos Carvalho, conhecido como "dono da Barra", classifica os Jogos como uma "benesse de Deus" para o Rio de Janeiro. 
Aos 91 anos e, desde 1951, único acionista à frente da empreiteira Carvalho Hosken (avaliada em R$ 15 bilhões), ele participa de obras no Parque Olímpico, ao lado da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, onde, por meio de uma Parceria Público Privada (PPP), o consórcio construirá empreendimentos imobiliários a partir de 2018, em troca de quase R$ 1 bilhão de investimentos para custear a Olimpíada.

PAPA FRANCISCO

Papa: a festa é um presente de Deus, não a estraguemos


Papa abençoa família durante a audiência geral - ANSA
12/08/2015 10:52

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Redução da maioridade penal: “O crime só inclui quando o Estado exclui”. Entrevista especial com Ariel de Castro Alves

“Onde os adolescentes serão mantidos já que não existem vagas no Sistema Penitenciário?”, questiona o advogado.
Imagem: acciolytk.blogspot.com.br
A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição – PEC 171, que trata da redução da maioridade penal, “vai gerar mais insegurança pública”, adverte Ariel de Castro Alves. A afirmação do advogado é amparada nos dados do Ministério da Justiça, que demonstram que a reincidência no Sistema Prisional Brasileiro chega a 70%, enquanto “no sistema de internação de adolescentes, por mais que existam problemas, porque muitos estados ainda não cumprem a Lei, estima-se reincidência em torno de 30%”.

A Agenda que não enxerga o Brasil

"A Agenda Brasil, plano de recuperação econômica divulgado hoje pelo Governo Federal, é uma proposta que destroi o Brasil antes de salvá-lo", afirma o Greenpeace, 11-08-2015.
 
Segundo o movimento, "é impossível salvar o Brasil destruindo o Brasil".
 
Eis o comentário.
 
A Agenda Brasil, plano de recuperação econômica divulgado hoje pelo Governo Federal, é uma proposta que destroi o Brasil antes de salvá-lo. Conjunto de ONGs lança manifesto rechaçando medidas.

Papa Francisco se une à batalha contra os transgênicos



IPS


Adital
Por Emilio Godoy
Há alguns séculos atrás, a indústria da biotecnologia poderia ter comprado uma bula para autorizar seus pecados e obter a redenção prévia. Porém, em sua ecológica encíclica Laudato si, o papa Francisco condenou os organismos geneticamente modificados (OGM) sem perdão possível.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

E se a crise da Europa e dos EUA durasse 200 anos? Assim é no Haiti, um país invisível



Contrainjerencia


Adital
Por Vicky Pelaez
Estamos acostumados a falar sobre a crise econômica que tem afetado, durante os últimos sete anos, o bem-estar dos norte-americanos e europeus, mas sequer imaginamos o que aconteceria se a crise atual durasse mais de 200 anos. Qualquer um diria que isso é impossível.

Papa Francisco \ Encontros e Eventos

Francisco anuncia a Mensagem para o 49º Dia Mundial da Paz


A mensagem para o 49º Dia Mundial da Paz é a terceira redigida por Francisco - AFP

11/08/2015 13:58