quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Populismo pós-estrutural de Laclau e Multidão de Negri-Hardt: caminhos para compreender o nosso tempo. Entrevista especial com Bruno Cava


Por: João Vitor Santos | 14 Agosto 2017
 
 

    Numa primeira incursão na teoria do argentino Ernesto Laclau, é possível associar algumas de suas perspectivas às do italiano Antonio Negri. Afinal, ambos se veem diante de movimentações políticas em que a mobilização de teorias existentes parece não dar mais conta de explicar. É uma associação possível, mas essa aproximação requer que seja feita com mais vagar, como recomenda Bruno Cava: “Máquina-Negri, Máquina-Laclau, operam diferente, fazem coisas diferentes, outros usos e funcionamentos”. Para ele, não é que não haja pontos em comum. “Em geral, dois filósofos são incompossíveis, não porque as respostas e soluções divirjam, mas porque colocam as suas perguntas de maneira diversa, têm inquietações e problemas qualitativamente diferentes”, explica.

    quarta-feira, 16 de agosto de 2017

    Bauman e Francisco, o caminho que leva o mundo globalizado de volta ao Evangelho. Artigo de Alberto Melloni

    “A análise de Bauman sobre a pós-modernidade serve a Francisco porque, nela, ele encontra a dramaticidade do próprio Evangelho.”

    A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha.

    O verão de Bergoglio, lendo Bauman

    Paolo Rodari – 10 Agosto 2017 – Foto: www.newecclesia.it
    Os livros de Zygmunt Bauman acompanham o verão romano de Francisco. O papa, no calor de Roma, ciente das muitas pessoas que veem nele um guia espiritual e moral de autoridade, e entre elas muitos jovens, usa algumas horas livres que a suspensão dos compromissos públicos lhe concede para estudar os textos daquele que, melhor do que outros, segundo ele, pode ajudá-lo a entrar no coração da sociedade atual: Zygmunt Bauman.A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 09-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

    terça-feira, 15 de agosto de 2017

    ENTREVISTA E LIVROS – PADRE LUÍS GUERREIRO

    Francisco Salatiel Alencar Barbosa – 20 de novembro de 2009
    “Quando do Vaticano II, eu era um padre jovem, estudei em Roma e deixei-me embalar, como tantos, com a perspectiva de uma Igreja diferente, renovada, mais viva, e isso não aconteceu. O paquiderme não sentiu ou ignorou a passagem da aragem do Espírito.
    Em vez de uma Igreja participativa, de irmãos, mais consentânea com o Evangelho, ela continuou submissa a um monarca absoluto, dogmático, infalível, monopolizador do Espírito.”
    Os fiéis são os que quase divinizaram o Papa e obedecem cegamente, como eternas crianças. Os bispos esqueceram-se de que são tão sucessores dos Apóstolos como o bispo de Roma e fazem o mesmo: calam-se e obedecem; sob pretexto de preservar a unidade, parecem não notar que o que está em causa muitas vezes é a verdade.
     

    segunda-feira, 14 de agosto de 2017

    Um bispo negro toma a frente e proclama: a homossexualidade é um dom de Deus


    Mauro Lopes – 07 Agosto 2017
    Um bispo negro, no sertão do Nordeste, com uma trajetória entre os pobres do RioMinas e São Paulo, nomeado em 2014 pelo Papa Francisco, chacoalhou a Igreja Católica, abriu os portões de ferro da falsidade e do preconceito e proclamou, profeticamente: a homossexualidade é um dom de Deus.
    Foi dom Antônio Carlos Cruz Santos, religioso da congregação dos Missionários do Sagrado Coração de Jesus, bispo de Caicó, no sertão do Rio Grande do Norte. Ele afirmou que o preconceito contra os homossexuais está em linha direta com o preconceito contra os negros e a escravidão e acusou os conservadores católicos de falta de misericórdia.

    sexta-feira, 11 de agosto de 2017

    O populismo segundo Ernesto Laclau. Conceito-chave para pensar a democracia radical e plural

    A complexa Argentina que levou Perón à Casa Rosada não cabia nas categorias históricas do marxismo. Na tentativa de compreender o fenômeno, Ernesto Laclau(1935-2014) deu um passo adiante nos debates sobre a luta de classes e passou a construir um conceito que o tornou notável: o populismo. É justamente no contexto do peronismo que ele vê emergir um antagonismo pluralista em que os conflitos sociais convivem harmonicamente e, juntos, geram demandas comuns, sendo capazes de se insurgir como alternativa ao poder hegemônico instituído. Laclau passa a perceber na articulação do povo em sua multiplicidade, o desencadeamento de outra perspectiva de democracia. É da resistência e da rebelião, e não da exploração, que começa a política. Enfim, para Laclau, “o populismo é muito mais do que um estigma, uma anomalia, uma saída dos trilhos da normalidade; é um conceito-chave para pensar a política”, constata Myriam Southwell, aluna do sociólogo argentino.

    quinta-feira, 10 de agosto de 2017

    Revolução 4.0? A revelação da "iconomia": integração do conhecimento ao lado da terra, capital e trabalho na organização sócio-econômica. Entrevista especial com Gilson Schwartz

    Por: Ricardo Machado | Edição Patricia Fachin | 06 Agosto 2017
     

      Revolução 4.0” é mais uma expressão da moda, uma “buzzword”, “como já foi a ‘Web 2.0’, a ‘blogosfera’ ou a ‘gamificação’”, diz o economista e sociólogo Gilson Schwartz à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Segundo ele, todas as “revoluções”, incluindo as tecnológicas, “são momentos em que se criam expectativas generalizadas de mudança de etapa no ciclo ou até emergência de novos ciclos e horizontes, como ocorre atualmente, sem que se tenha nome ainda para o que vem por aí (A revolução 5.0? O fim da relação salarial? A psicobiologia pós-robótica?)”, questiona.

      quarta-feira, 9 de agosto de 2017

      Bispos das Pastorais Sociais divulgam mensagem após encontro

      Foto: CNBB  02/08/2017

      Os bispos que compõem a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora e os referenciais das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicaram uma mensagem ao final do encontro realizado em Brasília, nos dias 31 de julho e 1º de agosto.  Na ocasião, os prelados procuraram “luzes para a atuação da Igreja no Brasil frente aos novos desafios da nossa realidade”.
      “Clamam aos céus, hoje, as muitas situações angustiantes do Brasil, entre as quais o desemprego colossal, o rompimento da ordem democrática e o desmonte da legislação trabalhista e social”, lê-se no texto.

      terça-feira, 8 de agosto de 2017

      Tráfico de pessoas é “um tumor mundial”, diz dom José Luiz Azcona, bispo-emérito de Marajó (PA)

      CNBB – Assessoria de Imprensa – 02/08/2017

      O agostiniano recoleto, nascido em Navarra, na Espanha, Dom José Luiz Azcona, tem uma história de grande significado para a luta contra o tráfico humano de pessoas e a prostituição infantil, especialmente na Ilha do Marajó, no Pará. Nomeado bispo por São João Paulo II, em 1987, ele permaneceu na prelazia marajoara até a renúncia ao governo pastoral, no ano passado. Como bispo emérito, ele participou da reunião promovida pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, em Brasília, encerrada nesta terça-feira, 01 de agosto. Dom Azcona está entre as pessoas ameaçadas de morte. Depois que se tornou emérito, dom Azcona continua morando no Marajó. Ele falou com a Assessoria de Imprensa da CNBB.

      segunda-feira, 7 de agosto de 2017

      O DRAMA DA ESCRAVIDÃO MODERNA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA CHEGA À TV CULTURA

      Edmilson, trabalhador aliciado para o desmatamento na Amazônia, sofre em condições análogas à escravidão

      Forest Comunicação  – 3/08/2017
      Foto: Edmilson, sofre em condições de escravidão
      “A minissérie, com a participação especial de André de Biase e Patrícya Travassos, estreia às 24h30 do dia 6 de agosto na TV CulturaNo primeiro episódio, o público acompanha a jornada de Edmilson, aliciado para o desmatamento no meio da Floresta Amazônica. Vítima de condições degradantes, Edmilson conta com a sorte para salvar a sua vida.”

      Aos 90 anos, marceneiro que virou padre após ter 12 filhos e ficar viúvo celebra missas diárias


      Aline Albuquerque – 04/08/17
      José Brombal fala sobre reviravolta depois da morte da esposa em 1986 e vida em paróquia de Jundiaí (SP). É na Catedral Nossa Senhora do Desaterro em Jundiaí (SP) que o padre José Brombal celebra missas diariamente com muito carisma e disposição. Mas quem vê o pároco de 90 anos dominando os rituais da Igreja Católica, não tem ideia do quanto sua vida mudou quando decidiu largar a marcenaria para se dedicar ao seminário.
      No Dia do Pároco, celebrado na sexta-feira (4), o G1 reuniu histórias diferentes de padres na região de Sorocaba e Jundiaí. G1 reuniu outras histórias diferentes para comemorar Dia do Pároco.

      terça-feira, 25 de julho de 2017

      Jesus líquido

      Eduardo Hoornaert 
      O maior erro do conhecimento

      consiste em confundir proposições

      (Wittgenstein)

      Em seu filme ‘Andrei Rublev’ (1966), o cineasta russo Tarkovski conta que Rublev (início do século XV), excelente pintor de ícones bizantinos, ao ser convidado pelo Patriarca de Moscou a pintar o quadro do Último Juízo para a Catedral da Anunciação no Kremlin, não consegue executar a obra. Não consegue pintar um Jesus a condenar os pecadores a um inferno sem fim. Um século depois, em Roma, Michelangelo não vê problema nisso. Convidado a pintar o mesmo quadro para a Capela Sistina no Vaticano, pinta um Jesus que, com um só gesto de seu poderoso braço, condena uma parcela da humanidade ao inferno, enquanto eleva a outra parte à eterna felicidade do céu. Ao contrário de Michelangelo, Rublev não suporta a imagem de um Jesus que condena ao inferno.

      sexta-feira, 21 de julho de 2017

      A crise brasileira no contexto da nova guerra fria


       O problema fundamental da crise brasileira não está na corrupção que é endêmica e tolerada pelas instâncias oficiais, porque dela se beneficiam. Se fossem resgatados os milhões e milhões de reais que anualmente os grandes bancos e as empresas deixam de recolher ao INSS, tornaria supérflua uma reforma da Previdência.

      O problema não é apenas Lula ou Dilma e muito menos Temer.  O centro da questão é a disputa no quadro da nova guerra-fria entre USA e China: quem vai controlar a sétima economia mundial e como alinhá-la à lógica do Império norte-americano, impedindo a penetração da China nos nossos países, especialmente no Brasil pois ela precisa manter seu crescimento com recursos que nós possuímos.

      segunda-feira, 10 de julho de 2017

      DOM PEDRO CASALDÁLIGA CONVERSA COM DEUS SOBRE COMO TEMER FOI PARAR LÁ


      BRASÍLIA: A SODOMA E GOMORRA DE PINDORAMA
      Por José Ribamar Bessa, em seu site
      No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) soltou o deputado Rocha Loures (PMDB, vixe vixe) e negou o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB vixe vixe), o Criador do Universo, escoltado por um querubim e um serafim, apareceu a Dom Pedro Casaldáliga, de 89 anos. O bispo emérito de São Félix do Araguaia descansava às margens do rio Xingu, na área alagada da Cachoeira do Limão, debaixo da última árvore que sobreviveu ao desmatamento da Hidrelétrica de Belo Monte. Levantou os olhos e prostrou-se descalço sobre a terra vermelha diante da face divina:

      sábado, 8 de julho de 2017

      MANFREDO ARAÚJO DE OLIVEIRA: "O GRAVE MOMENTO NACIONAL"

      Manfredo Araújo de Oliveira  -  01/07/2017 manfredo.oliveira2012@gmail.com
      Este é o título de uma declaração recente da presidência da CNBB quase desconhecida pela mídia nacional. A primeira afirmação é de que vivemos hoje num país perplexo diante de agentes públicos e privados que abandonaram princípios morais, o que se mostra numa relação promíscua entre interesses públicos e privados, a raiz primeira dos escândalos de corrupção. Estes princípios constituem a base indispensável de uma nação justa e fraterna. O texto mostra que não se compreendem princípios morais somente como critérios normativos de ações individuais, mas igualmente daquilo que os gregos chamaram de política: a normatividade relativa às instituições sociais que configuram a vida coletiva.

      sexta-feira, 7 de julho de 2017

      Pell demonstra ao Colégio Cardinalício que os gostos conservadores e autoritários não devem bastar na escolha dos bispos. Também aqui, nesse Colégio, ele não vê a hora de que a primavera evangélica do Papa Francisco acabe.”

      A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha. O artigo foi publicado no jornal La Repubblica, 30-06-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

      quinta-feira, 6 de julho de 2017

      “É tolice e miopia fazer os idosos trabalhar enquanto os jovens estão desempregados”: o discurso do papa aos sindicalistas italianos

      Santo Padre Francisco recebeu em audiência os delegados da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (CISL), por ocasião do XVIII Congresso Nacional sobre o tema: “Pela pessoa, pelo trabalho” (28 de junho a 1º de julho de 2017).

      O discurso foi publicado por Sala de Imprensa da Santa Sé, 28-06-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

      quarta-feira, 5 de julho de 2017

      Em busca de Jesus irônico

      Eduardo Hoornaert.

      Por vezes me pergunto por que os católicos se mostram tão desprovidos de ironia, eles que se dizem seguidores de Jesus, aquele judeu que costumava incomodar as autoridades de seu tempo por suas posturas irônicas. Então pensei em escrever algumas linhas sobre esse tema. Proponho que abordemos o tema em sete parágrafos. (1). No primeiro fazemos uma ingressão na nossa herança ancestral e nela descobrimos que a ironia é uma qualidade que temos em comum com diversas espécies de animais. (2). Acontece que o processo civilizador, em que estamos inseridos desde alguns milênios, não combina com ironia e costuma rejeitá-la. (3). De outro lado, as culturas criam, em contraposição com esse processo civilizador, movimentos que podemos chamar de ‘proféticos’, em que a ironia tem um lugar de destaque. (4). Verifica-se recorrentemente, nos evangelhos do profeta Jesus, a opção pela ironia, (5) como demonstram dez episódios aqui brevemente comentados. (6). Depois de perguntar por que temos tanta dificuldade em descobrir ironia nos evangelhos, (7) termino sugerindo a substituição da conhecida expressão ‘extra ecclesiam nulla salus’ por ‘extra ironiam nulla salus’ (fora da ironia não há salvação).

      Para Francisco, o chamado “desemprego natural” é uma “chantagem social”. Artigo de Andrea Terzi

      “Vivemos um longo tempo em que pensávamos que, em uma sociedade, imperfeita por sua natureza, um pouco de desemprego era inevitável. Hoje, assoma-se outro modo de ver ainda mais traiçoeiro. É a convicção generalizada de que o progresso tecnológico e a robotização dos processos produtivos significam que o trabalho está desaparecendo.”

      A opinião é do economista italiano Andrea Terzi, professor da Franklin University Switzerland, em artigo publicado por Avvenire, 29-06-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

      terça-feira, 4 de julho de 2017

      Economia populista é aquela voltada ao Bem-Estar Social. Entrevista especial com Fernando Nogueira da Costa


      Por: João Vitor Santos | 01 Julho 2017

        Professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas - UnicampFernando Nogueira da Costa faz uma leitura do conceito de populismo de Ernesto Laclau desde o campo das Ciências Econômicas. Segundo Costa, esse fundamento político pode inspirar uma política econômica muito mais alinhada com interesses populares, do povo. “O populismo constitui o alerta de que os interesses dos defensores da Economia de Livre-Mercado não podem predominar acima dos interesses populares”, pontua. E explica: “a economia tem de estar voltada para alcançar um Bem-Estar Social e não, exclusivamente, para atender à ganância individualista. O instinto de proteção dos seres humanos deve superar o instinto de competição. A cooperação altruísta contribui mais para o desenvolvimento socioeconômico e humanista”.

        Sistemas de inteligência artificial - Desafios e perspectivas. Entrevista especial com Claudio Jung


        Por: Patricia Fachin | 30 Junho 2017
         
         

          A demarcação entre as atividades que poderiam ser solucionadas por uma máquina e por um humano eram claramente definidas há alguns anos, entretanto, hoje, essa diferença já não é tão evidente em algumas tarefas, diz Claudio Jung, especialista em sistemas de inteligência artificial de reconhecimento de imagem, à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone. “Hoje, se colocarmos duas fotos, a de um círculo e a de um quadrado, com mais ou menos o mesmo tamanho, e perguntarmos a uma máquina e a um humano qual é maior, certamente a máquina vai responder com mais precisão a essa pergunta do que o humano. Então isso já é verdade numa classe de problemas”, relata.

          segunda-feira, 3 de julho de 2017

          Vida humana não tem um limite de tempo, apontam estudos

          Diversos cientistas acreditam que a idade máxima a qual uma pessoa pode chegar é 115 anos. No entanto, novas pesquisas indicam que, na verdade, pode não existir um limite de tempo para a vida de um ser humano.Essa foi a principal conclusão de grupos de pesquisadores de várias instituições internacionais que escreveram cinco artigos para a última edição da revista “Nature” nos quais explicam porque não acreditam que exista uma idade máxima para o corpo humano.
          Os estudiosos queriam com isso desmentir uma pesquisa divulgada no ano passado na mesma publicação na qual o geneticista molecular Jan Vijg, junto a sua equipe da Faculdade de Medicina Albert Einstein de Nova York, concluía que um ser humano poderia viver até 115 anos. Quando foi publicado, o estudo foi altamente criticado já que supostamente as conclusões não foram bem fundamentadas.

          Do Brasil dos escândalos ao Brasil da solidariedade

          Existe um Brasil de escândalos (nada menos do que três presidentes investigados) e um Brasil que se dedica a fazer o bem ao próximo com um número insuspeitado de samaritanos. “Além do bem. Um estudo sobre voluntariado e engajamento” traz à luz outro Brasil, aquele que participa em pequenas e grandes instituições de voluntariado.
          Descobrimos que quase um de cada cinco cidadãos brasileiros (37,5 milhões) desenvolve uma atividade deste tipo, conforme pesquisa realizada pela Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros em parceria com o Banco de América Merrill Lynch e o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) no Brasil.

          sábado, 1 de julho de 2017

          “VINDE A MIM, TODOS VÓS QUE ESTAIS CANSADOS E CARREGADOS DE FARDOS, E EU VOS DAREI DESCANSO.” (MT 11,28)


          Cansados e carregados de fardos: essas palavras nos sugerem a imagem de pessoas – homens e mulheres, jovens, crianças e anciãos – que de algum modo carregam pesos ao longo do caminho da vida e esperam que chegue o dia em que possam livrar-se deles.
          Neste trecho do Evangelho de Mateus, Jesus apresenta um convite: “Vinde a mim…”.
          Ele estava rodeado pela multidão que tinha vindo para vê-lo e ouvi-lo; muitos deles eram pessoas simples, pobres, com pouca instrução, incapazes de conhecer e respeitar todas as complexas prescrições religiosas da época. Além disso pesavam sobre eles os impostos e a administração romana como um peso muitas vezes impossível de suportar. Eles viviam preocupados e à procura de uma oferta de vida melhor.

          sexta-feira, 30 de junho de 2017

          JORNAL RUMOS 251

          Com alegria lhe encaminho o novo jornal dos padres casados do Brasil. O novo Rumos 251.
          Sei que terá uma leitura interessante e proveitosa. E agradeço um retorno com seus comentários, pelo meu e-mail gilgon@terra.com.br
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          Percepção de que Brasil está no rumo errado supera fase pré-impeachment e atinge nível recorde, diz pesquisa

          A percepção de que o Brasil não está no caminho certo atingiu o maior nível já alcançado, superando o recorde anterior, registrado durante os últimos meses de governo da ex-presidente Dilma Rousseff, segundo uma pesquisa feita pela consultoria Ipsos e divulgada nesta quinta-feira.
          A reportagem é de Luis Barrucho e publicada por BBC Brasil, 29-06-2017.

          quinta-feira, 22 de junho de 2017

          Como os novos movimentos eclesiais estão mudando a Igreja?

          Massimo Faggioli – Junho 2017
          .
          “Os novos movimentos eclesiais não são, aos olhos de Francisco, as “elites” especiais da nova evangelização, como eram nos papados de João Paulo II e Bento XVI.
          Ao percebê-las, Francisco critica explicitamente qualquer tendência sectária. Mas o próprio Papa entende que esses movimentos estão produzindo sacerdotes novos e muito necessários em uma Igreja Católica que ainda precisa que o clero funcione.

          quarta-feira, 21 de junho de 2017

          O Vaticano na linha de frente contra a corrupção. Cardeal Turkson e don Ciotti: “Mobilizar as consciências”

          Patrizia Caiffa –junho de 2017
          Foto:Encontro internacional contra corrupção Agensir.it
          A corrupção priva as pessoas, sobretudo os pobres, da liberdade, da dignidade e da justiça. A corrupção está presente em toda a parte, em todos os países do mundo, porque nasce no coração do homem.
          Para encontrar propostas concretas e combater este “flagelo social” que é também “a linguagem das máfias” – como diz o Papa Francisco – foi realizado hoje um debate internacional organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. As entrevistas com o cardeal Turkson e com don Ciotti.

          terça-feira, 20 de junho de 2017

          O ECUMENISMO DAS MULHERES

          n/d
          Frei Bento Domingues, O.P. -18/06/17
          Foto: Papa Francisco com bispas luteranas, após missa ecumênica. Osse. Rom.
          “O teólogo valdense italiano, Paolo Ricca, depois de analisar a situação da mulher na comunidade cristã nascente, procurou mostrar como «progressivamente foi afastada, de quase todas as funções, até se tornar o proletariado do cristianismo”.

          sábado, 17 de junho de 2017

          HÁ DEZ ANOS DOM ALOÍSIO LORSCHEIDER NOS DEIXOU

          Falarei como irmão que fala aos seus irmãos
                
          Há pessoas que marcam nossa vida, seja por suas palavras, seus gestos ou simplesmente por estarem presentes na vida da gente.

          Dom Aloísio Lorscheider (8-10-1924 a 23-12-2007) foi e continua sendo uma delas. Sua presença foi marcante na vida de muitas pessoas, tanto na Igreja como, e de modo especial, na vida da sociedade em geral. Em seu pastoreio mostrou permanentemente carinho pelas Comunidades Eclesiais de Base, “o único jeito da Igreja ser”, como gostava de dizer. Não menor foi sua dedicação àquela parcela do povo quase que completamente abandonada e maltratada, os encarcerados. Lembramo-nos sempre do episódio em 15 de março de 1994, quando Dom Aloísio e seus acompanhantes foram tomados reféns por detentos do ‘Instituto Penal Paulo Sarasate’ em Fortaleza.

          Teologia e psicanálise: aliança em nome do humanismo

          Estão distantes os tempos de anátemas e desconfianças entre Igreja e psicanálise. Hoje, o inconsciente pode ser ponte, não lugar de confrontos. Pierangelo Sequeri escreve: “Entre instituição religiosa e instituição psicanalítica, consolidou-se um ordenamento de recíproca convivência, que abre um amplo espaço para uma atitude de respeitosa distinção dos âmbitos e – até – de virtual admissão de margens de cooperação, no interesse de sujeitos com dificuldades especiais justamente na articulação psíquica da experiência religiosa”. Desde agosto, Sequeri é o diretor do Pontifício Instituto João Paulo II para os Estudos sobre Matrimônio e Família. Foi o Papa Francisco que o desejou.

          sexta-feira, 16 de junho de 2017

          Uma reflexão livre sobre a mística cristã. Artigo de Marco Vannini

          “A recusa da fonte grega, ou seja, a universalidade da filosofia, da razão, com a qual todas as Igrejas hoje parecem concordar, é a recusa do Logos (esta, afinal, a único verdadeira, grande "repreensão" lançada em meu livro para Lutero), mas a recusa do Logos significa o fim do cristianismo, pelo menos enquanto religião do Logos que é Deus”, escreve Marco Vannini, um dos maiores estudiosos italianos de mística especulativa. Além de ter editado Mestre Eckhart e muitos outros místicos, é autor, em português, de Introdução à mística (Edições Loyola, 2005), em artigo publicado por Confronti, edição de junho de 2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

          Eis o artigo.

          quinta-feira, 15 de junho de 2017

          Vaticano II, a revolução sexual e a má-conduta sexual clerical

          “A revolução sexual e o Vaticano II foram uma libertação do “controle parental”, o que para muitos resultou no surgimento repentino de uma adolescência psicológica plena com todo o seu risco assumido, experimentações desinibidas e falta de um sentido plenamente desenvolvido de responsabilidade. Consequentemente, dos que não deixaram a vida clerical, muitos, sem uma interioridade desenvolvida, ou caíram dentro de um liberalismo adolescente, ou colapsando sob as novas exigências adultas da liberdade, recuaram para dentro de um conservadorismo reacionário. Outros cresceram e adotaram novos modos de ser “celibatário”. Encontra-se a má-conduta sexual clerical dentro desses três grupos. Além disso, muitos das vítimas desta conduta imprópria ainda vivem hoje, mas permanecem desconhecidos; e a maior parte nunca falou de suas experiências”, escreve Stephen de Weger, doutorando na Queensland University of Technology, Brisbane, na Austrália, em artigo publicado por Eureka Street, sítio eletrônico da Companhia de Jesus na Austrália, 06-06-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

          quarta-feira, 14 de junho de 2017

          ‘A sociedade não percebeu ainda o tamanho do impacto nos direitos sociais que a reforma trabalhista vai gerar'


          10 Junho 2017
           
            A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, na terça-feira (6/06), o projeto de reforma trabalhista, por 14 votos a 11. O texto não sofreu nenhuma modificação em relação ao Projeto de Lei aprovado na Câmara dos Deputados no final de abril (PLC) 38/2017. O relator da matéria na CAE, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), rejeitou todas as 242 emendas apresentadas pelos senadores da comissão, sob a justificativa de que isso significaria ter que remeter o texto novamente à Câmara. Em seu relatório, no entanto, o senador recomendou o veto, pelo presidente da República, de alguns pontos do projeto que ele mesmo considerou que precisam ser mais bem debatidos. O projeto segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para em seguida ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, antes de ir a plenário.

            terça-feira, 13 de junho de 2017

            Imagem relacionada
            Sarah Mac Donald – NCR – 27 Maio 2017
            Foto:Bispo Crispian Hollis -In:catholicherald.co.uk
            ordenação de homens casados “precisa ser explorada abertamente dentro da Igreja na Inglaterra e no País de Gales a nível nacional e diocesano”, disse o bispo aposentado de Portsmouth, na Inglaterra.
            A reportagem é de Sarah Mac Donald, publicada por National Catholic Reporter, 25-05-2017.
            Falando ao NCR, o Bispo Crispian Hollis disse que estava “cada vez mais consciente” da pressão enfrentada pelos padres devido à falta de sacerdotes. Ele acredita que a questão da ordenação de homens casados não deve ser relegada a “conversas dentro de paróquias e entre os fiéis leigos”.

            segunda-feira, 12 de junho de 2017

            HÁ DEZ ANOS DOM ALOÍSIO LORSCHEIDER NOS DEIXOU

            Falarei como irmão que fala aos seus irmãos
                  
            Há pessoas que marcam nossa vida, seja por suas palavras, seus gestos ou simplesmente por estarem presentes na vida da gente.

            Dom Aloísio Lorscheider (8-10-1924 a 23-12-2007) foi e continua sendo uma delas. Sua presença foi marcante na vida de muitas pessoas, tanto na Igreja como, e de modo especial, na vida da sociedade em geral. Em seu pastoreio mostrou permanentemente carinho pelas Comunidades Eclesiais de Base, “o único jeito da Igreja ser”, como gostava de dizer. Não menor foi sua dedicação àquela parcela do povo quase que completamente abandonada e maltratada, os encarcerados. Lembramo-nos sempre do episódio em 15 de março de 1994, quando Dom Aloísio e seus acompanhantes foram tomados reféns por detentos do ‘Instituto Penal Paulo Sarasate’ em Fortaleza.