sábado, 9 de dezembro de 2017

“As críticas não afetam Francisco, mesmo que sejam tão terríveis como lhe rotular de herege ou cismático”. Entrevista com Víctor Manuel Fernández

Assim que chegou ao sólio pontifício, Francisco o fez arcebispo e o nomeou reitor da Universidade Católica da Argentina. Em um claro gesto de reconhecimento a dom Víctor Manuel Fernández, que foi seu assessor teológico desde Aparecida. Acostumado a lidar com o sambenito de ‘teólogo do Papa’ e ‘homem de sua confiança’, o prelado argentino confessa que Bergoglio é um pensador profundo, ainda que tenha “linguagem acessível e palavra simples”. É um pontífice seguro, “ao qual as críticas não afetam”.

A entrevista é de José Manuel Vidal, publicada por Religión Digital, 07-12-2017. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Jerusalém: história e destino da cidade três vezes santa

“Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, que seque a minha mão direita. Que a minha língua se cole ao paladar, se eu não me lembrar de ti e se eu não elevar Jerusalém ao topo da minha alegria!” (Salmo 136, 5-6).
As pungentes palavras de um poeta anônimo, forçado a se distanciar da cidade – talvez em exílio na Babilônia no século VI antes da Era Cristã – ecoam novamente as dos chamados salmos graduais ou das ascensões. Essas 15 composições (120-134 na numeração hebraica, 119-133 na grega e latina, mais difundida) eram provavelmente cantadas pelos peregrinos judeus que subiam à colina hierosolimitana, onde surgia o antigo santuário atribuído ao mítico soberano Salomão, destruído pelos babilônios e muito mais tarde reconstruído: “Nossos passos já se detêm junto aos teus umbrais, Jerusalém! Jerusalém é fundada como cidade bem compacta. Para ela sobem as tribos, as tribos do Senhor (…) Desejem a paz para Jerusalém” (121, 2-4.6).

Esta é a resposta do Papa aos cardeais dos “dubia”

MANDA PUBLICAR A TESE DOS BISPOS DE BUENOS AIRES COMO “MAGISTÉRIO AUTÊNTICO DA IGREJA”
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José Manuel Vidal, 6/12/ 17
Tradução: Orlando Almeida
“Francisco responde de maneira clara, conclusiva e concreta. Com fatos consumados”
“O documento é muito bom e explica cabalmente o sentido do capítulo VIII de Amoris Laetitia.
Não há outras interpretações. E tenho certeza que fará muito bem. Que o Senhor os recompense por este esforço de caridade pastoral”

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A transcendência do ato conjugal.

A transcendência do ato conjugal.
Eduardo Hoornaert.
Escrever sobre o ato conjugal (e aqui uso a expressão num sentido biológico, sem conotações de ordem moral) é coisa delicada. Pois o sexo, que mexe com a vida da maioria dos indivíduos, fica por assim dizer ‘protegido’ por um sentimento de pudor, algo que se verifica em todos os povos e constitui um tabu que só pode ser rompido em determinadas circunstâncias. Em quase todas as sociedades humanas, pornografia e exibicionismo são rejeitados.  O ato conjugal não é para ser exibido ‘em cena’. Ele é ‘obsceno’ (do latim: ‘ob- ou ab-scaena’: ‘fora do palco’). É praticado em lugares ocultos ou quartos fechados. Mesmo assim, como está na origem da vida humana, ele merece uma consideração teológica, à qual pretendo aqui colaborar trazendo alguns elementos de ordem histórica.

Importância histórica do dia 31 de outubro de 1517.

Importância histórica do dia 31 de outubro de 1517.
Eduardo Hoornaert

1. Uma data que é um símbolo.
Aproxima-se uma data, 31 de outubro, em que está sendo rememorada, não só por luteranos e católicos, mais igualmente por todos e todas que compreendem sua importância histórica, o que aconteceu na Alemanha quinhentos anos atrás, quando o frade católico (agostiniano) Martinho Lutero, segundo reza a tradição, teria pregado na porta da igreja do castelo de Wittenberg, na Alemanha saxônica, véspera da Festa de Todos os Santos, uma larga faixa em que ele teria escrito à mão 95 teses de ‘protesto’ contra as autoridades religiosas de seu tempo. Uma outra versão reza que se tratou de uma carta enviada ao Bispo de Mainz, contendo dito protesto. Pouco importa: o fato é que 31 de outubro fica gravado na memória do cristianismo como o dia em que um católico ousou se levantar contra a hierarquia de sua igreja e conseguiu fazer valer seu protesto. Resta saber em que consiste esse protesto e como ele se encaixa na história de dois mil anos de cristianismo.

domingo, 29 de outubro de 2017

Dom Erwin espera que Sínodo da Amazônia abra as portas a padres casados e diaconisas

Dom Erwin espera que Sínodo da Amazônia abra as portas a padres casados e diaconisas

Christa Pongratz-Lippitt – 25/10/17
Imagem: Wikipedia
 As tentativas de resolver a escassez do clero, como trazer sacerdotes do exterior, não provaram ser bem-sucedidas, afirmou o bispo Erwin Kräutler.
A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por La Croix International, 24-10-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

FOTOS REUNIÃO MPFC-CE 28 DE OUTUBRO DE 2017



domingo, 22 de outubro de 2017

As mulheres, futuro da Igreja? A pergunta de duas revistas jesuítas francesas pela voz de uma mulher

A Igreja entrará na sua verdade, aceitando levar em conta que é constituída em igual medida por homens e mulheres?
Anne-Marie Pelletier – 20/10/17 
 Foto: Angela Greco, sobre o tema Adão e Eva
A teóloga francesa Anne-Marie Pelletier, vencedora do Prêmio Ratzinger 2014, proferiu uma conferência em um encontro realizado no Centro Sèvres, em Paris, no dia 10 de outubro passado, sobre o tema Les femmes, avenir de l’Eglise? [As mulheres, futuro da Igreja?]. 

LUTERO – Importância histórica do dia 31 de outubro de 1517

Vale aqui a palavra de Dom Helder Câmara: ‘Se você discorda de mim, você me enriquece’.
Eduardo Hoornaert –18/10/17 
“Pensando bem, podemos dizer que Lutero é um teólogo católico que protesta, um católico protestante. Passando a vida toda em ambiente católico e se relacionando com católicos, ele entendeu seu protesto como uma tentativa de reforma da igreja católica. O protestantismo propriamente dito lhe é posterior.
O que importa entender é que Lutero significa a quebra de um pensamento cristão único que vigorou durante mil anos, grosso modo entre os anos 500 e os anos 1500.

“O Padre: Amor e Sexo no Celibato”

Redação, 18/10/2017

Hoje apresentamos à consideração de nossos leitores o livro “O Padre: Amor e Sexo no Celibato”, de autoria de nosso colega Paulo Jorge Lúcio, padre casado com Sônia, que mora em Alegre, no Espírito Santo.
O autor deixa claro que não prega contra o celibato enquanto dom de Deus, que Ele dá a alguns (não a todos), já que é um carisma. Este celibato é profícuo e fecundo e faz muito bem à Igreja e à sociedade.
A crítica do livro e o que está em discussão aqui é o celibato que não é dádiva de Deus e que, portanto, imposto indiscriminadamente, pode se transformar numa armadilha ou cilada do diabo porquanto se torna uma tentação permanente causadora dos mais graves e variados distúrbios psíquicos, e fonte dos mais variados escândalos.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

"A questão é: que tipo de país queremos ser?" A desigualdade social brasileira e sua vinculação à dinâmica política e à estrutura do Estado. Entrevista especial com Pedro Ferreira de Souza

Por: Patricia Fachin | 16 Outubro 2017
 
 

    Ao analisar os dados do Imposto de Renda brasileiro num período que compreende quase um século, entre 1926 e 2013, em sua tese de doutorado intitulada A desigualdade vista do topo: a concentração de renda entre os ricos no Brasil, 1926-2013 (2016), Pedro Ferreira de Souza, doutor em Sociologia, constatou que a concentração de renda no topo combinou estabilidade e mudança. “Por um lado, não houve qualquer tendência secular de aumento ou redução, com a fração do 1% mais rico oscilando entre 20% e 25% durante boa parte do tempo; por outro lado, essa estabilidade não significou pura estagnação, pois houve idas e vindas, por vezes abruptas, que acompanharam os grandes ciclos políticos do Brasil”, diz à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail.

    URGÊNCIAS DA IGREJA


     Maurizio Rossi- 14/10/17 
    Foto: La Settimana News
    O jesuíta francês Christoph Theobald, conhecido também na Itália pelos seus trabalhos sobre o Vaticano II  e pela sua proposta teológica de um cristianismo como estilo, há poucas semanas, terminou um importante livro novo, intitulado Urgences pastorales du moment présent. Comprendre, partager, réformer [Urgências pastorais do momento presente. Compreender, partilhar, reformar] (Ed. Bayard, 2017, 539 páginas).
    A reportagem é de Maurizio Rossi, publicada no sítio Settimana News, 11-10-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

    quarta-feira, 4 de outubro de 2017

    Neo-clericalismo e carreirismo laical


    “Esquece-se que o leigo não é para a Igreja, mas para o mundo”
    • “influência excessiva do clero nos assuntos políticos;
    • intervenção excessiva do clero na vida da Igreja, que impede o exercício dos direitos dos demais membros do povo de Deus;
    • ou, acentuada afeição e submissão ao clero e às suas diretrizes”.
    • a tentação de mostrar um exclusivo interesse pelos serviços e tarefas eclesiais, por forma a chegarem frequentemente a uma prática abdicação das suas responsabilidades específicas no mundo profissional, social, econômico, cultural e político;
    • e a tentação de legitimar a indevida separação entre a fé e a vida, entre a aceitação do Evangelho e a ação concreta nas mais variadas realidades temporais e terrenas”.[ChL 2].”
    • os havia levado a ficar obcecados pelas questões intra-eclesiais,
    • deixando de lado as responsabilidades sociais específicas da sua identidade e vocação primordial, como são o serviço das “realidades temporais”.
    • sendo próprio do clero o serviço preferencial da Igreja ou da ecclesía (comunidade cristã)1,
    • o próprio dos leigos é o serviço preferencial na sociedade, imerso em cada cultura.
    • graças a um laicado amadurecido,
    • livre de todos os vestígios de clericalismo,
    • essa terna e consoladora alegria do Evangelho,
    • assim como essa capacidade de sanar as estruturas de pecado que sustentam muitos males do mundo,
    • possam estender-se aos mais recônditos espaços da vida humana e do mundo.

    terça-feira, 3 de outubro de 2017

    Francisco sobre: 2. O sexo e o casamento

    Continuo com os diálogos do Papa Francisco e Dominique Wolton: Politique et société.

     Anselmo Borges* – 29/09/2017
    “Os pecados mais leves são os pecados da carne. Estes não são forçosamente (sempre) os mais graves. Porque a carne é fraca.” “Os pecados mais perigosos e graves são outros, de que se fala menos: “O ódio, a inveja, o orgulho, a vaidade, matar o outro, tirar a vida… 
    Mas os padres tiveram a tentação – não todos, mas muitos – de se concentrar nos pecados da sexualidade: o que eu chamo a “moral da subcintura” (desculpe).
    1. Francisco atira com a afirmação inesperada de João Paulo II: “O sexo é uma coisa boa e bela.”

    segunda-feira, 2 de outubro de 2017

    “O estrangeiro” em nós mesmos

    TJEU VAN KNIPPENBERG
    Panningen – Holanda  -  17-09-2017


    “O estrangeiro” em nós mesmos

    “O estrangeiro”. Isto é um tema antigo que em nossos dias se tornou atualíssimo, agora que o mundo novamente está sendo confrontado com migrações populacionais. Trataremos  principalmente dos estrangeiros na forma que neste momento aparecem na nossa sociedade.
    Para conhecer o estrangeiro que vem de fora, vamos primeiro perguntar-nos  “o que é um estrangeiro?” (1). A seguir  analisaremos qual é a concepção do estrangeiro na Bíblia (2). Depois segue a obra de Vincente de Paulo neste contexto (3). Finalmente veremos qual a tensão que o estrangeiro provoca dentre de nós mesmos e como esta tensão pertence à dinâmica da vida (4).

    sábado, 16 de setembro de 2017

    Mudanças climáticas: “O homem é um estúpido, diz a Bíblia. E assim, quando não se quer ver, não se vê”. Entrevista com o Papa Francisco no voo de volta da Colômbia

    Como já é habitual ao finalizar suas viagens internacionais, o Papa Francisco concedeu uma coletiva de imprensa no voo de volta de Cartagena a Roma, após a sua intensa visita à Colômbia, realizada de 6 a 10 de setembro.
    Na entrevista, o Santo Padre aborda diversos temas, como a situação da Venezuela, a crise da Coreia do Norte, a realidade dos jovens imigrantes nos Estados Unidos, os desastres naturais e comenta também como está depois da batida que sofreu no papamóvel em Cartagena.

    sexta-feira, 15 de setembro de 2017

    169 anos de um “martírio sangrento” pelo celibato opcional

    Rufo González Pérez
    FotoLadislau e esposa Camila
    Não podemos esquecer!
    “É difícil acreditar que exista na Igreja tal apego a uma lei que produziu tantos desmandos durante séculos”

    Um sacerdote da diocese de Buenos Aires (Argentina), Ladislau Gutiérrez e sua esposa, Camilla O’Gorman, foram assassinados pela autoridade civil com a benção da Igreja. O seu crime: abandonar o ministério sacerdotal e formar uma família. Mataram os dois e o filho concebido, no oitavo mês de gestação.

    quinta-feira, 14 de setembro de 2017

    O Papa Francisco na Colômbia


    Eduardo Hoornaert 08/09/2017
    A viagem do Papa Francisco à Colômbia é uma ocasião para se rever a posição do evangelho de Jesus de Nazaré diante da espinhosa questão da violência.Efetivamente, durante sua estadia no país, o Papa, antes de se apresentar como líder da Igreja católica, se revela como pacificador de uma nação tragicamente dividida entre vítimas e vitimários.
     
    Suas tomadas de posição excedem as de um representante religioso para alcançar a posição de alguém que lembra ao mundo uma filosofia que, de um ou outro modo, interessa a religiosos e não religiosos, crentes e descrentes, ricos e pobres, fiéis e ateus. Sim, trata-se de uma filosofia no sentido próprio do termo, ou seja, da construção de princípios a orientar a compreensão do mundo, da história, da vida.
     
    Desenvolvo minhas considerações em três pontos.

    quarta-feira, 13 de setembro de 2017

    A “emergência dos migrantes” vista pelos olhos dos Padres do Oriente

    Gianni Valente –Bose -10/09/17
    Foto: Concluído no Mosteiro de Bose o encontro ecumênico internacional sobre “O dom da hospitalidade”.
    No Encontro de Bose sobre o “Dom da hospitalidade”, a espiritualidade das Igrejas Ortodoxas mostra a origem do olhar cristão para quem é estrangeiro e pede para ser acolhido.
    Fornecendo antídotos contra os identitarismos anti-imigrantes, mas também contra as “síndromes egoístas” do ativismo em busca de aplausos
    Tradução: Orlando Almeida
    É sempre bom pedir ajuda aos Padres do primeiro milênio cristão para compreender o que está acontecendo no tempo atual da Igreja. Encontram-se sempre tesouros inimagináveis que permitem que escapemos das armadilhas das propagandas retornando às fontes e documentando de onde vem a originalidade do olhar cristão sobre os acontecimentos do mundo.

    sábado, 9 de setembro de 2017

    A revolução do “não”

    Jeffrey Cramer, curador do The Walden Woods Project, analisa o pensamento e a atualidade de Thoreau e sua desobediência civil
    Grandes revoluções começam com três letras, cabem na minúscula palavra “não”. No fundo o grande gesto político e transcendental da negação ao que é hegemônico é a base da desobediência civil trazida por Henry David Thoreau, como um gesto político sem par. Mais do que passar a noite em uma prisão, apesar da notoriedade do ato, das desobediências mais importantes de Thoreau está a de “abrigar pessoas escravizadas fugitivas, alimentá-las, cuidá-las para que ficassem saudáveis novamente, comprar as passagens de trem e vê-las seguras em seu caminho para o Canadá – embora tenha ficado mais famosa a noite que passou na cadeia como uma forma de protestar contra um governo que permitiu a existência da instituição da escravidão”, afirma Jeffrey Cramer, um dos maiores especialistas no mundo em Thoreau e curador do The Walden Woods Project. “O que ele escreveu sobre esta experiência no ensaio hoje conhecido como ‘Desobediência Civil’ tem sido uma influência fundamental ao redor do mundo sobre as obrigações do indivíduo de lutar contra a injustiça”, complementa Cramer, que concedeu entrevista por e-mail à IHU On-Line.

    sexta-feira, 8 de setembro de 2017

    Por que a ''confissão'' do pontífice é revolucionária

    Há algo de revolucionário na confissão do Papa Francisco de ter feito análise, de ter se beneficiado com isso e de ter sido tratado por uma psicanalista. Desde o início do século XX, a Igreja sempre se opôs, com todos os meios, até mesmo “ilegais”, à psicanálise, percebida como perigosa concorrente, como “culpada” de ter quebrado o monopólio católico no confessionário e na introspecção das almas.

    A reportagem é de Fabio Martini, publicada no jornal La Stampa, 01-09-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
    É claro, a acusação nunca foi declarada explicitamente, mas, durante pelo menos 50 anos, desenvolveu-se uma guerra sem fronteiras contra uma disciplina “herética” fundada pelo judeu Sigmund Freud.

    quinta-feira, 7 de setembro de 2017

    Toda noção de supremacia é tradução da ignorância. Entrevista especial com Marcos Rolim


    Por: Vitor Necchi | 02 Setembro 2017
     
     

      Há processos e características do Rio Grande do Sul que remetem à obscuridade de tempos remotos, conforme Marcos Rolim. “O provincianismo é arcaico, assim como o machismo, a misoginia, o racismo e a homofobia. O desprezo pelos ideais republicanos e pela democracia, a facilidade com que o preconceito se transforma em paisagem; a opção pela mitologia e pelo dogmatismo em todas as frentes, à direita e à esquerda, isso também é arcaico”, descreve. Rolim amplia a análise: “O gosto pelas cerimônias e pelos discursos que nada dizem; a opção pela formalidade, pelos rituais e o desprezo pela ciência, tudo isso respira Idade Média”.
      crise se agrava porque a intolerância “passou a se reproduzir também pela ação de agentes do Estado, que tratam as garantias individuais como ameaças e que zombam dos direitos humanos, nos aproximam perigosamente da mentalidade fascista que é profundamente arcaica”.

      Hino e Letra do Grito dos Excluídos 2017


      Essa luta é nossa! Vamos às ruas nesse dia 07 de Setembro e ousemos gritar: “Por direitos e democracia, a luta é todo dia!” e “Vida em Primeiro Lugar!”.
      Concentração: Escola São José do Arpoador (Vizinho ao Seminário Nova Jerusalém – Pe. Caetano) – Rua Francisco Calaça – Bairro Colônia, às 8h – Caminhada segue pela Av. Leste Oeste até o MARCO ZERO.
      PROGRAMAÇÃO DO DIA 07 de SETEMBRO

      quarta-feira, 6 de setembro de 2017

      Dom Roque Paloschi motiva Grito dos Excluídos 2017

      A vigésima terceira edição do Grito  este ano tem como lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia!” e tema “Vida em primeiro lugar”.
      Diante de tantos acontecimentos na atual política de nosso país, em carta, dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho destaca a necessidade de organizaçãode rodas de conversas e participação em seminários sobre a temática do Grito deste ano
      Senhores Padres, religiosos e religiosas, agentes de pastorais, lideranças!
      O Grito dos/as Excluídos/as nasceu da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo tema era “Fraternidade e os excluídos” e que tinha por lema “Eras tu, Senhor?”.
      Desde aí, a cada ano, na Semana da Pátria, por todo o Brasil, setores ligados às pastorais sociais da Igreja Católica, outras igrejas irmãs, movimentos sociais, sindicatos e várias organizações da sociedade civil organizada vem articulando e realizando o Grito dos/as Excluídos/as.

      terça-feira, 5 de setembro de 2017

      “Por direitos e democracia, a luta é todo dia” é o lema do 23º Grito dos Excluídos


      “Por direitos e democracia, a luta é todo dia” é o lema do 23º Grito dos Excluídos


      de Rogéria Araujo
      Defesa dos direitos, democracia, povo, luta cotidiana. Foi permeando estas palavras que a coordenação nacional do Grito dos/as Excluídos/as Brasil, reunida no dia 10 de fevereiro, em São Paulo, chegou ao lema da 23º edição: “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”. Com o tema “Vida em primeiro lugar”, a maior articulação popular do Brasil deverá levar milhares às ruas durante a Semana da Pátria.
      Colaboradores de todo o Brasil enviaram sugestões para o lema. De acordo com Karina Pereira, da coordenação nacional do Grito, o lema não poderia deixar de levar em consideração toda a conjuntura política e social em que se encontra o país. “A coordenação levou em conta todo o contexto, a conjuntura em que estamos vivendo, e todas as discussões apontaram para este lema, da importância de lutar pelos direitos básicos, de manter nossa democracia e da luta que fazemos todos os dias”, disse.
      Para o ex-correspondente do Vaticano do Corriere della Sera, a contraposição à figura de Bento XVI é principalmente uma criação política. A novidade, segundo ele, é um pontífice criticado pela direita. Mas Bergoglio tem capacidades contagiantes.
      A entrevista é de Alessandro Franzi, publicada por Linkiesta, 29-08-2017. A tradução de Luisa Rabolini.
      Antigamente os papas eram contestados pela esquerda. Francisco é atacado pela direita, e isso cria polêmica tanto quanto a sua determinação de não mudar de rumo. Ele é atacado porque não defende aqueles que seu predecessor, ainda em vida, Bento XVI, chamava de valores não negociáveis. E também porque, sempre em relação ao outro pontífice, tem uma posição de maior abertura à imigração e às relações com o Islã.

      segunda-feira, 4 de setembro de 2017

      Informações do 23º Grito dos Excluíd@s

      Resultado de imagem para cartaz do grito dos excluídos 2017
       LEMA: “POR DIREITOS E DEMOCRACIA A LUTA É TODO DIA”TEMA: VIDA EM PRIMEIRO LUGAR!
      Os direitos e os avanços democráticos no Brasil, conquistados nas últimas décadas, são fruto das lutas populares. Nossa Constituição Federal de 1988 é um exemplo. Porém, hoje, vários direitos sociais, garantidos pela Constituição, correm o risco de serem usurpados por um congresso, judiciário e executivo que defendem os interesses de bancadas que só pensam em manter seu status quo de poder e de benefícios pessoais.
      A sociedade precisa despertar para a organização popular, a resistência e a solidariedade entre os trabalhadores e trabalhadoras, camponeses e camponesas, comunidades originárias, comunidades tradicionais, que são os seguimentos mais atingidos pelas atuais contra reformas trabalhista, da previdência, terceirização! Precisamos retomar a construção do Projeto Popular para o Brasil Plurinacional, onde um outro jeito ser no mundo é possível: justo e solidário, onde a vida esteja em primeiro lugar.
      Como diz o Papa Francisco: NENHUMA FAMÍLIA SEM CASA, NENHUM CAMPONÊS SEM TERRA, NENHUM TRABALHADOR SEM DIREITOS”! A LUTA É TODO DIA! NENHUM DIREITO A MENOS!

      Bergoglio consultou uma psicanalista. Francisco abre o seu coração em livro-entrevista

      Será lançado nos próximos dias, na França, um livro-entrevista com o Papa Francisco que joga luzes sobre sua intimidade.

      A reportagem é publicada por Le Nouvel Observateur, 31-08-2017. A tradução é de André Langer.

      Ele “agradece a Deus por ter conhecido mulheres reais” em sua vida, destaca o lado “comunista” dos cristãos e conta ter recorrido à psicanálise: o Papa Francisco abre o seu coração em um livro-entrevista que estará nas livrarias da França nos próximos dias.
      Capa livro / Divulgação
      Os primeiros extratos da obra intitulada Política e sociedade e que nasceu do diálogo entre o Sumo Pontífice e o pesquisador francês Dominique Wolton, são publicados na edição da Figaro Magazinedesta sexta-feira.

      Francisco reitera as suas primeiras mensagens expressas nos últimos anos sobre uma série de questões sensíveis debatidas na sociedade e na Igreja, especialmente sobre a abertura aos migrantes, o secularismo, os padres pedófilos, o casamento homossexual, as relações com o islã ou a comunhão aos divorciados.