quinta-feira, 23 de março de 2017

O ARTIGO DE EVELINE João Vitti defende que padre Julião termine ao lado de Elisa em ‘Sol Nascente’

 O ARTIGO DE EVELINE

João Vitti defende que padre Julião termine ao lado de Elisa em ‘Sol Nascente’

Evelin Azevedo – 15/03/17O futuro do casal ainda está indefinido na novela
Fotos: Reprodução -Extra.globo/sol nascente


Mas, nesta reta final da trama, o padre irá buscar a amada e tomará uma decisão difícil, mas necessária: entrar com o pedido de afastamento das atividades eclesiásticas, já que não pode mais se dividir entre a religião e o amor.
Se os dois ficarão juntos no fim do folhetim — que terá seu ponto final na próxima terça-feira — é uma dúvida até mesmo para os atores que dão vida aos personagens.
Para Luma Costa, seria uma surpresa boa ver Elisa com Julião. A personagem, que passou grande parte da novela tendo delírios platônicos por diversos homens, agora tem um alvo certeiro.
— Elisa é uma mulher que nunca soube lidar com seus sentimentos porque os reprimia. O interesse dela por padre Julião é uma relação inusitada e acredito que seria um presentão com o qual ela não vá saber lidar muito no começo. Mas acho que, se der certo, ela vai ter a oportunidade de descobrir emoções incríveis — opina a atriz, que é casada há 4 anos com o empresário Leonardo Martins e diz nunca ter vivido um amor proibido.
Padre Julião se imagina beijando Elisa
 Foto: Padre Julião se imagina beijando Elisa Foto: Reprodução/Rede Globo
Já João Vitti foi surpreendido logo de cara, quando ele descobriu que seu personagem teria um possível envolvimento com Elisa:
— O convite surgiu para eu fazer uma participação. Mas em uma semana, eu vi que surgiram mais cenas. Fiquei feliz pela oportunidade de ganhar mais espaço dentro da história e por abordar este conflito que é tão real.
Se dependesse apenas de Vitti, que já estudou em colégio para padres, mas que se tornou budista, Julião deixaria de ser religioso para viver o amor ao lado de Elisa.
— Sendo padre ou não, existe ali um ser humano que que ama, sente tristeza, saudade, ira. A batina não deve ser um impedimento para que dentro do coração dele se manifeste um sentimento por outra pessoa — defende ele, que destaca: — Outra questão importante é o cuidado com que os autores estão tratando esse assunto. O celibato é uma opção de vida.
Para o ator, abrir mão do ministério eclesiástico não significa deixar a religião de lado:
— Não é porque deixaram de ser padres que vão deixar de se dedicar ao ser humano. 
  • Ex-padre, Antônio posa com seus filhos.
Um caso real
João Vitti já convivia com a situação da ficção antes mesmo de dar vida a Julião. Alguns de seus amigos da época de colégio, que já eram ou tornaram-se padres, renunciaram à batina para viver um amor. É o caso do professor Antônio Feltrin:
— Entrei com 10 anos no seminário, fiquei até os 26. Me formei em filosofia, pedagogia, teologia e trabalhei quinze anos nos setores administrativos de colégios católicos. Celebrei algumas missas, mas nunca fiquei à frente de uma paróquia. Com o tempo, eu fui me questionando se deveria ficar, me interessei pela vida matrimonial, pedi autorização e saí.
Foto: (Ex-padre, Antônio posa com seus filhos. Foto: Arquivo pessoal)
Após deixar o ministério, Feltrin se casou e teve dois filhos. Hoje divorciado e com 73 anos, ele aparece na foto acima com os herdeiros Fabrício (à esquerda) e Fabiano (à direita).

Evelin - J. Extra

Evelin Azevedo

Nenhum comentário:

Postar um comentário